segunda-feira, 14 de julho de 2014

SE SOUBÉSSEMOS - Emmanuel / Chico Xavier

“Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem.” – Jesus. (Lucas, 23:34.)

Se o homicida conhecesse, de antemão, o tributo de dor que a vida lhe cobrará, no reajuste do seu destino, preferiria não ter braços para desferir qualquer golpe.

Se o caluniador pudesse eliminar a crosta de sombra que lhe enlouquece a visão, observando o sofrimento que o espera no acerto de contas com a verdade, paralisaria as cordas vocais ou imobilizaria a pena, a fim de não se confiar à acusação descabida.

Se o desertor do bem conseguisse enxergar as perigosas ciladas com que as trevas lhe furtarão o contentamento de viver, deter-se-ia feliz, sob as algemas santificantes dos mais pesados deveres.

Se o ingrato percebesse o fel de amargura que lhe invadirá, mais tarde, o coração, não perpetraria o delito da indiferença.

Se o egoísta contemplasse a solidão infernal que o aguarda, nunca se apartaria da prática infatigável da fraternidade e da cooperação.

Se o glutão enxergasse os desequilíbrios para os quais encaminha o próprio corpo, apressando a marcha para a morte, renderia culto invariável à frugalidade e à harmonia.

Se soubéssemos quão terrível é o resultado de nosso desrespeito às Leis Divinas, jamais nos afastaríamos do caminho reto.

Perdoa, pois, a quem te fere e calunia…

Em verdade, quantos se rendem às sugestões perturbadoras do mal não sabem o que fazem.
pelo Espírito Emmanuel
Do Livro: "Fonte Viva"
Médium: Francisco Cândido Xavier
Fonte: Centro Espírita Caminhos de Luz-Pedreira-SP-Brasil
Fonte: http://www.espiritbook.com.br/profiles/blog/show?id=6387740%3ABlogPost%3A1744060&xgs=1&xg_source=msg_share_post

