sábado, 15 de março de 2014

ACIDENTES; Fatalidade ou IMPRUDÊNCIA?


        O Espírito André Luiz no capítulo n. 41 do livro "Os Mensageiros, relata um interessante caso ocorrido em certa zona rural, onde ele e mais alguns Espíritos, prestavam atendimento a encarnados. Ouçamos um trecho do relato:
        -(...) "O campo é também vasta oficina para os serviços de nossa colaboração ativa", disse Aniceto (...).
        Nesse momento, nossa atenção foi atraída por significativo movimento na estrada próxima.
        Dirigimo-nos para lá, seguindo os passos do instrutor Aniceto, que parecia adivinhar o acontecido.
        Observei, então um quadro interessante: um homem jazia por terra, numa poça de sangue, ao lado de uma pequena carroça puxada por um impaciente cavalinho. Dois companheiros encarnados prestavam socorro ao ferido, apressadamente. "É preciso conduzí-lo à fazenda sem perda de tempo", dizia um deles, aflito, temo haja fraturado o crânio". O número de Espiritos que também auxiliava o pequeno grupo de homens, todavia, era grande.
        Um amigo espiritual que me pareceu o chefe, naquela aglomeração, recebeu Aniceto e a nós com deferência e simpatia, explicou rapidamente a ocorrência. O carrroceiro havia recebido a patada do cavalo e era necessário socorrer o ferido.
        Serenada a situação, vi o referido superior hierárquico chamar  um Espírito guarda do caminho, interpelando:
        - Glicério, como permitiu semelhante acontecimento? Este trecho da estrada está sob sua responsabilidade direta.
        O subordinado, respeitoso, considerou sensatamente:
        - Fiz o possível por salvar este homem, que, aliás, é um pobre pai de familia. Meus esforços foram improfícuos, pela imprudência dele. Há muito procuro cercá-lo de cuidados, sempre que passa por aqui; entretanto, o infeliz não tem o mínimo respeito pelos dons naturais de Deus. É de uma grosseria inominável para com os animais que o auxiliam a ganhar o pão. Não sabe senão gritar, encolerizar-se, surrar e ferir. Não estima senão a praga e o chicote. Hoje, tanto perturbou o pobre cavalo, que o ajuda, tanto castigou, que pareceu mais animalizado... Quando se tornou quase irracional, pelo excesso de fúria e ingratidão, meu auxílio espiritual se tornou ineficiente. Atormentado pelas descargas de cólera do condutor, o cavalinho humilde o atacou com a pata. Que fazer? Minha obrigação foi cumprida...
        O superior, que ouvia atenciosamente as alegações, respondeu sem hesitar:
        - Tem razão.
        - Entretanto, auxiliemos o homem, disse Aniceto, quanto esteja em nossas mãos, cumpramos nosso dever com o bem, mas não desprezemos as lições. Esse trabalhador  imprudente foi punido por si mesmo. A cólera é punida por suas consequências (...) Como homem comum, nosso pobre  amigo sofrerá muitos dias, chumbado ao leito, entre as aflições dos familiares, demorar-se-á um tanto a restabelecer o equilibrio orgânico; mas, como Espírito eterno, recebeu agora uma lição útil e necessária.
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OUTRO CASO INTERESSANTE;
        Contam que o compositor Nelson Motta estava na Bahia quando resolveu visitar a Mãe Menininha de Gantois. Tomou um taxi e, no caminho, o motorista perdeu completamente o freio. O carro rodopiou no meio da pista de alta velocidade, passou raspando por outros veículos, mas a além do susto- nada de grave aconteceu.
        Ao encontrar-se com Mãe Menininha, a primeira coisa que Nelson contou foi o quase acidente no meio do caminho. 
       - Existem certas coisas que já estão escritas, mas Deus dá um jeito de que passemos por elas sem nenhum problema mais sério. Ou seja, fazia parte de seu destino um acidente de carro nesta altura de sua vida - disse Mãe Menininha. Mas, como você vê -concluiu ela - aconteceu tudo, e não aconteceu nada.
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        Temos aí dois casos: no primeiro, apesar de toda a proteção os bons Espíritos não conseguiram evitar o acidente; no segundo, certamente também com apresença de amigos espirituais, nada de mais grave aconteceu.
        Podemos evitar acidentes, ou tudo está escrito e nada pode ser modificado? As conclusões ficam por conta de você, estimado leitor. Muita paz.

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