quarta-feira, 18 de novembro de 2015

O SOFRIMENTO É UM FENÔMENO DE TAL AMPLITUDE E GRAVIDADE QUE É EXTREMAMENTE DELICADO ABORDÁ-LO!


Tanto por aqueles que não experimentando alguma sensação de sofrimento o receiam e assim o descartam, quanto por aqueles que vitimados pela dor, têm como único desejo obter um apaziguamento. A dor física é, mais freqüentemente, um aviso da natureza que procura nos preservar dos excessos. Sem ela abusaríamos de nossos órgãos a ponto de os destruir antes da hora. Quando um mal perigoso penetra em nós que ocorreria se não lhe sentíssemos logo os efeitos desagradáveis? Ele avançaria pouco a pouco, nos invadindo e exauriria em nós as fontes da vida.

E mesmo quando, persistindo em desconhecer os avisos repetidos da natureza, deixamos a doença se desenvolver em nós, ela pode ser ainda um benefício se, causada por nossos abusos e vícios, nos ensinar a detestá-los e a nos corrigirmos. É preciso sofrer para se conhecer e para bem conhecer a vida. Epicteto dizia: «É uma falsa idéia pretender que a saúde é um bem e a doença um mal. Usar bem a saúde é um bem; e usar mal é um mal. Usar bem a doença é um bem; e usar mal é um mal. Tira-se o bem de tudo, mesmo da morte ».

A dor, sob suas múltiplas formas, é o remédio supremo para as imperfeições e as enfermidades da alma. Sem ela nenhuma cura seria possível. Da mesma forma que as doenças orgânicas são com freqüência o resultado de nossos excessos, as experiências morais que nos atingem são resultantes de nossas faltas passadas. 

Cedo ou tarde, essas faltas recaem sobre nós com suas conseqüências lógicas. É a lei da justiça e do equilíbrio moral. Saibamos aceitar os efeitos como aceitamos os remédios amargos e as operações dolorosas que devem restituir a saúde e a agilidade ao nosso corpo. 

Ainda mesmo que o desgosto, as humilhações e a ruína nos oprimam, suportemo-las com paciência. O trabalhador dilacera o seio da terra para fazer brotar a colheita dourada. Assim, de nossa alma dilacerada surgirá uma abundante colheita moral. Então, não é por vingança que a lei nos atinge, mas porque é bom e proveitoso sofrer.

O primeiro movimento do homem infeliz é se revoltar sob os golpes da sorte. Mas, mais tarde, quando o espírito já escalou os declives e contempla o áspero caminho percorrido, o desfilar de suas existências, é com um enternecimento alegre que recordará as provas e tribulações com ajuda das quais pode galgar os mais altos cumes.

Se nas horas de provação soubermos observar o trabalho interior, a ação misteriosa da dor em nós, em nosso eu, em nossa consciência, compreenderemos melhor sua sublime obra de educação e de aperfeiçoamento. 

Veremos que ela atinge sempre o ponto sensível. A mão que dirige o cinzel é a de um artista incomparável; não deixa de agir até que os ângulos de nosso caráter estejam aparados, polidos e gastos. Para isso, ela volta à carga tantas vezes quantas sejam necessárias. E por seus golpes repetidos, a arrogância e a personalidade excessiva de alguns deverão cair; a fraqueza, a apatia e a indiferença deverão desaparecer de outros; a dureza, a cólera e o furor de outros ainda. 

Para todos haverá diferentes procedimentos, variados ao infinito, conforme os indivíduos, mas em todos agirá com eficácia, de maneira a fazer nascer ou desenvolver a sensibilidade, a delicadeza, a bondade, a ternura e a fazer sair das dilacerações e das lágrimas qualquer qualidade desconhecida que dormia silenciosa no fundo do ser, ou aquela nobreza nova, adorno da alma, adquirida espontaneamente.

E quanto mais sobe, engrandece e se faz bela, mais a dor se espiritualiza e se torna sutil. Aos malvados são precisas provas numerosas, como a árvore precisa de muitas flores para produzir algum fruto. 

Mas quanto mais o ser humano se aperfeiçoa, mais os frutos da dor se tornam admiráveis nele. Às almas impolidas, mal desbastadas, incumbem os sofrimentos físicos e as dores violentas; aos egoístas e aos avaros caberão as perdas de fortuna, as negras inquietudes e os tormentos do espírito. 

Depois aos seres delicados, às mães, aos amantes e às esposas, as torturas escondidas e as mágoas do coração. Aos nobres pensadores e aos inspirados, a dor sutil e profunda que faz brotar o gemido sublime, o clarão do gênio!

Por muito tempo ainda, a humanidade terrestre, ignorante das leis superiores e inconsciente do porvir e do dever, terá necessidade da dor, para estimulá-la na sua vida e para transformar o que predomina nela, os instintos primitivos e grosseiros em sentimentos puros e generosos. 

Por muito tempo o homem deverá passar pela iniciação amarga para chegar ao conhecimento de si mesmo e de seu objetivo. Ele sonha presentemente apenas em aplicar suas faculdades e sua energia em combater o sofrimento sobre o plano físico, em aumentar o bem-estar e a riqueza e em tornar mais agradáveis as condições da vida material. 