Em um minuto apenas

        Os fatos  que  relatamos, dramáticos e comoventes, envolvendo o médium Divaldo P. Franco e uma certa  família, foram por ele mesmo revelados, conforme a seguir:
        "Certo dia eu estava atendendo à fila, lá no Centro Espírita, quando chegou uma senhora com uma criança, muito nervosa e agitada. Ela estava tão inquieta  que me pediu para atendê-la de imediato.
        Pedi licença às pessoas que estavam na frente e atendi-a.
        Ela me disse que teria de voltar para casa, imediatamente, pois estava vivendo um drama muito sério, um problema com o marido, muito grave.
        Contou-me que era muito feliz na vida conjugal, tinha tido um filho, quando, de repente, o marido arranjou uma amante e começou a maltratá-la, chegaram a ter vários atritos, e, à véspera, ele agredira-a fisicamente. Ela considerava aquilo o fim do casamento - agressão física!
       Ficou desesperada! Naquela situação resolveu suicidar-se. Morando na Barra - que é um bairro sofisticado de Salvador (BA), perto do Farol, aonde o mar bate no penhasco, ela resolveu suicidar-se e, por vingança, matar o filho para que o marido ficasse com um problema de consciência.
        Pegou o filhinho de quatro anos para ir na direção do Farol. Quando estava atravessando a avenida, a criança escapuliu-lhe da mão. (É curioso como Deus nos armou do instinto de conservação da vida, enquanto a ira deseja que matemos o corpo). Ao percebê-lo solto, ficou angustiada ante o pavor de vê-lo morrer atropelado, embora, ainda há pouco, tivesse o desejo de matá-lo, o que é um paradoxo.
        Quando conseguiu segurar o filho e abaixar-se para dar-lhe umas palmadas, o garoto apanhou um papel que estava no chão. Ela o arrebatou e ia jogá-lo fora quando viu escrito "UM MINUTO APENAS". Então, olhou-o melhor, interessada pelo título, com raiva o leu: "Num minuto penas, a tormenta acalma, a dor passa, o ausente chega. O dinheiro muda de mão, o amor parte, a vida muda". Foi andando, puxando a criança e lendo a página. No final estava escrito: Marco Prisco. Ela terminou de ler, passou o ímpeto - em um minuto! Parou e olhou em torno, já estava próxima ao penhasco, sentou-e e teve uma crise de choro. O impulso havia desaparecido. Ela viu que era escrita por mim - era uma página mediúnica. Nesse momento recordou-se de que, no Banco..., onde trabalhava o marido, havia um senhor que era espírita - sr. Elísio Dórea - e que um dia, indo à sua casa jantar, ele tentou falar-lhes sobre o Espiritismo. Mas, ela e o marido, de formação católica, reagiram em contrário ao tema.
        Com essa angústia toda, ela voltou à casa e telefonou àquele senhor. Contou o acontecido, e, agora, não queria viver, nem morrer, não sabia o que fazer da vida. O amigo espírita explicou-lhe que era fácil encontrar-se comigo, deu-lhe o endereço, e ela ali estava para pedir uma orientação.
        Conversei demoradamente com ela, explicando-lhe que a vida era o dom mais precioso de Deus e que ela passasse a frequentar nossa Casa Espírita, na medida do possível. Já que o seu casamento estava em tal situação, ela fosse franca com o marido e lhe dissesse que o direito que ele tinha de ir para a casa de uma amante, ela também tinha de procurar aquilo que lhe fizesse bem. Caso ele tivesse qualquer suspeita do seu comportamento, aqui viesse e a surpreendesse, caso duvidasse de sua integridade moral.
        Conversamos muito, ela saiu renovada e passou a frequentar as reuniões públicas. Foi mudando de comportamento, porquanto era também muito agressiva, estava magoada e reagia facilmente. 
        Mais de um mês depois, ela estava conversando comigo, na fila, quando irrompeu um homem, visivelmente desesperado,  com um revólver na mão. Entrou pelo salão e chegou perto de mim com a arma em punho, dizendo, à frente de todos:
        - Me disseram que o senhor é o  amante da minha mulher e eu vim aqui para por isso em pratos limpos!
        - O senhor há de notar que é, realmente, um ato de amor - respondi-lhe   - mas de um amor fraterno, público, e não escuso, como aquele que o senhor se permite. O que sua esposa está buscando aqui é o amor universal, para não o odiar, ao senhor que desrespeitou o seu lar e a sua familia. E ela, ao invés de desrespeitá-lo, está dignificando o seu nome.
        Ele levou um choque com as minhas palavras e ficou sem ação. Pedi-lhe, então, que guardasse a arma. Ele colocou no coldre, na cintura. Falei-lhe demoradamente, ele teve uma crise de choro e depois saíram abraçados.
        A família foi reconstituída e hoje são excelentes espíritas. Ele, com o tempo, passou a canalizar as suas energias para a aplicação de passes, enquanto ela revelou a mediunidade de psicofonia. Através dela, foi trazido, pelos Benfeitores Espirituais, o agente da grande perturbação, que era um inimigo, um ex-marido de outra encarnação, que ela não soubera respeitar e que estava atirando o atual esposo invigilante ao adultério, para que ela enveredasse pelo suicídio.
        Esclarecida a causa do desajuste conjugal, ela hoje dedica a vida à prática do bem, o lar está reconstituído, o casal tem três filhos.
        Aquele filho, quase assassinado, está adolescente de quinze anos e a paz voltou à familia.
        O obsessor reencarnou. É o filho caçula, está dentro de casa agora, apaziguando os dois.
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        Um minuto apenas !
        Duas vidas salvas por uma página caída na calçada da movimentada avenida. Como foi parar ali? que prodigiosos recursos espirituais foram carreados para que aquela mulher a lesse, no momento certo? Como, na fração de um minuto , a criança vê a página no chão e, num impulso, a segura?
        Um minuto apenas! É o tempo exato do socorro, do amparo, das bênçãos divinas.
Fonte: http://www.espiritbook.com.br/profiles/blog/show?id=6387740%3ABlogPost%3A1748316&xgs=1&xg_source=msg_share_post

