sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Francisco Cândido Xavier - Mecanismos da Mediunidade - pelo Espírito André Luiz

Mediunidade

Acena-nos a antigüidade terrestre com brilhantes manifestações
mediúnicas, a repontarem da História.
Discípulos de Sócrates referem-se, com admiração e respeito,
ao amigo invisível que o acompanhava constantemente.
Reporta-se Plutarco ao encontro de Bruto, certa noite, com
um dos seus perseguidores desencarnados, a visitá-lo, em pleno
campo.
Em Roma, no templo de Minerva, Pausânias, ali condenado a
morrer de fome, passou a viver, em Espírito, monoideizado na
revolta em que se alucinava, aparecendo e desaparecendo aos
olhos de circunstantes assombrados, durante largo tempo.
Sabe-se que Nero, nos últimos dias de seu reinado, viu-se fora
do corpo carnal, junto de Agripina e de Otávia, sua genitora e
sua esposa, ambas assassinadas por sua ordem, a lhe pressagiarem
a queda no abismo.
Os Espíritos vingativos em torno de Calígula eram tantos que,
depois de lhe enterrarem os restos nos jardins de Lâmia, eram ali
vistos, freqüentemente, até que se lhe exumaram os despojos para
a incineração.
Todavia, onde a mediunidade atinge culminâncias é justamente
no Cristianismo nascituro.
Toda a passagem do Mestre inesquecível, entre os homens, é
um cântico de luz e amor, externando-lhe a condição de Medianeiro
da Sabedoria Divina.
E, continuando-lhe o ministério, os apóstolos que se lhe mantiveram
leais converteram-se em médiuns notáveis, no dia de Pentecostes 2, quando, associadas as suas forças, por se acharem
“todos reunidos”, os emissários espirituais do Senhor, através
deles, produziram fenômenos físicos em grande cópia, como
sinais luminosos e vozes diretas, inclusive fatos de psicofonia e
xenoglossia, em que os ensinamentos do Evangelho foram ditados
em várias línguas, simultaneamente, para os israelitas de procedências
diversas.
Desde então, os eventos mediúnicos para eles se tornaram habituais.
Espíritos materializados libertavam-nos da prisão injusta.3
O magnetismo curativo era vastamente praticado pelo olhar4 e
pela imposição das mãos.5
Espíritos sofredores eram retirados de pobres obsessos, aos
quais vampirizavam.6
Um homem objetivo e teimoso, quanto Saulo de Tarso, desenvolve
a clarividência, de um momento para outro, vê o próprio
Cristo, às portas de Damasco, e lhe recolhe as instruções.7
E porque Saulo, embora corajoso, experimente enorme abalo
moral, Jesus, condoído, procura Ananias, médium clarividente na
aludida cidade, e pede-lhe socorro para o companheiro que encetava
a tarefa.
Não somente na casa dos apóstolos em Jerusalém mensageiros
espirituais prestam contínua assistência aos semeadores do
Evangelho; igualmente no lar dos cristãos, em Antioquia, a medi-unidade opera serviços valiosos e incessantes. Dentre os médiuns
aí reunidos, um deles, de nome Agabo, incorpora um Espírito
benfeitor que realiza importante premonição. E nessa mesma
igreja, vários instrumentos medianímicos aglutinados favorecem a
produção da voz direta, consignando expressiva incumbência a
Paulo e Barnabé.
Em Tróade, o apóstolo da gentilidade recebe a visita de um
varão, em Espírito, a pedir-lhe concurso fraterno.
E, tanto quanto acontece hoje, os médiuns de ontem, apesar
de guardarem consigo a Bênção Divina, experimentavam injustiça
e perseguição. Quase por toda a parte, padeciam inquéritos e
sarcasmos, vilipêndios e tentações.
Logo no início das atividades mediúnicas que lhes dizem respeito,
vêem-se Pedro e João segregados no cárcere. Estêvão é
lapidado. Tiago, o filho de Zebedeu, é morto a golpes de espada.
Paulo de Tarso é preso e açoitado várias vezes.
A mediunidade, que prossegue fulgindo entre os mártires
cristãos, sacrificados nas festas circenses, não se eclipsa, ainda
mesmo quando o ensinamento de Jesus passa a sofrer estagnação
por impositivos de ordem política. Apenas há alguns séculos,
vimos Francisco de Assis exalçando-a em luminosos acontecimentos;
Lutero transitando entre visões; Teresa d’Ávila em admiráveis
desdobramentos; José de Copertino levitando ante a espantada
observação do papa Urbano 8º, e Swedenborg recolhendo,
afastado do corpo físico, anotações de vários planos espirituais
que ele próprio filtra para o conhecimento humano, segundo as
concepções de sua época.
Compreendemos, assim, a validade permanente do esforço de
André Luiz, que, servindo-se de estudos e conclusões de conceituados
cientistas terrenos, tenta, também aqui12, colaborar na
elucidação dos problemas da mediunidade, cada vez mais inquietantes
na vida conturbada do mundo moderno.
Sem recomendar, de modo algum, a prática do hipnotismo em
nossos templos espíritas, a ele recorre, de escantilhão, para fazer
mais amplamente compreendidos os múltiplos fenômenos da
conjugação de ondas mentais, além de, com isso, demonstrar que
a força magnética é simples agente, sem ser a causa das ocorrências
medianímicas, nascidas, invariavelmente, de espírito para
espírito.
Em nosso campo de ação, temos livros que consolam e restauram,
medicam e alimentam, tanto quanto aqueles que propõem
e concluem, argumentam e esclarecem.
Nesse critério, surpreendemos aqui um livro que estuda.
Meditemos, pois, sobre suas páginas.
EMMANUEL
Uberaba, 6 de agosto de 1959.
Fonte: Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira
Mecanismos da Mediunidade
11o livro da Coleção
“A Vida no Mundo Espiritual”
Ditado pelo Espírito André Luiz
FEDERAÇÃO ESPIRITA BRASILEIRA