Mas isso será em vão. Os sofrimentos poderão variar, se deslocar, mudar de aspecto, mas a dor persistirá enquanto o egoísmo e o interesse regerem as sociedades terrestres, o pensamento se esquivar das coisas profundas e enquanto a flor da alma não tiver desabrochado.

Todas as doutrinas econômicas e sociais serão impotentes para reformar o mundo e para aliviar os males da Humanidade, porque sua base é muito estreita e porque colocaram na vida presente unicamente a razão de existir, o objetivo de viver e de todos os nossos esforços. 

Para extinguir o mal social é preciso elevar a alma humana à consciência de sua função, fazê-la compreender que sua sorte depende somente dela, e que sua felicidade será sempre proporcional à extensão de seus triunfos sobre si mesma e de seu desenvolvimento em direção aos outros.

Deve-se colocar um termo às provas de seu próximo quando se o pode, ou é preciso, por respeito aos desígnios de Deus, deixá-los seguir seu curso?

Nós temos dito e repetido bastante freqüentemente que vocês estão sobre esta terra de expiação para terminar suas provas, e que tudo o que lhes chega é uma conseqüência de suas existências anteriores, o juro da dívida que vocês têm de pagar. Mas este pensamento provoca entre certas pessoas reflexões que é necessário impedir, porque poderiam ter conseqüências funestas.

Qualquer um pensa que desde o momento que se está sobre a terra para expiar, é preciso que as provas tenham seu curso. Alguns mesmo chegam até a acreditar que, não é preciso apenas nada fazer para as atenuar, mas que, ao contrário, deve-se contribuir para torná-las mais proveitosas fazendo-as mais vivas. É um grande erro. 

Sim, suas provas devem seguir o curso que Deus lhe traçou, mas vocês conhecem esse curso? Sabem até que ponto elas devem ir, e se seu Pai misericordioso não disse ao sofrimento de tal ou qual de seus irmãos: «Você não irá mais longe»? Sabem se a providência não os escolheu, não como um instrumento de suplício para agravar os sofrimentos do culpado, mas como o bálsamo de consolação que deve cicatrizar as chagas que sua justiça tinha aberto? 

Não digam então, quando virem um de seus irmãos aflito: É a justiça de Deus, é preciso que ela tenha seu curso; mas digam, ao contrário: Vejamos que meios nosso Pai misericordioso colocou em meu poder para suavizar o sofrimento de meu irmão. 

Vejamos se minhas consolações morais, meu apoio material, meus conselhos, não poderão ajudá-lo a transpor esta prova com mais força, paciência e resignação. Vejamos mesmo se Deus não colocou em minhas mãos o meio de fazer cessar esse sofrimento; se não me foi dado, também como prova, como expiação talvez, deter o mal e substituí-lo pela paz.

Ajudem-se então sempre nas suas provas respectivas, e não se considerem jamais como instrumentos de tortura; este pensamento deve revoltar todo homem de coração, todo espírita sobretudo; porque o espírita, melhor que qualquer outro, deve compreender a extensão infinita da bondade de Deus. 

O espírita deve pensar que sua vida inteira deve ser um ato de amor e de devotamento; que o quer que se possa fazer para contrariar as decisões do Senhor, sua justiça seguirá seu curso. Ele pode então, sem medo, fazer todos seus esforços para adoçar a amargura da expiação, mas é Deus somente quem poderá detê-la ou prolongá-la conforme seu julgamento a respeito.

Não seria um grande orgulho da parte do homem, se acreditar no direito de revolver, por assim dizer, a arma na ferida? De aumentar a dose de veneno no peito daquele que sofre, sob pretexto de que tal é sua expiação? Oh! considerem-se sempre como um instrumento escolhido para cessar o sofrimento. Resumamo-nos aqui: vocês estão todos sobre a Terra para expiar; mas todos, sem exceção, devem fazer todos os esforços para suavizar a expiação de seus irmãos, segundo a lei de amor e de caridade.

Para saber mais:
O Problema do ser e do destino de Léon Denis (3ª parte, cap. XXVI, A dor)
O Problema do ser e do destino de Léon Denis (3ª parte, cap. XXVII, Revelação pela dor)
O Evangelho segundo o Espiritismo de Allan Kardec (cap. V, Bem-aventurados os aflitos)
Após a morte de Léon Denis (5ª parte, cap. L, Resignação na adversidade)
O Espiritismo, que sabemos? de USFF (cap. XXVI, A quem corresponde o sofrimento)
Espiritualismo versus a luz de Louis Serré (cap. VI, O mal, o bem, o sofrimento)

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A VIDA DE CHICO XAVIER FOI RICA EM HISTÓRIAS E FATOS QUE ESTAVAM SEMPRE LIGADOS AOS ENSINAMENTOS DA DOUTRINA ESPÍRITA E À FRATERNIDADE CRISTÃ.