Boa Noite com Meimei - O Silêncio


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Dores da alma


As dores da alma não deixam recados, imprimem uma sentença que perdura pelos anos.
Um amor que acabou mal resolvido... Um emprego que se perdeu inexplicavelmente... Um casamento que mal começou e já terminou... Uma amizade que acabou com traição... Tudo vai deixando sinais, marcas profundas...
Precisamos trabalhar as dores da alma, para que sirvam apenas de aprendizado, extraindo delas a capacidade de nos fortalecermos... Aprendendo que o melhor de nós, ainda está em nós mesmos...
Que amando-nos incondicionalmente descobrimos a auto-estima... Que se deixarmos seguir o caminho da dor e da lamentação, iremos buraco abaixo no caminho da depressão.
As dores da alma não saem no jornal e não viram capa de revista... E só quem sente, Pode avaliar o estrago que elas causam.
O que vale é a PREVENÇÃO... Então...
Ame-se para amar E ser verdadeiramente amada.
Sorria para que o mundo seja mais gentil! Dedique-se para que as falhas sejam pequenas...
Não se compare, você é única!
Repare nas pequenas coisas, mas cuidado com as grandes que as vezes estão bem diante do nosso nariz e não a enxergamos...
Sonhe, pois o sonho é o combustível da realização. Tenha amigas e amigos e seja a melhor amiga de todas.
Sinta o seu cheiro e acredite em seu poder de sedução... Estimule-se, contagie o mundo com o seu melhor...
Creia em DEUS!!!
Pois sem ELE não há razão em nada!
E tenha sempre a absoluta certeza de que, depois da forte tempestade.,
O arco-íris vai surgir,
O Sol vai brilhar ainda mais forte.
Por isso, querida amiga linda...
Curta bem o dia de hoje!!
O amanhã, com certeza...
Pertence a DEUS!
Leia mais lindas mensagens acessando o Site Mensagem Espíritahttp://www.mensagemespirita.com.br/mensagem-em-video/103/dores-da-alma

domingo, 13 de julho de 2014

Boa Noite com Emmanuel - Cura do Ódio

O homem, geralmente, quando decidido ao serviço do bem, encontra fileiras de adversários gratuitos por onde passe, qual ocorre à claridade invariavelmente assediada pelo antagonismo das sombras.

As vezes, porém, seja por equívocos do passado ou por incompreensões do presente, é defrontado por inimigos mais fortes que se transformam em constante ameaça à sua tranquilidade. Contar com inimigo desse jaez é padecer dolorosa enfermidade no íntimo, quando a criatura ainda não se afeiçoou a experiências vivas no Evangelho.

Quase sempre, o aprendiz de boa vontade desenvolve o máximo das próprias forças a favor da reconciliação; no entanto, o mais amplo esforço parece baldado. A impenetrabilidade caracteriza o coração do outro e os melhores gestos de Amor passam por ele despercebidos.

Contra essa situação, todavia, o Livro Divino oferece receita salutar. Não convém agravar atritos, desenvolver discussões e muito menos desfazer-se a criatura bem-intencionada em gestos bajulatórios. espere-se pela oportunidade de manifestar o bem.

Desde o minuto em que o ofendido esquece a dissensão e volta ao Amor, o serviço de Jesus é reatado; entretanto, a visão do ofensor é mais tardia e, em muitas ocasiões, somente compreende a nova luz, quando essa se lhe converte em vantagem ao círculo pessoal.

Um discípulo sincero do Cristo liberta-se facilmente dos laços inferiores, mas o antagonista de ontem pode persistir muito tempo, no endurecimento do coração. Eis o motivo pelo qual dar-lhe todo o bem, no momento oportuno, é amontoar o fogo renovador sobre a sua cabeça, curando-lhe o ódio cheio de expressões infernais.

(Emmanuel)
Fonte: http://www.espiritbook.com.br/profiles/blog/show?id=6387740%3ABlogPost%3A1752905&xgs=1&xg_source=msg_share_post

AJUDA SEMPRE, do livro "Pão Nosso" - Emmanuel / Chico Xavier

Mas Paulo respondeu: Que fazeis vós, chorando e magoando-me o coração?”  (Atos, capítulo 21, versículo 13.)
 