sábado, 1 de agosto de 2015

Confia Sempre - Chico Xavier - Meimei


Não percas a tua fé entre as sombras do mundo. 
Ainda que os teus pés estejam sangrando, segue para a frente, erguendo-a por luz celeste, acima de ti mesmo. 
Crê e batalha. 
Esforça-te no bem e espera com paciência. 
Tudo passa e tudo se renova na Terra, mas o que vem do céu permanecerá. 
De todos os infelizes, os mais desditosos são os que perderam a confiança em Deus e em si mesmos, porque o maior infortúnio é sofrer a privação da fé e prosseguir vivendo. 
Eleva, pois, o teu olhar e caminha. 
Luta e serve. 
Aprende e adianta-te. 
Brilha a alvorada além da noite. 
Hoje é possível que a tempestade te amarfanhe o coração e te atormente o ideal, aguilhoando-te com aflição ou ameaçando-te com a morte... 
Não te esqueças, porém, de que amanhã será outro dia.

Chico Xavier - Meimei
Fonte: http://www.mensagemespirita.com.br/

A premiação do livro Pão nosso (Our daily bread) nos Estados Unidos


A premiação do livro Pão nosso (Our daily bread) nos Estados Unidos

Temos a certeza absoluta de que esse não foi um movimento somente do plano material. A Espiritualidade maior trabalha incessantemente para a implantação de uma nova ordem na Terra e deseja que ela aconteça em breve.

