terça-feira, 29 de abril de 2014

A INCRÍVEL PROFª EMILIA SAGÉE E O FENÔMENO DE BICORPOREIDADE


       Em 1845 existia na Livônia, cerca de 36 milhas inglesas de Riga e a 1 légua e meia da pequena cidade de Volmar, uma instituição para moças nobres, denominada sob o nome de "Colégio de Neuwelcke".
        O número das colegiais, quase todas de famílias livonesas nobres, elevava-se a quarenta e duas.
        Entre os porfessores havia uma francesa, a jovem Emila Sagée, nascida em Dijon. Tinha o tipo do Norte; era loura, de belíssima aparência, de olhos azuis claros, cabelos castanhos; era esbelta e de estatura pouco acima da mediana; tinha gênio amável, dócil e alegre, porém um pouco tímida e de comportamento nervoso, um pouco excitável. Sua saúde era boa, e, durante o tempo (um ano e meio) em que ela esteva em Neuwelcke, não teve mais que uma ou duas indisposições passageiras. Era inteligente e de esmerada educação, e os diretores mostraram-se completamente satisfeitos com o seu ensino e com as suas aptidões durante todo o tempo de sua permanência. Ela estava com a idade de trinta e dois anos.
        Poucas semana depois de sua entrada na casa, singulares boatos começaram a correr a seu respeito, entre as alunas.  Quando uma dizia tê-la visto em uma parte do estabelecimento, frequentemente outra assegurava tê-la encontrado em outra parte, na mesma ocasião, dizendo: "Isso não, não é possível, pois acabo de passar por ela na escada", ou antes, garantia tê-la visto em algum corredor afastado. Acreditou-se a princípio em algum equívoco; mas como o fato não cessava de reproduzir-se, as meninas começaram a julgar a coisa muito estranha e finalmente falaram nela às outras professoras. Os professores, postos ao corrente, declararam, por ignorância ou intencionalmente, que tudo isso não tinha senso algum e não havia motivo para dar-lhe importância.
        Mas as coisas não tardaram a complicar-se e tomaram um caráter que excluía toda a possibilidade de fantasia ou de erro. Certo dia em que Emilia Sagée dava uma lição a treze dessas meninas e, para melhor fazer compreender sua demonstração, escrevia o texto, a explicar no quadro-negro, as alunas viram de repente, com grande terror, duas jovens Sagée, uma ao lado da outra! Elas se assemelhavam exatamente e faziam os mesmo gestos. Sómente a pessoa verdadeira tinha um pedaço de giz na mão e escrevia efetivamente, enquanto seu duplo não tinha o giz  e apenas imitava os movimentos que ela fazia ao escrever.
        A partir daí, grande sensação no estabelecimento, tanto mais porque as meninas, sem exceção, tinham visto a segunda forma e estavam de perfeito acordo na descrição que faziam do fenômeno.
        Pouco depois, uma das alunas obteve permissão de ir, com algumas colegas, a uma festa local da vizinhança. estava ocupada em terminar a "toilette", e a jovem Sagée foi ajudá-la a abotoar seu vestido por trás. Ao voltar-se casualmente, a menina viu no espelho duas Emilias Sagée que se ocupavam consigo. Ficou tão aterrada com essa brusca aparição, que perdeu os sentidos.
        Passaram-se meses e fenômenos semelhantes continuaram a produzir-se. Via-se de tempos em tempos, ao jantar, o duplo da professora de pé, por trás de sua cadeira, imitando seus movimentos, enquanto ela jantava, porém, sem faca, nem garfo, nem comida nas mãos. Alunas e criadas de servir à mesa testemunharam o fato da mesma maneira.
        O caso mais notável, porém, dessa atividade, na aparência independente, das duas formas, é certamente o seguinte: "Certo dia todas as alunas, em número de quarenta e duas, estavam reunidas um um mesmo aposento e ocupadas em trabalhos de bordado. Era um salão do andar térreo do edifício principal., com quantro grandes portas envidraçadas que se abriam diretamente para o patamar da escada e conduziam ao jardim muito extenso pertencente ao estabelecimento. No centro da sala havia uma grande mesa diante da qual se reuniam habitalmente as diversas classes para se entregarem a trabalhos de agulha ou outras atividades..