Constitui passagem das mais dramáticas nos Atos dos Apóstolos aquela em que Paulo de Tarso se prepara, à frente dos testemunhos que o aguardavam em Jerusalém.
Na alma heroica do lutador não paira qualquer sombra de hesitação. Seu espírito, como sempre, está pronto. Mas os companheiros choram e se lastimam; e, do coração sensível e valoroso do batalhador do Evangelho, flui a indagação dolorosa.
Não obstante a energia serena que lhe domina a organização vigorosa, Paulo sentia falta de amigos tão corajosos quanto ele mesmo.
Os companheiros que o seguiam estavam sinceramente dispostos ao sacrifício, entretanto, não sabiam manifestar os sentimentos da alma fiel. É que o pranto ou a lamentação jamais ajudam, nos instantes de testemunho difícil. Quem chora, ao lado de um amigo em posição perigosa, desorganiza-lhe a resistência.
Jesus chorou no Horto, quando sozinho, mas, em Jerusalém, sob o peso da cruz, roga às mulheres generosas que O amparavam a cessação das lágrimas angustiosas. Na alvorada da Ressurreição, pede a Madalena esclareça o motivo de seu pranto, junto ao sepulcro.
A lição é significativa para todo aprendiz.
Se um ente amado permanece mais tempo sob a tempestade necessária, não te entregues a desesperos inúteis. A queixa não soluciona problemas. Ao invés de magoá-lo com soluços, aproxima-te dele e estende-lhe as mãos.

Do cap. 119 do livro Pão Nosso, de Emmanuel, obra psicografada pelo médiumFrancisco Cândido Xavier.
Fonte: http://www.espiritbook.com.br/profiles/blog/show?id=6387740%3ABlogPost%3A905209&xgs=1&xg_source=msg_share_post

Boa Noite com Emmanuel - Cultiva a Paz

“E, se ali houver algum filho da paz, repousará sobre ele a vossa paz;
e, se não, ela voltará para vós.” – Jesus. (LUCAS, 10:6.) 
 
Em verdade, há muitos desesperados na vida humana. Mas quantos se apegam, voluptuosamente, à própria desesperação? Quantos revoltados fogem à luz da paciência? Quantos criminosos choram de dor por lhes ser impossível a consumação de novos delitos? Quantos tristes escapam, voluntariamente, às bênçãos da esperança?
Para que um homem seja filho da paz, é imprescindível trabalhe  intensamente no mundo íntimo, cessando as vozes da inadaptação à Vontade Divina e evitando as manifestações de desarmonia, perante as leis eternas.
Todos rogam a paz no Planeta atormentado de horríveis discórdias, mas raros se fazem dignos dela.
Exigem que a tranqüilidade resida no mesmo apartamento onde mora o ódio gratuito aos vizinhos, reclamam que a esperança tome assento com a inconformação e rogam à fé lhes aprove a ociosidade, no campo da necessária preparação espiritual.
Para esmagadora maioria dessas criaturas comodistas a paz legítima é realização muito distante.
Em todos os setores da vida, a preparação e o mérito devem anteceder o benefício.
Ninguém atinge o bem-estar em Cristo, sem esforço no bem, sem disciplina elevada de sentimentos, sem iluminação do raciocínio.
Antes da sublime edificação, poderão registrar os mais belos discursos, vislumbrar as mais altas perspectivas do plano superior, conviver com os grandes apóstolos da Causa da Redenção, mas poderão igualmente viver longe de harmonia interior, que constitui a fonte divina e inesgotável da verdadeira felicidade, porque se o homem ouve a lição da paz cristã, sem o propósito firme de se lhe afeiçoar, é da própria recomendação do Senhor que esse bem celestial volte ao núcleo de origem, como intransferível conquista de cada um.  


Mensagem psicografada pelo médium Francisco Cândido Xavier, constante do livro Vinha de Luz,de 1951, publicado pela Federação Espírita Brasileira. 
Fonte: http://www.espiritbook.com.br/profiles/blog/show?id=6387740%3ABlogPost%3A1754373&xgs=1&xg_source=msg_share_post

SERENIDADE - Emmanuel

"Se a ofensa te busca, apedrejando-te o coração, perdoa-lhe as investidas guardando a serenidade de quem sabe que a ventania tempestuosa não desloca a harmonia do céu...”

