quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Em Trevas, estudo do Livro Justiça Divina - Chico Xavier / Emmanuel (FEB)

Referência: Capítulos do Livro Justiça Divina - Chico Xavier/Emmanuel (FEB).
Objetivo: estudo de questões do livro O Céu e o Inferno (CI) de Allan Kardec.
Roteiro: Meditação - Leitura da Questão - Curiosidades.
(Meditação sobre o capítulo 60-Desencarnados em Trevas)
Reunião pública de 18-9-61
CI – 1a Parte - Cap. VII– Item 25.
60-portal do inferno
Existe o inferno sobre a Terra.
Não, não falo de um local demoníaco onde há caldeirões e dores supliciantes.
Nem falo dos povos em guerras, dos famintos, dos doentes da AIDS ou do câncer.
Muitos que lá padecem ainda sorriem, amparam os mais sofridos, cantam a esperança e vivem uma verdadeira alegria franciscana, a felicidade possível naquele lugar.
O inferno que falo pode estar, nesse momento, ao seu lado, no peito da pessoa querida.
E nós mal o percebemos.
Os sinais das trevas interiores são sutis:
Muitas reclamações por poucas questões real
mente essenciais.
Muitas tristezas por poucas necessidades legítimas.

Muito ego em poucos valores morais.
Muita agressividade com pouca necessidade real de defesa.60-Agressivo
Muita seriedade com escassos abraços, sorrisos e carinhos.
Muita cobrança com pouco prazer pela vida.
Ideias suicidas, homicidas, genocidas, de castas, de divisão.
O mundo não presta”, “é necessário fugir para se ter paz”.
Vítimas de tudo que plantaram dia após dia, ao longo de décadas, muitos encontram-se ainda amparados pelo amortecedor da carne, onde os soníferos, os antidepressivos e os barbitúricos proporcionam momentos de sono e esquecimento.
O que será deles quando finalmente se despojarem do escudo carnal?
Nessa meditação, Emmanuel traz uma descrição de como isso continua no além túmulo.
São trevas!
A prisão do remorso, das lembranças amargas.
Jungidos à trama dos próprios pensamentos atormentados...” - descreve Emmanuel.
Ontem, donos de palácios. Agora, trancados num túmulo.
Ontem, poderosos e insensíveis. Agora, em lágrimas que não cessam.
Ontem, repletos de bens. Agora, agarrados à mortalha.
Ontem, terras e rebanhos. Agora, alguns palmos de terra.
Ontem, opressores impiedoso dos serviçais. Agora, oprimidos pelo concreto do sepulcro.
Ontem, arrotavam conhecimentos inúteis. Agora, confusos com o desconhecido.
60-caminhando-sozinho-trevas
Ontem, o prazer sem limites. Agora, a dor solitária.
Ontem, títulos de destaque e honrarias. Agora, soluçando pelo chão.
Ontem, o brilho dos salões e das belas roupas. Agora, as sombras das covas.
Ontem, espalhavam terror. Agora, tremem perante os vermes.
Ontem, belíssimos. Agora, só cinzas e podridão.
Ontem, os doceis de ouro. Agora, a caixa de terra e cal.
Ontem, o discurso fácil e magnetizante. Agora, o gaguejar.
Ontem, o conhecimento farto. Agora, a loucura.
Nada disso, porém, acontece porque algo possuíssem, mas sim porque foram possuídos de paixões desregradas.” - esclarece Emmanuel.
A perturbação não vem do “ter”.
Se temos, de alguma forma merecemos.
A perturbação vem do “reter”, vem de achar que tudo só existe para nossa satisfação e “danem-se os outros”.
E não falamos apenas de bens materiais.
Falamos também de conhecimento, de tempo livre, de atenção, de abraços, de habilidades, de carinho, de todas as tantas bênçãos que cercam a nossa vida.
Se podes verificar a tortura dos desencarnados em trevas, aproveita a lição.” - convida-nos Emmanuel.
Nosso problema não é o que temos ou o que somos, mas o que fazemos daquilo que temos e daquilo que somos.
Somos todos convidados a fazer o bem NO MÁXIMO que pudermos, num franco desapego de nós mesmos.
60-lilliesE quem cuidará da gente?
Nos disse Jesus: olhai os lírios do campo e as aves do céu …
Ou seja, apenas façamos nosso esforço honesto pelo necessário … e nada deveremos temer.
Escuta o companheiro que torna do Além, aflito e desorientado, e aprenderás, em silêncio, que todo egoísmo gera o culto da morte.” Emmanuel.

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