        Naquele dia as jovens colegiais estavam todas sentadas diante da mesa e podiam ver perfeitamente o que se passava no jardim, ao mesmo tempo que trabalhavam, viam a jovem Sagée, ocupada em colher flores, no jardim. No extremo da mesa, sentava-se uma outra professora, incumbida da vigilância. Em dado momento essa professora saiu e a poltrona ficou desocupada. Mas foi por pouco tempo, pois que as meninas viram ali de repente, a forma da jovem Sagée. Imediatamente elas olharam para o jardim e viram-na sempre ocupada a colher flores; apenas seus movimentos eram mais lentos e pesados, semelhantes aos de uma pessoa sonolenta. De novo dirigiram os olhos para a poltrona, em que o duplo estava sentado, silencioso e imóvel, mas com tal aparência de realidade que, se não tivessem visto a jovem Sagée entrar na sala acreditariam que era ela em pessoa. Convictas, no entanto, de que não se tratava de uma pessoa real, duas das alunas mais ousadas se aproximaram da poltrona, e, tocando na aparição, acreditaram sentir uma certa resistência, comparável à teria oferecido um leve tecido de mussalina ou de crepe. Uma delas chegou mesmo a passar defronte a poltrona e a atravessar na realidade uma parte da forma. Apesar disso, essa forma durou ainda por certo tempo; depois desfez-se gradualmente. Imediatamente notou-se que a jovem Sagée tinha recomeçado a colheita das flores com sua vivacidade habitual.
        Algumas das alunas perguntaram em seguida à jovem Sagée se, naquela ocasião, ela tinha experimentado alguma coisa de particular; ela respondeu que apenas se recordava de ter pensado, diante da poltrona desocupada: "Eu preferiria que a professora titular não tivesse ido embora; certamente essas meninas vão perder tempo e cometer alguma travessura".
        Pode-se facilmente imaginar que um fenômeno tão extraordinário não pudesse apresentar-se com essa insistência durante mais de um ano  em uma instituição desse gênero, sem lhe causar prejuizo. Desde que ficou bem estabelecido que a aparição da jovem Emilia não era um fato de simples imaginação, a coisa chegou aos ouvidos dos pais. Naturalmente os pais começaram a experimentar receios em deixar suas filhas por mais tempo sob semelhante influência, e muitas alunas, que saíam de férias , não voltavam mais. No fim de dezoito mezes, havia apenas doze das quarenta e duas alunas. Por maior que fôsse a contrariedade que tivessem com isso, foi preciso que os diretores demitissem Emilia Sagée.
        Ao ser desedida, a jovem, muito triste, exclamou: "Oh!  já pela décima nona vez; é duro, muito duro de suportar!"
        Quando lhe perguntaram o que queria dizer com isso, ela respondeu que por toda a parte por onde tinha passado - desde o começo da sua carreira de professora, na idade de dezesseis anos  - os mesmos fenômenos tinham se produzido, motivando sua destituição.
        Depois de ter deixado Neuwelcke, retirou-se durante algum tempo para perto dali, para a companhia de uma cunhada que tinha muitos filhos ainda pequenos,  e esses meninos que  conheciam as particularidades de seu desdobramento   tinham o hábito de dizer que tinham duas tias Emilia.
        Mas tarde, transferiu-se para o interior da Rússia e não se ouviu mais falar a seu respeito.
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        Livro: "Animismo e Espiritismo" Vol. II - Autor: Alexandre Aksakof (Lente da Academia de Leipzig - Conselheiro de Estado da Russia. Editora FEB (Federação Espírita Brasileira).
        Recomendamos para melhor compreensão do Fenômeno de Bicorporeidade a leitura do texto "Bicorporeidade e Transfiguração" publicado aqui no Espirit Book por: Caludie Lopes, em: 22-04-2014.