Seja qual for o conteúdo de sofrimento em teu roteiro de provação, acalma-te e espera...
Não agraves o peso de tua dor com o fardo da aflição sem remédio.
Se o desespero te cerca, em ondas asfixiantes de inconformação ou de cólera, exercita a serenidade e faze algo em silêncio que possa amparar as vítimas da revolta; se a ofensa te busca, apedrejando-te o coração, perdoa-lhe as investidas, guardando a serenidade de quem sabe que a ventania tempestuosa não desloca a harmonia do céu; se a calúnia despeja corrosivo destruidor em tua alma, desculpa-lhe os golpes, conservando a serenidade de quem reconhece no crime doentia manifestação da ignorância ainda em trevas e, se as lágrimas te caem, ardentes, dos olhos feridos, à face da angústia que te persegue as esperanças e os sonhos, transforma o teu pranto numa prece de amor, cultivando a serenidade, na convicção de que o sacrifício é o caminho real da luz.
Lembra-te do Cristo, a oferecer-te o Seu jugo brando e suave.
Ninguém o viu acrescer a cruz das próprias dores, com o peso morto da rebelião ou da crueldade, do ciúme ou da inveja, do revide ou da queixa...
Da serenidade da Manjedoura, segue amando e perdoando para a serenidade da cruz, sem jamais trair a dignidade da Sua confiança no Pai Excelso, a Quem pertencem, em verdade, todos os títulos e afeições que nos sustentam a marcha.
Serenidade! Serenidade!...
Será ela em teu passo o selo oculto da humildade vitoriosa que te fará mais nobre à vista do Céu, porque então junto dela terás aprendido a esperar por Deus em tua de cada dia.
 

(Do livro "Semeador em Tempos Novos", pelo Espírito Emmanuel, Francisco Cândido Xavier)
Fonte: http://www.espiritbook.com.br/profiles/blog/show?id=6387740%3ABlogPost%3A1754389&xgs=1&xg_source=msg_share_post

JULIENNE-MARIE, a mendiga - Relato de espírito após a morte, do livro "O Céu e o Inferno", Allan Kardec, 1865

[O Céu e o Inferno - Expiações Terrestres]

mendigaNa comuna de Villate, perto de Nozai (Loire-Inferior), havia uma pobre mulher de nome Julienne-Marie, velha, enferma, vivendo da caridade pública.
Um dia caiu num poço, do qual foi tirada por um conterrâneo, A..., que habitualmente a socorria.
Transportada para casa, aí desencarnou pouco tempo depois, vítima desse acidente.
Era voz geral que Julienne tentara suicidar-se.
Logo no dia do seu enterro, a pessoa que lhe acudira, e que era espírita e médium, sentiu como que um leve contacto de pessoa que estivesse próxima, sem que procurasse explicar-se a causa desse fenômeno. Ao ter ciência do trespasse de Julienne-Marie, veio-lhe ao pensamento a visita possível do seu Espírito.
A conselho dum seu amigo da Sociedade de Paris, a quem tinha informado da ocorrência, fez a evocação com o fito de ser útil ao Espírito, não sem que pedisse previamente o conselho dos seus protetores, que lhe deram a seguinte comunicação:
“Poderás fazê-lo e com isso lhe darás prazer, conquanto se torne desnecessário o benefício que tens em mente prestar-lhe.
“Ela é feliz e inteiramente devotada aos que se lhe mostraram compassivos. Tu és um dos seus bons amigos; ela quase que te não deixa e contigo se comunica muitas vezes, sem que o saibas. Cedo ou tarde os serviços são recompensados, e, quando o não sejam pelo próprio beneficiado, sê-lo-ão pelos que por ele se interessam, antes e depois da morte. Se acaso o Espírito do beneficiado não tiver ainda reconhecido a sua nova situação, outros Espíritos, a ele simpáticos, vêm dar o testemunho de sua gratidão.
“Eis aí o que te pode explicar a sensação que tiveste no dia mesmo da passagem de Julienne-Marie.“Agora, será ela a auxiliar-te na prática do bem. Lembra-te do que disse Jesus: Aquele que se humilhar será exaltado. Tu verás o serviço que esse Espírito poderá prestar-te, desde que lhe peças assistência com o intuito de ser útil ao próximo.”
- Evocação:
— Boa Julienne, sei que sois feliz e é tudo quanto desejava saber; isso não impede, porém, que de vós me lembre muitas vezes, bem como de não vos esquecer nas minhas preces.
— R. Tem confiança em Deus, procura inspirar aos teus doentes uma fé sincera, porque assim alcançarás sempre o que desejares.
Não te preocupes jamais com a recompensa, porque ela será sempre superior ao que podes esperar.
Deus sabe recompensar justamente a quem se dedique ao alívio dos seus irmãos, inspirado por absoluto desinteresse.
A não ser assim, tudo é ilusão, é quimera.
É preciso ter fé antes de tudo, pois de outro modo nada se conseguirá.
Lembra-te desta máxima e ficarás admirado dos seus resultados.
Os dois doentes que curaste são a prova do que te afirmo, pois, no estado em que estavam, só com remédios nada terias conseguido.
Quando implorares permissão a Deus para que os bons Espíritos te transmitam fluidos benéficos, se não sentires um estremecimento involuntário, é que a tua prece não foi bastante fervorosa para ser ouvida.
É só nestas condições que a prece pode tornar-se valiosa.
Nem outra coisa resulta de dizer:
Deus Todo-Poderoso, Pai de bondade e misericórdia infinita, permiti que os bons Espíritos me assistam na cura de... Tende piedade dele, Senhor; restitui-lhe a saúde, porque, sem vós, eu nada posso fazer.
 