Caridade e Mudança de Vida - Em 1928, um mendigo cego sofreu um acidente ao cair de um viaduto, numa altura de quatro metros, e foi levado por algumas pessoas até o centro Luiz Gonzaga para que lhe dessem ajuda. Chico fez o que pôde pelo pobre homem, ajudando-o à noite (o período em que tinha tempo para isso). Apesar da assistência dada pelo médium, o acidentado precisava de cuidados durante o dia. Assim, Chico publicou uma nota no jornal semanal de Pedro Leopoldo pedindo ajuda, independentemente de serem católicos, espíritas ou ateus. Seis dias depois, surgiram no local duas conhecidas meretrizes da cidade, dizendo que tinham lido o pedido e estavam dispostas a ajudar. E o fizeram, ficando durante o dia com o enfermo e saindo quando Chico retornava. Antes de irem embora, oravam com ele. O cego ficou melhor depois de um mês e, quando Chico terminou uma oração de agradecimento, os quatro choraram, e uma das mulheres disse a ele que a prece havia modificado suas vidas. As duas estavam se mudando para Belo Horizonte para trabalhar. Uma foi trabalhar numa tinturaria, e a outra se tornou enfermeira.

Água da Paz

Uma das histórias mais conhecidas a respeito de Chico é a da Água da Paz. Dizem que era muito comum, antes de se iniciarem as sessões no centro espírita Luiz Gonzaga, ocorrerem algumas discussões a respeito de mediunidade, especialmente provocadas por pessoas pouco esclarecidas sobre o assunto. Essa situação começou a provocar certa irritação em Chico, que tentava explicar o que acontecia, mas nem sempre era compreendido.

Num dos momentos de irritação, sua mãe apareceu a ele mais uma vez e ensinou-lhe uma forma simples para acabar com essa situação. “Para terminar suas inquietações”, ela falou, “use a Água da Paz”. Chico ficou contente com a solução e começou a procurar o medicamento nas farmácias de Pedro Leopoldo – sem sucesso. Procurou em Belo Horizonte, e nada. Duas semanas depois, ele contou à mãe que não estava encontrando a Água da Paz, ao que ela lhe disse: “Não precisa viajar para procurar. Você pode conseguir o remédio em casa mesmo. Quando alguém lhe provocar irritações, pegue um copo de água do pote, beba um pouco e conserve o resto na boca. Não jogue fora nem engula. Enquanto durar a tentação de responder, deixe-a banhando a língua. Esta é a água da paz”. Chico entendeu o conselho, percebendo que havia recebido mais uma lição de humildade e silêncio.

Espíritos Brincalhões

Um caso bem-humorado era contado pelo próprio Chico, envolvendo um estudioso da doutrina, de Uberlândia que tinha o hábito de abrir O Evangelho Segundo o Espiritismo para encontrar as orientações adequadas, sempre que sentia necessidade – uma prática comum entre muitos espíritas. Certo dia, quando se encontrava em sua chácara, uma tempestade violentíssima desabou sobre a cidade, com muitos raios e relâmpagos, assustando a todos. Um raio caiu bem próximo de onde ele e outras pessoas se encontravam, chegando a matar um gato. O homem reuniu os parentes, avisando que o pior não tinha acontecido graças à proteção dos espíritos, e pegou o Evangelho, abrindo-o numa página ao acaso. A mensagem que leu começava assim: “Se fosse um homem de bem, teria morrido...” Foi o que bastou para que todos, apesar do clima de meditação, caíssem na gargalhada. Diz-se que os próprios espíritos providenciaram a brincadeira.

Pagamento na Hora Certa

Quando José – irmão de Chico que dirigia as sessões do centro – morreu, Chico ficou com a tarefa de cuidar da família e, além disso, também de uma dívida deixada pelo irmão referente a uma conta de luz, no valor de onze cruzeiros. Na época, a quantia era elevada para Chico, cujo ordenado mal dava para as necessidades básicas. Quando pensava em como faria para pagar a dívida, Emmanuel lhe disse para não se preocupar e esperar. Algumas horas depois, alguém bateu à porta. Chico atendeu e viu um senhor da roça que lhe disse ter sabido da morte de seu irmão José, e que estava ali para pagar uma dívida que tinha com ele, de uma bainha para faca que José havia feito para ele há tempos. O homem lhe deu um envelope e se foi. Quando Chico abriu, encontrou a quantia exata de onze cruzeiros.

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Lugar (Emmanuel)


Não há lugar em que nos vejamos sem algum benefício a prestar ou alguma coisa a fazer.

Seja qual seja a circunstância da estrada, aí encontramos a ocasião precisa realizar o melhor.

Por isso mesmo, o tempo é o prodigioso indicador, descerrando-nos situações inesperadas ao dom de compreender e de auxiliar.

Ainda mesmo nas trilhas mais obscuras da prova ou da aflição, somos defrontados por ensejos valiosos de renovação e progresso.

Contempla a vida, em torno...
Tudo é cor e beleza.
Deus te conduz aos Céus,
De esplendor a esplendor.
Serve a quantos encontres.
Sê bondade e socorro, apoio e eficiência.

A prática do Bem ser-nos-á garantida de paz e a paz em nós se nos fará fonte de permanente alegria.

Comece o dia na luz da oração.
O amor de Deus nunca falha.

Na sustentação do progresso espiritual, precisamos tanto da caridade quanto o ar é necessário ao equilíbrio da vida orgânica.

Lembra-te de que a interdependência é o regime instituído por Deus para a estabilidade de todo o Universo e não olvides a compreensão que devemos a todas as criaturas.