Amemos, aperfeiçoando-nos, do Livro "Entre a Terra e o Céu" - André Luiz / Chico Xavier

Identifiquemos no lar humano o caminho de nossa regeneração
A família consangüínea na Terra é o microcosmo de obrigações salvadoras em que nos habilitamos para o serviço à família maior que se constitui da Humanidade inteira.
 
O parente necessitado de tolerância e carinho representa o ponto difícil que nos cabe vencer, valendo-nos dele para melhorar-nos em humildade e compreensão.
Um pai incompreensivo, um esposo áspero ou um filho de condução inquietante, simbolizam linhas de luta benéfica, em que podemos exercitar a paciência, a doçura e o devotamento até o sacrifício!...
Especialmente no tocante aos filhos, não nos esqueçamos de que pertencem a Deus e à vida, acima de tudo!...
Na esfera carnal, a Providência Divina nos sela a memória, no favor do renascimento, envolvendo-nos com o sopro renovador de abençoada esperança! Por isso mesmo, não nos cabe olvidar que os filhos são sempre laços preciosos da existência, requisitando-nos equilíbrio e discernimento em todas as decisões...
Para desobrigar-nos da grande tarefa que a maternidade nos impõe, é imprescindível entender-lhes o psiquismo diferente do nosso, a exigir, muitas vezes, um tipo de felicidade que não se harmoniza com o nosso modo de ser. Saibamos, assim, prepará-los, sem egoísmo, para o destino que lhes compete!
O carinho escravizante assemelha-se a um mel envenenado, enredando-nos na sombra. Conservemos nosso espírito arejado pela justiça, para que a nossa afetividade seja uma bênção com a possibilidade de educar os que nos cercam, na escola do trabalho salutar!..."
 
Fonte: Livro "Entre a Terra e o Céu" - André Luiz / Chico Xavier e EB - Publicado por Nilza Garcia 

69 - Esperança Sempre, do Livro Justiça Divina - Chico Xavier / Emmanuel (FEB).

* Referência: Capítulos do Livro Justiça Divina - Chico Xavier/Emmanuel (FEB). Objetivo: estudo de questões do livro O Céu e o Inferno (CI) de Allan Kardec. Roteiro: Meditação - Leitura da Questão - Curiosidades.
(Meditação sobre o capítulo 69-Espíritos transviados)Reunião pública de 30-10-1961
CI – 1a Parte - Cap. VII – Item. 3 inciso 22.
69-caronte1
Quando a gente pensa em regiões umbralinas e purgatoriais, duas coisas são recorrentes entre quase todos nós:
1-Pensamos que é local para muitas pessoas desequilibradas, menos para nós mesmos;
2-Lembramos logo das cenas dos filmes e novelas: farrapos humanos, sujos e ensandecidos, presos em longas repetições de comportamentos cotidianos que lhes eram marcantes; maltratados pelos outros mais embrutecidos, amedrontados; julgando a si mesmos vítimas e injustiçados por tudo e por todos.
Sonâmbulos das paixões em que se desregravam, são cativos dos seus próprios reflexos dominantes.” – diz Emmanuel.
E complementa: “Por mais se lhes atraia a atenção as Esferas sublimes, encasulam-se nos interesses inferiores, encarcerando na Terra as antenas da alma.
Ou seja, eles abandonaram a roupa física e estão diante das maravilhas dos Reinos Espirituais.
Mas olham apenas para o que eram ou possuíam na Terra!
Será este meu caminho no além-túmulo?
Vejamos:69-Violencia
Se eu trancar meu coração no local onde guardo dólares, joias, ouro e títulos ao portador, posso terminar vendo o meu caixão como sendo o meu cofre, repleto de tesouros ilusórios.
Se eu tiranizo um grupo através das palavras, seja minha família, meus empregados ou uma multidão, posso terminar fazendo longos discursos e debates perante um morro de barro e entulhos, sentado na primeira cadeira da ilusória tribuna de honra.
Se eu uso da arte e da criatividade para semear inúmeras imagens viciosas, tudo em nome do amor, posso terminar num ilusório palco, gesticulando e escrevendo no ar as mesmas idéias doentias, sempre aclamado por centenas de fãs imaginários.
Se eu estendo egoísmo feroz para aprisionar consciências, posso retornar aos lugares onde reinei e me tornar obsessor dessas mesmas pessoas que se libertaram do meu guante.
Se eu objetivo sempre o culto da sensualidade, posso terminar agressivo e choroso na plateia do banquete das minhocas e vermes devorando meu corpo físico.
Se eu tenho prazer em companhias enfermiças ou em assuntos sombrios e doentios, posso terminar hipnotizado por inteligências trevosas que me usarão para seus delitos.69-caminhos
Há esperança para estas doenças da alma?
Sempre há!
Deus nos permite sempre que façamos nossas escolhas, é certo.
Ele não escraviza ninguém.
Por isso, quase sempre, em sucessivas reencarnações, gastamos séculos no mal, a fim de entender o bem.” – observa Emmanuel.
Saber o que acontece no pós-morte com aqueles que daqui partiram em franco 69-Jesusdesequilíbrio é convite para que não venhamos a cometer o mesmo erro.
A hora de nos corrigir é agora, principalmente naquilo que costumamos criticar em outros.
Clareia-te por dentro. “Aprimora-te e serve.” – adverte-nos Emmanuel.
Estudo e oração, caridade e autoavaliação. Tudo buscando nos pacificar e harmonizar.
Enquanto no corpo físico, desfrutas o poder de controlar o pensamento, aparentando o que deves ser; no entanto, após a morte, eis que a vida é a verdade, mostrando-te como és.” (Emmanuel)

