domingo, 16 de fevereiro de 2014

ESPIRITISMO É LIBERTAÇÃO


Desde os temos mais remotos as religiões são usadas como um freio. Os portadores da “VERDADE” usam o sagrado, o desconhecido, para atemorizar, e, assim incutem no homem, o “pecado”. Deus, “que tudo vê”, está sempre julgando nossos atos, daí vem o medo do juízo final, das penas eternas e, o “TEMOR DA MORTE”. Esse temor decorre da noção insuficiente da vida futura. Pior que o temer a morte, é “TEMER A VIDA”. Muitos tem medo de vive, e assim, não vivem a vida em toda sua plenitude. 
O ESPIRITISMO É LIBERTAÇÃO, quando nos mostra que fomos criados com todas as potencialidades de crescimento e evolução. Espíritos no nosso grau de consciência, já têm o conhecimento do bem e do mal, inteligência, para distinguir o certo do errado e principalmente o LIVRE ARBÍTRIO, que nos permite agir de acordo com a nossa vontade. 
Difícil, é arcar com as responsabilidades dos nossos atos, é por essa razão que é mais fácil deixar por conta de Deus, do pecado original, das vidas passadas, etc., a culpa pelos problemas desta vida. É por esse motivo que os “Templos”, que oferecem salvação estão lotados. 
Sempre as pessoas quiseram barganhar com DEUS, vejamos as promessas, que é um toma lá da cá. Outrora os mais poderosos compravam Indulgências, para garantir seu lugar no céu. Hoje as pessoas dão esmolas, pagam o Dízimo, etc. para ficar em paz consigo mesmas… 
O espiritismo vêm nos esclarecer: 
DEUS, não castiga, ele criou as LEIS, se infligimos essas leis, vamos arcar com as conseqüências dos nossos atos. Não por castigo, mas sim porque, toda ação tem uma reação. 
A vida não começa no berço, nem acaba no túmulo, estamos destinados a viver, temos e conservamos nossa individualidade. Portanto não há penas eternas, nem descanso eterno. É a nossa consciência quem nos absolve ou condena. 
Até quando o movimento espírita persistirá na sua visão punitiva da criação? Até quando aceitaremos que Deus tenha criado o universo, os espíritos, dentro de um escopo mesquinho de CULPA E CASTIGO?
A análise do objetivo da criação, da motivação da experiência corpórea, na ciclagem da vida, morte e renascimento precisa expandir-se para uma visão positiva, amorosa. Certamente na vida corpórea há dor, sofrimento, que são caminhos para a evolução, para o crescimento intelecto moral. 
O espiritismo nos mostra que somos responsáveis por nós mesmos. Quando estudamos e apreendemos o que estudamos, nos libertamos de dogmas, rituais, talismãs e tantas outras coisas, usadas para afastar, mau olhado, inveja, espíritos das trevas, etc. 
É muito triste ver a ignorância do povo normalmente alimentada pelos mais “sabidos”, que mantém os incautos presos a praticas exteriores, para atrair a felicidade e afastar o mal. Muitas vezes essas práticas ao invés de ajudar, atraem aqueles que estão no mesmo padrão vibratório, e mais por ignorância, do que por maldade, estes se apegam aqueles que se valem desses expedientes, permanecendo no ambiente, e muitas vezes atrapalham. O que realmente “limpa” o ambiente, são os bons pensamentos, as boas ações, o trabalho no bem, a harmonia entre os familiares que habitam o mesmo teto, a busca do conhecimento através do estudo e das boas leituras, boa música e tantas outras coisas que fazem do nosso lar, um local agradável e feliz. 
É maravilhoso ser livre para pensar e agir. É triste ficar atado às velhas convenções, que só nos impede de caminhar, de ir em frente. 
Jon Azpúrua (membro da Confederação Espírita Pan-americana) diz: 
“Somos relativamente livres e proporcionalmente responsáveis. O homem tem conquistado em seu progresso evolutivo uma ampla margem de liberdade e, por ela, pode escolher e atuar. Mas, uma vez que a tem, está determinado a reconhecer e assumir as conseqüências de seus próprios atos. A sementeira é livre, mas a colheita é obrigatória. As injustiças na sociedade correspondem aos desajustes morais dos homens que a formam. Não são obras nem castigo de Deus. São situações humanas e cabe aos homens superá-las.” 
Normalmente atribuímos a fatores externos os nossos problemas. Aí vem o espiritismo, nos chamar a atenção para as nossas responsabilidades. 
Se as coisas não estão bem, é preciso em primeiro lugar fazer uma auto-analise, não devemos temer olhar-nos frente a frente e procurar as causas das nossas mazelas. 
Muitas vezes precisamos sim, procurar ajuda, quando muito fragilizados não temos forças para sair de determinada situação sozinhos. Pedir ajuda não é errado, errado é colocar, nos outros a responsabilidade e a solução para os nossos males. 
O espiritismo liberta. Vamos usar a liberdade, para evoluir, superar, vencer as imperfeições, desigualdades e as injustiças. Só assim alcançaremos novos estágios nesse processo de evolução, no qual estamos imersos e envolvidos. 

Maria Alva Coelho Grijó
Fonte: EB - Postado por Maria Alva Coelho Grijó

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