Do livro "Caminho iluminado"
Pelp espírito de Emmanuel
Psicografia de Chico Xavier

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domingo, 8 de novembro de 2015

A Ponte de Luz *


Terminara Jesus a prédica no monte.
Nisso, o apóstolo Pedro aproxima-se
E diz-lhe: "Senhor, existe alguma ponte
Que nos conduza ao Alto, ao Céu que brilha muito acima?
Conforme ouvi de tua própria voz,
Sei que o Reino do Amor está dentro de nós...
Mas deve haver, no Além, o País da Beleza,
Mais sublime que o Sol, em fulgor e grandeza...
Onde essa ligação, Senhor, esse divino acesso?
Jesus silenciou, como entrando em recesso
Da palavra de luz que lhe fluía a jorro...
Circunvagou o olhar pelas pedras do morro
E, depois de comprida reflexão,
Falou ao companheiro: - "Ouve, Simão,
Em verdade, essa ponte que imaginas
Existe para a Vida Soberana,
Mas temos de atingi-la por estrada
Que não é bem a antiga estrada humana."
- "Como será, Senhor, esse caminho?"
Tornou Simão a perguntar.
E Jesus respondeu sem hesitar:
- "Coração que a escolha, às vezes, vai sozinho,
E quase que não tem
Senão renúncia e dor, solidão e amargura...
E conquanto pratique e viva a lei do bem,
Sofre o assédio do mal que o vergasta e procura
Reduzi-lo à penúria e ao desfalecimento.
Quem busca nesta vida transitória,
Essa ponte de luz para a eterna vitória
Conhecerá, de perto, o sofrimento
E há de saber amar aos próprios inimigos,
Não contará percalços nem perigos
Para servir aos semelhantes,
Viverá para o bem a todos os instantes
E mesmo quando o mal pareça o vencedor,
Confiando-se a Deus, doará mais amor...
E ainda que a morte, Pedro, se lhe imponha,
Na injustiça ferindo-lhe a vergonha,
Aceitará pedradas sem ferir,
Desculpará injúria e humilhação
Se deseja elevar o coração
À ponte para o Reino do Porvir..."
Alguns dias depois, o Cristo flagelado,
Entregue à própria sorte
Encontrava na cruz o impacto da morte,
Silencioso, sozinho, desprezado...
Terminada que foi a gritaria
Da multidão feroz naquele dia,
Ante o Céu anunciando aguaceiro violento,
Pedro foi ao Calvário, aflito e atento,
Envergando disfarce...
Queria ver o Mestre, aproximou-se
Para sentir-lhe o extremo desconforto...
Simão chorou ao ver o Amigo morto.
E ao fitá-lo, magoado, longamente
Ele ouviu, de repente,
Uma voz a falar-lhe das Alturas:
- "Pedro, segue, não temas, crê somente!...
Recorda os pensamentos teus e meus...
Esta cruz que me arrasa e me flagela
É a ponte que sonhavas, alta e bela,
Para o Reino de Deus."
Autor
Maria Dolores
Do livro: A Vida Conta, Médium: Francisco Cândido Xavier
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Regras de Saúde - André Luiz (Psicografada por Chico Xavier)


1 - Guarde o coração em paz, á frente de todas as coisas. Todos os patrimônios da vida pertencem a Deus.

2 - Apoie-se no dever rigorosamente cumprido. Não há equilíbrio físico sem harmonia espiritual.

3 - Cultive o hábito da oração. A prece é luz na defesa do corpo e da alma.

4 - Ocupe o seu tempo disponível com o trabalho proveitoso, sem esquecer o descanso imprescindível ao justo refazimento. A sugestão das trevas chega até nós pela hora vazia.

5 - Estude sempre. A renovação das idéias favorece a sábia renovação das células orgânicas.

6 - Evite a cólera. Enraivar-se é animalizar-se, caindo nas sombras de baixo nível.

7 - Fuja à maledicência. O lodo agitado atinge a quem o revolve.

8 - Sempre que possível, respire a longos haustos e não olvide o banho diário, ainda que ligeiro. O ar puro é precioso alimento e a limpeza é simples obrigação.

9 - Coma pouco. A criatura sensata come para viver, enquanto a criatura imprudente vive para comer.

10 - Use a paciência e o perdão infatigavelmente. Todos nós temos sido carinhosamente tolerados pela Bondade Divina milhões de vezes e conservar o coração no vinagre da intolerância é provocar a própria queda na morte inútil.

André Luiz (Psicografada por Chico Xavier)
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PÉROLAS DE LUZ - EMMANUEL/CHICO XAVIER


Em dias tão turbulentos, de tantas preocupações e desafios, a Espiritualidade Superior nos brinda com algumas pérolas de luz:

A receita da vida será sempre melhorar-nos, através da melhora que venhamos a realizar para os outros.
Em matéria de felicidade só se possui aquela que se dá.

Cada pessoa renasce na soma do que já fez.
A melhora de tudo para todos começa na melhora de cada um.


A vida por fora de nós é a imagem do que somos por dentro.
Perante Deus toda pessoa é importante.

Quem perdeu a própria fé, nada mais tem a perder.
Quem condena atira uma pedra que voltará sempre ao ponto de origem. 