A LÓGICA DA VIDA


Em algum momento de nossas existências, todos nós já nos deparamos com uma série de questões de cunho existencial, tais como: quem sou eu? De onde vim? Para onde vou? Qual o sentido da vida? 

Os mesmos questionamentos vêm sendo repetidos ao longo dos séculos por todos os povos que já habitaram a Terra. 

Tal capacidade de nos ocuparmos com essas questões de ordem metafísica é, talvez, um dos grandes elementos que nos distinguem dos demais animais. 

Muitos de nós, não raro excessivamente envolvidos por questões cotidianas, de cunho eminentemente material, acabamos por não nos aperceber da importância de tentar compreender as razões de nossa existência, e acabamos por nos deparar com tais questionamentos apenas em momentos de crise, como, por exemplo, quando da perda de um ente querido. 

A Doutrina dos Espíritos, através da revelação das Leis universais que regem o Cosmo, assim como da interpretação e contextualização da mensagem de Jesus Cristo, tem por objetivo justamente demonstrar o quão simples, belos e lógicos são os mecanismos da existência. 

Ora, partindo do pressuposto de que não há efeito sem causa, e tendo em vista que cada um de nós é animado por forças que não podem ser consideradas materiais, é forçoso concluir pela existência daquilo que convencionamos chamar de alma ou espírito. 

Sabemos também que todos os espíritos foram criados por um princípio inteligente (Deus), em um mesmo grau de ignorância e inocência, e com os mesmos instrumentos de aperfeiçoamento, todos tendentes à perfectibilidade. 

Nesse sentido, a encarnação terrena pode ser vista como um necessário estágio pelo qual o espírito deve passar para depurar-se, corrigindo gradativamente suas imperfeições. A cada encarnação, o espírito tem novas oportunidades de caminhar mais alguns passos no sentido de seu aperfeiçoamento intelectual e moral, devendo suportar com coragem, paciência e determinação todas as limitações impostas pela matéria. 

O número de encarnações necessárias para que um dado espírito aproxime-se ao máximo da perfeição será diretamente proporcional ao bom uso que tenha feito de cada uma delas. 

Tendo isso em mente, torna-se muito mais fácil compreendermos uma série de questões, tais como as desigualdades sociais e as múltiplas oportunidades experimentadas por cada um de nós durante nossa trajetória de vida. 

Considerando-se que cada um de nós encontra-se em um diverso grau de evolução e tem distintos pontos a serem aprimorados, é perfeitamente lógico que tenhamos que passar por diferentes situações durante uma dada encarnação. 

Evidente, pois, que o grande objetivo que devemos perseguir durante nossa encarnação Terrena é o aperfeiçoamento por meio do trabalho, do estudo e do cumprimento dos deveres inerentes ao espírito, e não o simples deleite de gozos e venturas. 

Sabemos que a vida na terra é permeada por inúmeros percalços e que estamos expostos quase que diariamente a uma série de difíceis provações. Sabemos também que a própria vida em sociedade traz consigo diversas situações conflituosas, sendo, por vezes, bastante difícil conviver com esse materialismo exacerbado que permeia todas as relações sociais. 

O que se percebe quase que diariamente é uma lamentável substituição do SER pelo TER. Muitos de nós buscamos incessantemente auferir bens materiais, não importa a que custo, apenas para que possamos gozar de mais prazeres materiais. Esses sentimentos de cobiça, inveja e avareza por certo não trazem qualquer benefício em nossa trajetória espiritual. Pelo contrário! 

Contudo, devemos ter em mente que o fato de termos consciência da importância que deve ser dada às questões de ordem espiritual, não quer dizer que devamos nos afastar do convívio em sociedade e renunciar a todos os bens materiais, como o fez, por exemplo, Diógenes de Sínope na Grécia antiga. Não devemos também passar a nos dedicar exclusivamente à preces e exortações mentais – como fazem os chamados ascetas –  deixando de lado o convívio diário com os nossos semelhantes. 

