domingo, 11 de maio de 2014

CORAÇÃO MATERNAL - Meimei / Chico Xavier


Mãe, que te recolhes no lar, atendendo à Divina Vontade, não fujas a renuncia 
que o mundo te reclama ao coração. 
Recebeste no templo familiar o sublime mandato da vida. 
Muitas vezes, ergueste cada manhã, com o suor do trabalho, e confiaste à noite, 
lendo a página branca das lagrimas que te emanam da lama ferida. 
Quase sempre, a tua voz passa desprezada, com vazio rumor o alarido das 
discussões domestica, e as tuas mãos diligentes servem com sacrifício, sem que ninguém 
lhes assinale o cansaço... 
Lá fora, os homens guerreiam, entre si, disputando a posse efêmera do ouro ou 
da fama, da evidencia ou da autoridade... Além, a mocidade , em muitas ocasiões,grita 
festivamente, buscando o mentiroso prazer do momento rápido... 
Enquanto isso, medita e esperas, na solidão da prece, com que te elevas ao 
Alto, rogando a felicidade daqueles de quem te fizeste o gênio guardião. 
Quando o santo sobe às eminências do altar, ninguém te vê nas amarguras da 
base, e quando o herói passa, na rua, coroado de louros, ninguém se lembra de ti, na 
retaguarda de aflição. 
Deste tudo e tudo ofereceste, entretanto, raros se recordam de que teus olhos 
jazem nevoados de pranto e de que padeces angustiosa fome de compreensão e carinho. 
No entanto, continuas amando e ajudando, perdoando e servindo... 
Se a ingratidão te relega à sombra na Terra, o Criador de tua milagrosa 
abnegação vela por ti dos Céus, através do olhar cintilante de milhões de estrelas. 
Lembra-te de que Deus a fonte de todo o amor e de toda a sabedoria, é 
também o Grande Anônimo e o Grande Esquecido entre as criaturas. 
Tudo passa no mundo... 
Ajuda e espera sempre. 
Dia virá em que o Senhor, convertendo os braços da cruz de teus padecimentos 
em grandes asas de luz, transformará tua alma em astro divino e iluminar para sempre a 
rota daqueles que te propuseste socorrer.
Fonte: EB - Postado por Nilza Garcia

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