Emmanuel/Chico xavier
Lady Sissi
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sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Francisco Cândido Xavier - Mecanismos da Mediunidade - pelo Espírito André Luiz

Mediunidade

Acena-nos a antigüidade terrestre com brilhantes manifestações
mediúnicas, a repontarem da História.
Discípulos de Sócrates referem-se, com admiração e respeito,
ao amigo invisível que o acompanhava constantemente.
Reporta-se Plutarco ao encontro de Bruto, certa noite, com
um dos seus perseguidores desencarnados, a visitá-lo, em pleno
campo.
Em Roma, no templo de Minerva, Pausânias, ali condenado a
morrer de fome, passou a viver, em Espírito, monoideizado na
revolta em que se alucinava, aparecendo e desaparecendo aos
olhos de circunstantes assombrados, durante largo tempo.
Sabe-se que Nero, nos últimos dias de seu reinado, viu-se fora
do corpo carnal, junto de Agripina e de Otávia, sua genitora e
sua esposa, ambas assassinadas por sua ordem, a lhe pressagiarem
a queda no abismo.
Os Espíritos vingativos em torno de Calígula eram tantos que,
depois de lhe enterrarem os restos nos jardins de Lâmia, eram ali
vistos, freqüentemente, até que se lhe exumaram os despojos para
a incineração.
Todavia, onde a mediunidade atinge culminâncias é justamente
no Cristianismo nascituro.
Toda a passagem do Mestre inesquecível, entre os homens, é
um cântico de luz e amor, externando-lhe a condição de Medianeiro
da Sabedoria Divina.
E, continuando-lhe o ministério, os apóstolos que se lhe mantiveram
leais converteram-se em médiuns notáveis, no dia de Pentecostes 2, quando, associadas as suas forças, por se acharem
“todos reunidos”, os emissários espirituais do Senhor, através
deles, produziram fenômenos físicos em grande cópia, como
sinais luminosos e vozes diretas, inclusive fatos de psicofonia e
xenoglossia, em que os ensinamentos do Evangelho foram ditados
em várias línguas, simultaneamente, para os israelitas de procedências
diversas.
Desde então, os eventos mediúnicos para eles se tornaram habituais.
Espíritos materializados libertavam-nos da prisão injusta.3
O magnetismo curativo era vastamente praticado pelo olhar4 e
pela imposição das mãos.5
Espíritos sofredores eram retirados de pobres obsessos, aos
quais vampirizavam.6
Um homem objetivo e teimoso, quanto Saulo de Tarso, desenvolve
a clarividência, de um momento para outro, vê o próprio
Cristo, às portas de Damasco, e lhe recolhe as instruções.7
E porque Saulo, embora corajoso, experimente enorme abalo
moral, Jesus, condoído, procura Ananias, médium clarividente na
aludida cidade, e pede-lhe socorro para o companheiro que encetava
a tarefa.
Não somente na casa dos apóstolos em Jerusalém mensageiros
espirituais prestam contínua assistência aos semeadores do
Evangelho; igualmente no lar dos cristãos, em Antioquia, a medi-unidade opera serviços valiosos e incessantes. Dentre os médiuns
aí reunidos, um deles, de nome Agabo, incorpora um Espírito
benfeitor que realiza importante premonição. E nessa mesma
igreja, vários instrumentos medianímicos aglutinados favorecem a
produção da voz direta, consignando expressiva incumbência a
Paulo e Barnabé.
Em Tróade, o apóstolo da gentilidade recebe a visita de um
varão, em Espírito, a pedir-lhe concurso fraterno.
E, tanto quanto acontece hoje, os médiuns de ontem, apesar
de guardarem consigo a Bênção Divina, experimentavam injustiça
e perseguição. Quase por toda a parte, padeciam inquéritos e
sarcasmos, vilipêndios e tentações.
Logo no início das atividades mediúnicas que lhes dizem respeito,
vêem-se Pedro e João segregados no cárcere. Estêvão é
lapidado. Tiago, o filho de Zebedeu, é morto a golpes de espada.
Paulo de Tarso é preso e açoitado várias vezes.
A mediunidade, que prossegue fulgindo entre os mártires
cristãos, sacrificados nas festas circenses, não se eclipsa, ainda
mesmo quando o ensinamento de Jesus passa a sofrer estagnação
por impositivos de ordem política. Apenas há alguns séculos,
vimos Francisco de Assis exalçando-a em luminosos acontecimentos;
Lutero transitando entre visões; Teresa d’Ávila em admiráveis
desdobramentos; José de Copertino levitando ante a espantada
observação do papa Urbano 8º, e Swedenborg recolhendo,
afastado do corpo físico, anotações de vários planos espirituais
que ele próprio filtra para o conhecimento humano, segundo as
concepções de sua época.
Compreendemos, assim, a validade permanente do esforço de
André Luiz, que, servindo-se de estudos e conclusões de conceituados
cientistas terrenos, tenta, também aqui12, colaborar na
elucidação dos problemas da mediunidade, cada vez mais inquietantes
na vida conturbada do mundo moderno.
Sem recomendar, de modo algum, a prática do hipnotismo em
nossos templos espíritas, a ele recorre, de escantilhão, para fazer
mais amplamente compreendidos os múltiplos fenômenos da
conjugação de ondas mentais, além de, com isso, demonstrar que
a força magnética é simples agente, sem ser a causa das ocorrências
medianímicas, nascidas, invariavelmente, de espírito para
espírito.
Em nosso campo de ação, temos livros que consolam e restauram,
medicam e alimentam, tanto quanto aqueles que propõem
e concluem, argumentam e esclarecem.
Nesse critério, surpreendemos aqui um livro que estuda.
Meditemos, pois, sobre suas páginas.
EMMANUEL
Uberaba, 6 de agosto de 1959.
Fonte: Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira
Mecanismos da Mediunidade
11o livro da Coleção
“A Vida no Mundo Espiritual”
Ditado pelo Espírito André Luiz
FEDERAÇÃO ESPIRITA BRASILEIRA