Seja feita a vossa vontade.
Tens feito bem em não desdenhar os humildes; a voz daquele que sofreu resignadamente as misérias desse mundo, é sempre ouvida, e nenhum serviço deixa jamais de ser recompensado.
Na rua
Agora, uma palavra a meu respeito, confirmativa do que acima te disse: O Espiritismo te explica a minha linguagem de Espírito, sem que aliás me seja preciso entrar em minúcias a tal respeito.
Outrossim, julgo inútil falar-te da minha existência anterior.
A situação em que me conheceste na Terra far-te-á compreender e julgar as precedentes encarnações, nem sempre isentas de mácula.
Condenada a uma existência miserável, enferma, inválida, mendiguei em toda a minha vida.
Não acumulei dinheiro, e na velhice as parcas economias não passavam de uma centena de francos, reservados para a hipótese de ficar chumbada no leito, entrevada.
Deus, julgando suficiente a expiação e a prova, deu-lhes um termo, libertou-me da vida terrestre sem sofrimentos, porquanto não me suicidei, como a princípio julgaram.
Desencarnei subitamente à borda do poço, quando a Deus enviara da Terra a minha última prece.
Depois, pela declividade do terreno, meu corpo resvalou naturalmente.
Não sofri ao dar-se o meu trespasse, e sou feliz por ter cumprido a minha missão sem vacilações, resignadamente.
TerminouTornei-me útil na medida das minhas forças, evitando sempre prejudicar os meus semelhantes.
Hoje recebo o prêmio e dou graças a Deus, ao nosso Divino Mestre, que mitiga o travo das provações, fazendo-nos esquecer, quando encarnados, as faltas do passado, ao mesmo tempo que nos põe sobre o caminho almas caridosas, outros tantos auxiliares que atenuam o peso, o fardo das nossas culpas anteriores.
Persevera tu também, que, como eu, serás recompensado.
Agradeço-te as boas preces e o serviço que me prestaste.
Jamais o esquecerei.
Um dia nos tornaremos a ver e muitas coisas te serão explicadas, coisas cuja explicação hoje seria extemporânea.
Fica certo somente da minha dedicação, de que estarei ao teu lado sempre que de mim precisares para aliviar os que sofrem.
A mendiga velhinha. 
Julienne-Marie.
Aqui está um fato repleto de ensinamentos.
Quem se dignar meditar sobre estas três comunicações,
nelas encontrará condensados todos os grandes princípios do Espiritismo.
Logo na primeira comunicação, o Espírito manifesta a sua superioridade pela linguagem;
qual gênio benfazejo e como que metamorfoseada,
esta mulher radiante vem proteger aqueles mesmos que a desprezaram sob os andrajos da miséria.
É a aplicação destas máximas evangélicas:
“Os grandes serão rebaixados e os pequenos serão exaltados:
felizes os humildes, felizes os aflitos, porque serão consolados,
não desprezeis os
 pequenos, porque aquele que vos parece pequeno neste mundo,
pode ser bem maior do que julgais.”
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Fonte: http://www.espiritbook.com.br/profiles/blog/show?id=6387740%3ABlogPost%3A1695923&xgs=1&xg_source=msg_share_post