A mensagem trazida pela Doutrina dos Espíritos não deve fazer com que nenhum de nós passe a viver uma vida mística, afastando-se de suas responsabilidades terrenas. Na verdade, cada um de nós deve saber viver como os homens de nosso tempo buscando sempre desempenhar nosso papel social da melhor forma. 

Não há, portanto, mal nenhum em se perseguir certos bens materiais ou determinadas posições sociais. 

Tudo isso é perfeitamente possível desde que se tenha em mente sempre um objetivo maior, de crescimento moral e voltado à caridade e ao bem do próximo. 

Seria, aliás, um enorme contra-senso querer crer que Deus nos permitiu encarnar em um dado meio social para que nos afastássemos dele e passássemos a viver reclusos. 

Aquele que esquiva-se das provas que lhe foram postas, está desperdiçando uma enorme oportunidade de aprender e evoluir, o que por certo servirá apenas para retardar sua trajetória evolutiva. 
 
Artigo escrito por  Rodrigo Fontana França
França é advogado, coordenador de grupos de estudos espírita em Curitiba e colunista da Revista SER Espírita.
Fonte: EB - Postado por Alvaro dos Santos

Mensagem do livro “Mãos Unidas” - Emmanuel / Chico Xavier

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Ninguém sem esperança. Ninguém sem Deus.
Contempla o Céu, nos dias em que a sombra te invada o coração, e pensa na inalterabilidade do Amor Infinito que verte do Criador para todas as criaturas.
O mesmo Sol que te aquece e nutre é aquele mesmo Sol que nutriu e aqueceu bilhões de criaturas, na Terra, no curso dos séculos incessantes.
Quase toda as estrelas que hoje se te descerram aos olhos são as mesmas que acompanharam os homens, na queda e no levantamento de civilizações numerosas.
Reflete nisso e não te deixes arrasar pelas aflições transitórias que te visitam com fins regenerativos ou edificantes.
É provável que tribulações diversas te sigam no encalço.
Aguentas incompreensões e dificuldades em conta própria; toleras lutas e problemas que não criaste; carregas compromissos e constrangimentos, a fim de auxiliar aos entes queridos; ou erraste, talvez, e sofres as consequências das próprias culpas.
Não importa, entretanto, o problema, embora sempre nos pesem as responsabilidades assumidas, quaisquer que sejam.
Desliga-te, porém, de pessimismo e desânimo, recordando que a vida, – mesmo na vida que desfrutas, – em suas origens profundas, não é obra de tuas mãos.
O poder que te dotou de movimento, que te desenvolveu as percepções, que te induziu ao impulso irresistível do amor e que te acendeu no pensamento à luz do raciocínio, guarda recursos suficientes para retificar-te, suplementar-te as energias, amparar-te na solução de quaisquer empresas difíceis ou reaver-te de qualquer precipício, onde hajas caído, em desfavor de ti mesmo. Esse mesmo poder da vida que regenera o verme contundido e reajusta as árvores podadas nunca te relegaria à sombra da indiferença.
Entretanto, para que lhe assimiles o apoio plenamente, é imperioso te integres no sistema do trabalho no bem de todos, sem te renderes à inutilidade ou à deserção.Lembra-te de que o verme ferido e as árvores dilaceradas se refazem por permanecerem fiéis ao trabalho que a sabedoria da vida lhes conferiu pela natureza.
Recordemos isso e seja de que espécie for a provação que te amargue as horas, continua trabalhando na sustentação do bem geral, porquanto se te ajustas ao privilégio de servir, seja qual seja a prova em que te encontras, reconhecerás, para logo, que o amor é um sol a brilhar para todos e que ninguém existe sem esperança e sem Deus.
Psicografia de Francisco Cândido Xavier, .

domingo, 27 de abril de 2014

Recadinho de Emmanuel - Tolerância Mútua


Referimo-nos, frequentemente, à necessidade de perdoar aos outros, acomodando-nos à situação de vítimas. Entretanto, é raro nos coloquemos na posição das criaturas que precisam da tolerância alheia.
E semelhantes situações nos aparecem vezes e vezes, quase sempre sem que nos apercebamos disso, conscientemente.