sábado, 1 de agosto de 2015

Confia Sempre - Chico Xavier - Meimei


Não percas a tua fé entre as sombras do mundo. 
Ainda que os teus pés estejam sangrando, segue para a frente, erguendo-a por luz celeste, acima de ti mesmo. 
Crê e batalha. 
Esforça-te no bem e espera com paciência. 
Tudo passa e tudo se renova na Terra, mas o que vem do céu permanecerá. 
De todos os infelizes, os mais desditosos são os que perderam a confiança em Deus e em si mesmos, porque o maior infortúnio é sofrer a privação da fé e prosseguir vivendo. 
Eleva, pois, o teu olhar e caminha. 
Luta e serve. 
Aprende e adianta-te. 
Brilha a alvorada além da noite. 
Hoje é possível que a tempestade te amarfanhe o coração e te atormente o ideal, aguilhoando-te com aflição ou ameaçando-te com a morte... 
Não te esqueças, porém, de que amanhã será outro dia.

Chico Xavier - Meimei
Fonte: http://www.mensagemespirita.com.br/

A premiação do livro Pão nosso (Our daily bread) nos Estados Unidos


A premiação do livro Pão nosso (Our daily bread) nos Estados Unidos

Temos a certeza absoluta de que esse não foi um movimento somente do plano material. A Espiritualidade maior trabalha incessantemente para a implantação de uma nova ordem na Terra e deseja que ela aconteça em breve.

Em maio de 1965, há exatos cinquenta anos, Francisco Candido Xavier chegou pela primeira vez aos Estados Unidos da América, visitando os seus “irmãos de outras terras”,1 em particular, o casal Haddad.2 Nesta sua vinda a terras norte-americanas ele deixou um rastro de luz e bênçãos que frutificou ao longo do tempo. Da mesma forma acolhedora, o casal Haddad, no ano de 1965, recebeu o missionário da mediunidade, estabelecendo definitivamente a ponte entre o Brasil e os Estados Unidos,
 
Neste trabalho de união entre os povos, liderado por Jesus e pelos bons Espíritos, mais particularmente entre as Américas, temos visto um grande contingente de pessoas que migraram do Brasil, aportando nos Estados Unidos e Canadá e que, sem se darem conta da programação do mundo espiritual, acredita buscar tão somente oportunidades de trabalho profissional e mudanças na qualidade de vida. Nenhum de nós, brasileiros e estrangeiros de outras nacionalidades, viemos com a ideia de fundar uma Casa Espírita, iniciar um grupo de estudos espíritas ou desempenhar qualquer trabalho ou atividade relacionado ao Movimento Espírita. Pelo menos, não de forma consciente.
 
E não foi diferente conosco. Porém, chegando aos EUA na década de 90, rapidamente nos engajamos nas atividades espíritas percebendo um chamamento para o estudo e o trabalho doutrinário. Envolvidos nas tarefas abraçadas, em meados do ano de 2010, com o intuito de tornar os livros espíritas mais acessíveis a todos nas diversas línguas, recebemos do ex-presidente da Federação Espírita Brasileira (FEB) e também secretário- geral do Conselho Espírita Internacional (CEI), o Sr. Nestor João Masotti, um convite para constituir na cidade de Miami, no Estado da Flórida, a editora Edicei of America que seria um dos braços editoriais do CEI.
 
A missão desta Editora é de publicar e distribuir, nos formatos físico e eletrônico, as obras literárias da FEB e do CEI, mantendo a divulgação e a distribuição no continente norte-americano e em alguns países de língua inglesa ao redor do mundo. Atualmente, publica e distribui os livros codificados por Allan Kardec, em inglês, espanhol e francês, a Colecão A vida no mundo espiritual de André Luiz, em inglês, e em outras línguas, algumas obras de Yvonne Pereira, Divaldo Franco, Chico Xavier e de outros autores.
 
Que instrumento fantástico é o livro! Os livros espíritas são as ferramentas que o Mundo Maior nos apresenta para obtermos os recursos que nos ajudarão a nos transformar em homens de bem, permitindo que as nossas mentes se preparem melhor e de forma mais eficiente para dar continuidade ao processo evolutivo. As boas obras escritas e publicadas no meio espírita nos encorajam a seguir em frente e nos dão a certeza de que fomos criados para a felicidade plena.
 
Quantos de nós após lermos um livro espírita não saímos modificados pelo seu conteúdo nobre e iluminativo? Quantos de nós num momento de angústia recorremos a uma leitura edificante e nos sentimos mais leves e mais conectados com a Espiritualidade? Essa é uma das belezas dos livros espíritas.
 
Torná-los acessíveis a toda gente sempre foi o grande objetivo de tantos que nos antecederam e continuam a trabalhar pela mesma causa, mas foi em uma das iniciativas de marketing promovidas pela Edicei of America que um fato muito especial aconteceu: era setembro de 2014 e regressávamos de uma viagem a Salvador, Bahia, ao chegarmos em Miami surgiu a ideia de inscrever o livro Pão nosso – Our daily bread – traduzido para o inglês por Darrel Kimble e Ily Reis, no concurso – Illumination Book Awards – promovido pelo Jenkins Group, empresa localizada no Estado de Michigan.
 