Em maio de 1965, há exatos cinquenta anos, Francisco Candido Xavier chegou pela primeira vez aos Estados Unidos da América, visitando os seus “irmãos de outras terras”,1 em particular, o casal Haddad.2 Nesta sua vinda a terras norte-americanas ele deixou um rastro de luz e bênçãos que frutificou ao longo do tempo. Da mesma forma acolhedora, o casal Haddad, no ano de 1965, recebeu o missionário da mediunidade, estabelecendo definitivamente a ponte entre o Brasil e os Estados Unidos,
 
Neste trabalho de união entre os povos, liderado por Jesus e pelos bons Espíritos, mais particularmente entre as Américas, temos visto um grande contingente de pessoas que migraram do Brasil, aportando nos Estados Unidos e Canadá e que, sem se darem conta da programação do mundo espiritual, acredita buscar tão somente oportunidades de trabalho profissional e mudanças na qualidade de vida. Nenhum de nós, brasileiros e estrangeiros de outras nacionalidades, viemos com a ideia de fundar uma Casa Espírita, iniciar um grupo de estudos espíritas ou desempenhar qualquer trabalho ou atividade relacionado ao Movimento Espírita. Pelo menos, não de forma consciente.
 
E não foi diferente conosco. Porém, chegando aos EUA na década de 90, rapidamente nos engajamos nas atividades espíritas percebendo um chamamento para o estudo e o trabalho doutrinário. Envolvidos nas tarefas abraçadas, em meados do ano de 2010, com o intuito de tornar os livros espíritas mais acessíveis a todos nas diversas línguas, recebemos do ex-presidente da Federação Espírita Brasileira (FEB) e também secretário- geral do Conselho Espírita Internacional (CEI), o Sr. Nestor João Masotti, um convite para constituir na cidade de Miami, no Estado da Flórida, a editora Edicei of America que seria um dos braços editoriais do CEI.
 
A missão desta Editora é de publicar e distribuir, nos formatos físico e eletrônico, as obras literárias da FEB e do CEI, mantendo a divulgação e a distribuição no continente norte-americano e em alguns países de língua inglesa ao redor do mundo. Atualmente, publica e distribui os livros codificados por Allan Kardec, em inglês, espanhol e francês, a Colecão A vida no mundo espiritual de André Luiz, em inglês, e em outras línguas, algumas obras de Yvonne Pereira, Divaldo Franco, Chico Xavier e de outros autores.
 
Que instrumento fantástico é o livro! Os livros espíritas são as ferramentas que o Mundo Maior nos apresenta para obtermos os recursos que nos ajudarão a nos transformar em homens de bem, permitindo que as nossas mentes se preparem melhor e de forma mais eficiente para dar continuidade ao processo evolutivo. As boas obras escritas e publicadas no meio espírita nos encorajam a seguir em frente e nos dão a certeza de que fomos criados para a felicidade plena.
 
Quantos de nós após lermos um livro espírita não saímos modificados pelo seu conteúdo nobre e iluminativo? Quantos de nós num momento de angústia recorremos a uma leitura edificante e nos sentimos mais leves e mais conectados com a Espiritualidade? Essa é uma das belezas dos livros espíritas.
 
Torná-los acessíveis a toda gente sempre foi o grande objetivo de tantos que nos antecederam e continuam a trabalhar pela mesma causa, mas foi em uma das iniciativas de marketing promovidas pela Edicei of America que um fato muito especial aconteceu: era setembro de 2014 e regressávamos de uma viagem a Salvador, Bahia, ao chegarmos em Miami surgiu a ideia de inscrever o livro Pão nosso – Our daily bread – traduzido para o inglês por Darrel Kimble e Ily Reis, no concurso – Illumination Book Awards – promovido pelo Jenkins Group, empresa localizada no Estado de Michigan.
 
Este grupo é responsável por promover o concurso anual, em âmbito nacional e internacional, para o prêmio literário do “Livro Iluminativo” que consagra as melhores obras cristãs no território americano. As premiações e medalhas são presenteadas em 23 categorias diferentes, cobrindo as áreas desde Estudos Bíblicos e de Devoção, até livros sobre Família, Educação e obras infantis. Por mais de vinte anos o Jenkins Group tem sido, nos EUA, um dos líderes na área editorial, ajudando pessoas e corporações na publicação de livros sob encomenda.
 
