sexta-feira, 11 de julho de 2014

A PRECE QUE CAI NA ALMA

Quando cheguei ao portal
Da igreja antiga de pedra.
Ouvia os cantos da reza
Invade grande fraqueza
Meu coração enche e medra

Havia esquecido o Deus
De candura e proteção.
A tristeza estava fecunda
Só a dor era profunda
No meu canto de solidão.

Adentrei estreita porta
Meu coração dói e arde.
Sentei porque me mandavam
Oito mulheres rezavam
O rosário no fim da tarde.

Era mantra de outro mundo
Queriam com Deus falar.
Grande alegria sentiam
Pelas luzes que se viam
Banhando humilde altar.

Ecoando os seus chamados
Desciam dos céus as luzes.
Aureolando as damas
Ardendo em bonitas chamas
Retirando as suas cruzes.

Em profunda letargia
Que minha alma percebe.
Retiravam-se as cruzes
O templo era de luzes
Que as oito damas recebem.

As horas passaram leves
No fim de tarde amena.
Neste rezar tão bonito
Limpando dor e conflito
Na Igreja de Ipanema.

Neste rosário cantado
Sem religião, só amores.
De humildade profunda
Meu ser de Deus se inunda
Amenizando as dores.

Leveza de sentimentos
Andei pensativo ao léu.
Mais uma vez confirmava
Que Jesus me acompanhava
Que eu era filho do céu.

ACA
Fonte: CACEF
Fonte: http://www.espiritbook.com.br/forum/topic/show?groupUrl=poesias-d-alma&id=6387740%3ATopic%3A1761939&xgs=1&xg_source=msg_share_topic

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