Este grupo é responsável por promover o concurso anual, em âmbito nacional e internacional, para o prêmio literário do “Livro Iluminativo” que consagra as melhores obras cristãs no território americano. As premiações e medalhas são presenteadas em 23 categorias diferentes, cobrindo as áreas desde Estudos Bíblicos e de Devoção, até livros sobre Família, Educação e obras infantis. Por mais de vinte anos o Jenkins Group tem sido, nos EUA, um dos líderes na área editorial, ajudando pessoas e corporações na publicação de livros sob encomenda.
 
Um fato importante é que a instituição promoveu esse concurso com materiais literários recebidos de 28 estados norte-americanos e de quatro países: França, Canadá, Nova Zelândia e Austrália. Na sua banca analisadora dos trabalhos encontravam-se pessoas dos mais diversos ramos do Cristianismo, mas nenhuma, absolutamente, espírita.
 
Num país em que as palavras, espírita e Espiritismo, são praticamente desconhecidas do público leigo, e de haver ainda um número muito pequeno de casas espíritas (cerca de 85 em todo território), o Espiritismo é considerado uma doutrina “exótica”, nesse caso, a nossa expectativa era de apenas recebermos algum tipo de feedback sobre o conteúdo, a fim de continuarmos a qualificar cada vez mais as traduções e todo o trabalho que buscamos realizar. Mas por caminhos misteriosos e por um exame absolutamente imparcial e criterioso, a obra espírita, Pão nosso (Our daily bread) de Emmanuel, psicografada por Francisco Cândido Xavier, recebeu no dia 14 de janeiro de 2015, com louvor, a premiação do 3º lugar nacional, recebendo medalha de bronze na categoria de “Livro Iluminativo do Pensamento Cristão” do ano de 2015.
 
A alegria que sentimos foi imensa. Eu e minha esposa Andreia, que também é responsável pelos trabalhos da Edicei of America, ríamos e chorávamos de alegria. Eram tempos novos que estariam por vir.
 
Acreditamos que por intermédio dessa premiação no meio literário espiritualista/cristão, as obras espíritas sérias e de conteúdo evangélico, tais como as recebidas pela parceria entre Emmanuel e Chico Xavier serão lidas e observadas, não apenas com mais curiosidade, mas também com maior respeito. Emmanuel, nosso grande benfeitor e Chico Xavier, apóstolo do amor, trouxe para nós uma safra de livros espíritas da mais alta qualidade intelectual e da mais alta moral evangélica, ratificando o que nos havia trazido Allan Kardec. O Brasil e o mundo podem receber por meio de suas abençoadas obras todos os benefícios de engrandecimento moral, convidando a todos, sem distinção de religião, crença ou raça, a unirem-se como Espíritos imortais que somos. Diante dessa realidade transcendental, nascemos, morremos e nascemos de novo, em outros povos e em outras raças, para progredirmos sempre, ensinando-nos a amar uns aos outros como Jesus nos amou.
 
A obra Pão nosso foi concluída em 22 de fevereiro de 1950, é o segundo livro da Coleção Fonte viva, contêm 180 capítulos com as mais belas passagens evangélicas, com comentários sempre esclarecedores de Emmanuel, obtendo 65 anos depois, sua consagracão no solo norte-americano em uma “premiação muito merecida”, como mencionou o proprio presidente do Jenkins Group, em e-mail enviado para a Edicei of America.
 
Temos a certeza absoluta de que esse não foi um movimento somente do plano material. A Espiritualidade maior trabalha incessantemente para a implantação de uma nova ordem na Terra e deseja que ela aconteça em breve. Cada um de nós pode e deve ser aquele instrumento de paz mencionado na oração de Francisco de Assis. Agindo assim, iremos ao encontro do que a Providência divina estabelece, pois cedo ou tarde, seremos todos levados ao bem, pois o bem é uma certeza, graças a Deus!
 
Marcelo Netto
smtmia@hotmail.com
 
Referências:
 
1 XAVIER, Francisco C.; VIEIRA, Waldo Entre irmãos de outras terras. Diversos Espíritos. 8. ed. 1. reimp. Brasília, FEB, 2008.
 
2 Salim e Phillis Haddad, ambos brasileiros, ele descendente de imigrantes libaneses e ela de britânicos. Amigos de Chico Xavier desde a década de 1940. in.: Reformador, ano 132, n. 2.227, p. 17(591)-19(593), out. 2014. Chico Xavier, Haddad e o primeiro centro espírita dos Estados Unidos, artigo de Vanessa Anseloni. 
Fonte: http://www.ariquemesonline.com.br/noticia.asp?cod=296519&codDep=31

domingo, 12 de abril de 2015

JESUS PARA O HOMEM - Emmanuel / Chico Xavier


“E achado em forma como homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até a morte, e morte de cruz.” – Paulo. (Filipenses, 2:8)

O Mestre desceu para servir,
Do esplendor à escuridão…
Da alvorada eterna à noite plena…
Das estrelas à manjedoura…
Do infinito à limitação…
Da glória à carpintaria…
Da grandeza à abnegação…
Da divindade dos anjos à miséria dos homens…
Da companhia dos gênios sublimes à convivência dos pecadores…
De governador do mundo a servo de todos…
De credor magnânimo a escravo…
De benfeitor a perseguido…
De salvador a desamparado…
De emissário do amor à vítima do ódio…
De redentor dos séculos a prisioneiro das sombras…
De celeste pastor à ovelha oprimida…
De poderoso trono à cruz do martírio…
Do verbo santificante ao angustiado silêncio…
De advogado das criaturas a réu sem defesa…
Dos braços dos amigos ao contato de ladrões…
Do doador da vida eterna a sentenciado no vale da morte…
Humilhou-se e apagou-se para que o homem se eleve e brilhe para sempre!