Um fato importante é que a instituição promoveu esse concurso com materiais literários recebidos de 28 estados norte-americanos e de quatro países: França, Canadá, Nova Zelândia e Austrália. Na sua banca analisadora dos trabalhos encontravam-se pessoas dos mais diversos ramos do Cristianismo, mas nenhuma, absolutamente, espírita.
 
Num país em que as palavras, espírita e Espiritismo, são praticamente desconhecidas do público leigo, e de haver ainda um número muito pequeno de casas espíritas (cerca de 85 em todo território), o Espiritismo é considerado uma doutrina “exótica”, nesse caso, a nossa expectativa era de apenas recebermos algum tipo de feedback sobre o conteúdo, a fim de continuarmos a qualificar cada vez mais as traduções e todo o trabalho que buscamos realizar. Mas por caminhos misteriosos e por um exame absolutamente imparcial e criterioso, a obra espírita, Pão nosso (Our daily bread) de Emmanuel, psicografada por Francisco Cândido Xavier, recebeu no dia 14 de janeiro de 2015, com louvor, a premiação do 3º lugar nacional, recebendo medalha de bronze na categoria de “Livro Iluminativo do Pensamento Cristão” do ano de 2015.
 
A alegria que sentimos foi imensa. Eu e minha esposa Andreia, que também é responsável pelos trabalhos da Edicei of America, ríamos e chorávamos de alegria. Eram tempos novos que estariam por vir.
 
Acreditamos que por intermédio dessa premiação no meio literário espiritualista/cristão, as obras espíritas sérias e de conteúdo evangélico, tais como as recebidas pela parceria entre Emmanuel e Chico Xavier serão lidas e observadas, não apenas com mais curiosidade, mas também com maior respeito. Emmanuel, nosso grande benfeitor e Chico Xavier, apóstolo do amor, trouxe para nós uma safra de livros espíritas da mais alta qualidade intelectual e da mais alta moral evangélica, ratificando o que nos havia trazido Allan Kardec. O Brasil e o mundo podem receber por meio de suas abençoadas obras todos os benefícios de engrandecimento moral, convidando a todos, sem distinção de religião, crença ou raça, a unirem-se como Espíritos imortais que somos. Diante dessa realidade transcendental, nascemos, morremos e nascemos de novo, em outros povos e em outras raças, para progredirmos sempre, ensinando-nos a amar uns aos outros como Jesus nos amou.
 
A obra Pão nosso foi concluída em 22 de fevereiro de 1950, é o segundo livro da Coleção Fonte viva, contêm 180 capítulos com as mais belas passagens evangélicas, com comentários sempre esclarecedores de Emmanuel, obtendo 65 anos depois, sua consagracão no solo norte-americano em uma “premiação muito merecida”, como mencionou o proprio presidente do Jenkins Group, em e-mail enviado para a Edicei of America.
 
Temos a certeza absoluta de que esse não foi um movimento somente do plano material. A Espiritualidade maior trabalha incessantemente para a implantação de uma nova ordem na Terra e deseja que ela aconteça em breve. Cada um de nós pode e deve ser aquele instrumento de paz mencionado na oração de Francisco de Assis. Agindo assim, iremos ao encontro do que a Providência divina estabelece, pois cedo ou tarde, seremos todos levados ao bem, pois o bem é uma certeza, graças a Deus!
 
Marcelo Netto
smtmia@hotmail.com
 
Referências:
 
1 XAVIER, Francisco C.; VIEIRA, Waldo Entre irmãos de outras terras. Diversos Espíritos. 8. ed. 1. reimp. Brasília, FEB, 2008.
 
2 Salim e Phillis Haddad, ambos brasileiros, ele descendente de imigrantes libaneses e ela de britânicos. Amigos de Chico Xavier desde a década de 1940. in.: Reformador, ano 132, n. 2.227, p. 17(591)-19(593), out. 2014. Chico Xavier, Haddad e o primeiro centro espírita dos Estados Unidos, artigo de Vanessa Anseloni. 
Fonte: http://www.ariquemesonline.com.br/noticia.asp?cod=296519&codDep=31