segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Que bom existir a reencarnação

Um dia foi conhecida como Medicina Alternativa a hoje chamada Medicina Integrativa. Ela investiga e divulga a forma de conseguir vida longeva e de boa qualidade. Como nada é de graça, de você serão exigidas determinação e disciplina, caso queira viver bem e por longo tempo.
Comece questionando como é o seu senso de humor. A sua presença é leve? Interage com facilidade? Sendo resposta positiva, continue com o firme propósito de dar volta por cima, não se abalando quando contrariado, sem rigidez e exigências desnecessárias.
Para sua reflexão: observe a rotina de um cidadão de setenta e dois anos, que você conhece e que nos relata sua experiência de vida plena. Trata-se do ator, autor e diretor Nelson Xavier, que mora em casa bucólica, no Bairro de Santa Tereza, no Rio de Janeiro. Casado com Via Negromonte, mulher amada, que modificou sua vida e com quem vive há vinte quatro anos.
Sua rotina se inicia às seis da manhã, quando  acorda e sintoniza o rádio em emissora que transmite música clássica. Faz seu próprio pão, toma meio litro de água gelada, faz yoga e toma o desjejum que consta de uma fruta, quase sempre mamão. Lá pelas onze horas toma suco de legumes. Almoça mais tarde, a comida que ele mesmo faz. Come pouco. E vai à luta.
Gosta de fazer feira, aos domingos, quando come ostra, tapioca e caminha pelas ladeiras do bairro. Essa caminhada ele faz, pelo menos quatro vezes na semana.
Nelson sempre se considerou um touro! Boa saúde, jamais imaginou que pudesse receber um diagnóstico de câncer de próstata. Lutou como pode, sempre com o apoio da companheira solidária. Hoje, confessa que “a doença já não incomoda mais.”
Ele quase caiu num abismo quando recebeu a notícia, sentindo o “chão sumir” de seus pés. Passado o susto, declara: “esse choque foi pura arrogância minha. Nunca havia pensado em ficar doente.”
E explica: “eu me tornei um indivíduo mais humano. Agora, a medicação de ponta vai mantendo o câncer  num nível tolerável e vou tomá-la enquanto eu durar! Já me habituei a viver assim.”
Diz ele que a serenidade, que hoje o invade, não encontrou no Nepal, que por sinal achou parecido com um subúrbio poeirento, cheio de gente, muita motocicleta, decepcionante... Lá encontrou o Budismo, mas não se encantou com a filosofia e nem com a religião.
Impressionou-se mais com Chico Xavier. Nelson se considerava ateu, mas desde que fez o longa Chico Xavier (2010), tornou-se outra pessoa. E informa: “O Budismo não me modificou, mas o Chico, sim. Ele me permitiu entender melhor o Budismo, a filosofia do desapego.
“Os budistas são muito alegres, porque a felicidade está em dar de si ao outro. O Chico era feliz porque deu tudo que tinha. Assim também os santos chegaram à felicidade plena, porque se libertaram de tudo.”
Sempre acreditei na comunicação com os mortos, mas em relação à reencarnação, tinha um pouco de resistência. Quando me apaixonei pela Via (Negromonte)  vi que ela acreditava, comecei a querer acreditar... “Fiquei tão apaixonado que achei que a morte não podia separar a gente, então, pensei: “que bom existir a reencarnação.”
Nota: Querendo mais detalhes, veja a entrevista de Nelson Xavier, na Revista Contigo, edição 1989.
(Elzi Nascimento, psicóloga clínica e escritora / Elzita Melo Quinta,  pedagoga – especialista em Educação, escritora, responsáveis pelo blog espírita: luzesdoconsolador.com)
Fonte: DM.com.br

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