Oh! Senhor, que não fizeste por nós, a fim de aprendermos o caminho da Gloriosa Ressurreição no Reino?
Emmanuel
Psicografia de Chico Xavier
Da obra “Pão Nosso”
Fonte: site O Espiritismo

Equilibrio (Emmanuel)



Recordando o nosso dever de sustentação do corpo e do espírito, atendamos à harmonia por base de segurança.

Nem mesa abundante
Nem prato vazio.
Nem excesso.
Nem carência.
Nem vigília demasiada.
Nem repouso constante.
Nem fartura.
Nem sovinice.

É preciso evitar o desvario da fartura para que o abuso não nos entenebreça a razão, tanto quanto abolir as tentações da miséria que nos induziriam ao furto.

Não nos concede o Senhor um corpo entre os homens para menosprezá-lo à feição do lavrador preguiçoso que abandona o arado à ferrugem, nem nos confere na Terra o estágio da encarnação por escola do espírito para que o convertamos em curso intensivo de anestesia da consciência.

Auxiliar o corpo para que o corpo expresse a alma para que a alma renove e santifique é o caminho do equilíbrio indispensável à evolução.

Assim, se te decides a cultivar algum cilício, no propósito de estender as próprias virtudes, não te imobilizes nos pensamentos inúteis, mas, sim, verte o próprio suor nas obras da bondade, amparando os enfermos que as dores desfiguram, fabricando o agasalho aos que choram de frio, socorrendo o infortúnio em treva e desespero, ou calejando as mãos no auxílio à terra seca, porque no sacrifício de nossa segurança no amparo ativo aos outros é que surpreenderemos o trabalho do bem que ninguém nos pediu e que ninguém nos paga, por resplendente luz a clarear-nos sempre a rota para o Alto, em plena exaltação do verdadeiro amor.

Do Livro: "Fé, Paz e Amor" - Francisco Cândido Xavier - Ditado pelo espírito de Emmanuel

Médium Chico Xavier continua a inspirar espíritas

Paulo Filgueiras/EM/D.A Press

Se estivesse vivo, o médium Francisco Cândido Xavier teria completado 105 anos, na quinta-feira – as celebrações, no entanto, ficarão para 8 de julho, data que marca o início do trabalho mediúnico de Chico Xavier, em 1927, informa o presidente da Aliança Municipal Espírita de Pedro Leopoldo e Matozinhos e dirigente do Centro Espírita Meimei, também em Pedro Leopoldo, Eugênio Eustáquio dos Santos. Chico Xavier nasceu e viveu na cidade da Grande BH até 1959, quando se mudou para Uberaba, no Triângulo Mineiro. “O espiritismo é uma doutrina cristã que junta ciência, filosofia e religião”, diz Eugênio, esclarecendo a diferença entre espiritualistas, que são todas as religiões que creem em vida após a morte, e espíritas, ou pessoas que acreditam na reencarnação e comunicação com os espíritos.
“A comunidade espírita convive bem com todas as religiões. Chico Xavier nunca teve contendas religiosas”, afirma Eugênio, certo de que “fé é a crença na doutrina de Jesus”. “Quem tem fé inabalável pode encarar a razão em qualquer época da humanidade. Nossa bandeira é: fora da caridade, não há salvação.” Ciente disso, muitos moradores e visitantes procuram a casa localizada no Centro de Pedro Leopoldo para participar de estudos, coordenados por Hélio Paulo Martins, e receber o passe, que se traduz por “uma transmissão de energia, uma ação magnética”, segundo Eugênio.

Casados há 25 anos, o engenheiro e advogado Gilson Ferreira Lage e a artista plástica Sônia Lúcia Martins Lage estão entre os que aguardam o momento de receber o passe. “Venho de família católica, passei pela umbanda até conhece o kardecismo, em Juiz de Fora, na Zona da Mata. Precisamos saber o porquê das coisas, encontrar respostas e a evolução”, diz Gilson. Com um sorriso, ele revela que, de vez em quando, acompanha a missa.

“Se não fosse o espiritismo, eu teria sucumbido”, define Anita Matos Silva, de 91 anos, que teve 16 filhos, dos quais 11 estão vivos. “Conheci Chico Xavier. Era uma pessoa iluminada. O mundo precisa de tolerância, menos preconceito, mais fé e amor. Encontrei tudo isso no espiritismo”, diz Anita.
Fonte: http://www.em.com.br/app/noticia/gerais/2015/04/05/interna_gerais,634443/sob-a-inspiracao-de-chico-xavier.shtml