sábado, 15 de março de 2014

Espírito e consciência

As Leis de Deus estão escritas em nossa consciência. A consciência do espírito imortal conhece, intuitivamente, o que é certo e o que é errado; ou melhor, o que está de acordo com as Leis de Deus e o que está contrário às Leis de Deus.

A consciência se desenvolve, se aprimora, se aperfeiçoa com o progresso do espírito. A Conscienciologia, do dissidente espírita Waldo Vieira, substituiu a palavra espírito pela palavra consciência. A consciência, no final das contas, é o saber que se é, é a percepção de que se existe, de que se é um indivíduo, um ser único.

Quanto mais progredimos, mais a consciência sabe distinguir o que convém e o que não convém, mais a consciência percebe e compreende as Leis de Deus. Conforme o espírito imortal evolui, através de inúmeras reencarnações, mais e mais se questiona sobre quem é, de onde veio e para onde vai.

Um espírito pouco evoluído, com um grau de consciência precário, pouco percebe das Leis de Deus. Sua responsabilidade é menor, pois não dispõe de pleno conhecimento das consequências de seus atos, não tem a noção exata do que é ou não é conveniente.

À medida que se aprimora, o espírito desenvolve a consciência de si mesmo, se dá conta de suas responsabilidades em relação à Vida, ao mundo, às pessoas que o cercam, a si mesmo. Sua consciência cria mecanismos que o avisam sempre que incorre em erro, sempre que se desvia do caminho reto. Então experimenta as dores morais, tão mais fortes e intensas quanto mais se teima em não obedecer à voz da consciência.

Um espírito razoavelmente evoluído sofre por coisas que o menos evoluído nem sequer percebe, nem sabe que existem. Com a evolução, o espírito sofre não só pelo mal que eventualmente pratica, mas pelo bem que deixa de fazer.

A Lei de causa e efeito se utiliza da consciência para promover a rearmonização do universo. Cada vez que um pensamento, palavra ou ação perturba a harmonia do universo, uma reação de mesma intensidade é gerada a partir do registro feito pela consciência faltosa visando reparar a ordem quebrada.

Somos cobrados pela consciência sempre que infringimos as Leis de Deus. Quanto mais desenvolvida a consciência, maior a cobrança. Muito diferentes em intensidade e alcance serão as cobranças de uma consciência incipiente de um homem medíocre ou maldoso, e de uma consciência desperta de um homem moralmente sadio.

Conhecer a si mesmo é desenvolver a consciência. Sócrates já nos ensinava o autoconhecimento, quatrocentos anos antes de Cristo. Somos seres complexos; há muito o que conhecer. Mas desde que haja a firme resolução de conhecer com profundidade a si próprio, é um caminho sem volta.

Quanto mais ouvirmos a consciência, mais nos aproximaremos da divindade latente em todos nós. Mais tomaremos decisões acertadas, mais evitaremos problemas desnecessários, menos atenção daremos às superficialidades do cotidiano, menos importância ligaremos às futilidades que ocupam o tempo e gastam as energias de consciências ainda primárias.

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