Isso acontece:

quando nos distraímos, a ponto de esquecer as próprias obrigações;

quando largamos os encargos que assumimos, sem pensar que sobrecarregamos os ombros alheios;

quando estamos apreensivos ou tensos e arremetemo-nos sobre os que nos cercam quais se fossem culpados de nossas tribulações;

quando aderimos ao boato, prejudicando pessoas ou envenenando acontecimentos;

quando arremessamos as farpas vibratórias da crítica negativa sobre os nossos irmãos, às vezes, até mesmo sem lhes conhecer a intimidade;

quando nos rendemos às tentações do ciúme e do egoísmo;

ou quando estendemos queixas e lamentações, complicando os problemas do próximo.


Observando o assunto em sã consciência, conquanto nos reconheçamos no domínio do óbvio, convém registrar que não somente necessitamos de desculpar os outros, mas também precisamos ser perdoados, porquanto se hoje nos cabe doar o apoio da tolerância, a benefício daqueles que nos compartilham a vida, é possível que amanhã surja para nós a necessidade de receber.

Em toda e qualquer circunstância, conserva a consciência tranquila, porquanto, desse modo, a paz expressando alicerce, é uma luz que estará sempre dentro de ti.


Francisco Cândido Xavier
Pelo Espírito EMMANUEL

Controlando o "MINUTO DE COLÉRA" - Emmanuel / Chico Xavier


"Toda violência é explosão de energia, cujos resultados ninguém pode prever!...

UM MINUTO DE CÓLERA
Emmanuel

Francisco Cândido Xavier
Um minuto de cólera pode ser uma invocação às forças tenebrosas do crime, operando a ruptura de largas e abençoadas tarefas que vínhamos efetuando na sementeira do sacrifício.

Por esse momento impensado, muitas vezes, esposamos escuros compromissos, descendo da harmonia à perturbação e vagueando nos labirintos da prova por tempo indeterminado à procura da necessária reconciliação com a vida em nós mesmos.

Pela brecha da irritação, caímos sem perceber nos mais baixos padrões vibratórios, arremessando, infelizes e incontroláveis, os raios da destruição e da morte que, partindo de nós para os outros, volvem dos outros para nós, em forma de angústia e miséria, perseguição e sofrimento.
Em muitos lances da luta evolutiva, semelhante minuto é o fator de longa expiação, na qual, no corpo de carne ou fora dele, somos fantasmas da aflição, exibindo na alma desorientada e enfermiça as chagas da loucura, acorrentados às conseqüências de nossos erros a reagirem sobre nós, à feição de arrasadora tormenta.


Se te dispões, desse modo, à jornada com Jesus em busca da própria sublimação, aprende a dominar os próprios impulsos e elege a serenidade por clima de cada hora.

Ama e serve, perdoa e auxilia sempre, recordando que cada semente deve germinar no instante próprio e que cada fruto amadurece na ocasião adequada.

Toda violência é explosão de energia, cujos resultados ninguém pode prever.

Guardemos o ensinamento do Cristo no coração, para que o Cristo nos sustente as almas na luta salvadora em que nos cabe atingir a redenção, dia a dia.
(Do livro "Semeador em Tempos Novos", pelo Espírito Emmanuel, Francisco Cândido Xavier)

FAVOR DIVINO - Meimei / Chico Xavier

Não te queixes de Deus porque dificuldades te povoem a vida.
Certamente Deus conhece todos os programas de ação que te estruturam a existência.
O parente difícil, a casa em provas, as tarefas árduas, a conquista de simpatia, o relacionamento espinhoso...
Tudo isso poderia Deus suprimir num momento.
Entretanto, sem os familiares incompreensivos, não conhecerias o amor; fora dos obstáculos domésticos, não adquiririas responsabilidade; fugindo aos encargos de sacrifício, não terias experiência; longe da procura de apoio, não praticarias fraternidade e desertando das lutas de equipe, acabarias desconhecendo o valor da cooperação.
...Convence-te de que Deus pode sanar qualquer preocupação, mas deixa-nos a cada um a bênção do trabalho, de modo a que consigamos sair da ingenuidade e da inércia, para sermos, um dia, colaboradores conscientes da Divina Sabedoria que sustenta a Criação.

Espírito: MEIMEI
Médium: Francisco Cândido Xavier
Livro: "Amizade" - EDIÇÃO IDEAL