domingo, 17 de novembro de 2013

Biógrafo de Allan Kardec faz sessão de autógrafo e bate-papo na Feira

Em entrevista, Marcel Souto Maior fala sobre seu processo de pesquisa

Biógrafo de Allan Kardec faz sessão de autógrafo e bate-papo na Feira Record/Divulgação
Uma das maiores apostas editoriais para este final de ano ganha lançamento na Feira do Livro. Kardec - A Biografia, do jornalista Marcel Souto Maior, terá sessão de autógrafos nesta sexta-feira, às 18h30min, no momento em que o livro já soma 45 mil exemplares vendidos em menos de um mês.
Antes do lançamento, o autor participa de um bate-papo com o público nesta sexta-feira às 18h30min, no Auditório Barbosa Lessa do Centro Cultural CEEE Erico Verissimo. A obra teve uma tiragem inicial de 100 mil exemplares - e uma segunda edição já está sendo preparada. São números que dimensionam os 5 milhões de brasileiros que se dizem espíritas no país - além dos cerca de 30 milhões de simpatizantes.
Até se tornar o codificador e divulgador da doutrina espírita, Allan Kardec (1804 - 1869) era conhecido como Hippolyte Léon Denizard Rivail, professor e autor de livros pedagógicos na França do século 19. Inicialmente cético, ele queria provar se fatos acontecidos na Europa e nos Estados Unidos eram fraude ou não. Sua vida se transformou drasticamente quando comprovou que os espíritos estavam se comunicando com os vivos - e que tinham uma missão para ele. Queriam que o professor escrevesse sobre a doutrina espírita e a divulgasse amplamente. Aos 53 anos, ele então mudou de nome para assinar O Livro dos Espíritos, obra inicial e fundamental do espiritismo.
Ao mesmo tempo em que figura entre os livros mais vendidos do país, a biografia de Kardec já está prevista para ganhar versão no cinema. O diretor será Wagner de Assis, o mesmo que assinou o sucesso Nosso Lar. A previsão é que as filmagens comecem em 2014. Quem está cotado para viver Kardec é Tony Ramos, mas ainda falta confirmação.
Na entrevista a seguir, Souto Maior fala um pouco sobre a produção de seu novo livro e do impacto do espiritismo em sua vida.
Zero Hora - Como foi a pesquisa para a biografia de Kardec?
Marcel Souto Maior - Desde que comecei a pesquisar a vida de Chico Xavier, há 20 anos, mergulhei na obra de Kardec. A biografia dele é a história da conversão do incrédulo em missionário. Fui a Paris quatro vezes visitar os locais por onde ele passou e resgatar matérias de jornais e revistas nos arquivos da Biblioteca Nacional da França. Estudei também a Revista Espírita, escrita por Kardec quase que solitariamente, mês a mês, ao longo de 12 anos.
ZH - No livro, você descreve que Kardec foi avisado pelos espíritos de que era preciso ainda reencarnar em outro corpo para completar o trabalho. Sua pesquisa identificou algo que possa comprovar que Chico Xavier seria e reencarnação de Kardec, como acreditam muitos espíritas? 
Souto Maior De concreto mesmo, só uma convicção: o médium mineiro é o principal discípulo do professor francês. Chico viveu para pôr em prática as lições difundidas por Kardec. Ele seguia à risca as principais orientações do "Codificador". Neste sentido, ele foi sim uma espécie de "reencarnação" de Kardec, no sentido prático, de trabalho incansável, obstinado, em favor do outro.
ZH - Depois de escrever sobre Chico Xavier e Kardec, assistir a sessões espíritas e comprovar a autenticidade de cartas psicografadas, você acredita no espiritismo?Souto Maior - Acredito 100% no espiritismo quando segue um dos principais lemas de Kardec: "Fora da caridade, não há salvação". O espiritismo solidário, que faz diferença na vida de tanta gente - e que salva tantas vidas também -, me impressiona. Tenho uma mesma preocupação de Kardec: ele sempre cobrou muito cuidado dos médiuns, para que não misturassem a mediunidade com ganhos financeiros e que evitassem vaidade e ambição.
ZH - Como você pratica o espiritismo?Souto Maior - Não frequento centros espíritas, mas o espiritismo aumentou a minha responsabilidade diante do tempo e da vida. Aprendi que devo fazer o melhor possível todos os dias e, principalmente, a viver com o necessário. Parei de correr atrás de coisas que não precisava. Fiquei mais responsável e sensato.
ZH - Você recebeu, por meio de uma carta psicografada, a missão de divulgar a obra de Chico Xavier. Como isso influenciou a sua vida pessoal e profissional?
Souto Maior - Continuo a trabalhar como diretor e roteirista na TV Globo e tento manter sempre o máximo de objetividade - e de imparcialidade - quando pesquiso e escrevo sobre Chico, Kardec e o intercâmbio entre "vivos" e "mortos". Mas não dá pra negar que, nestes 20 anos de pesquisa, meu ceticismo e minha fé foram abalados algumas vezes. Hoje acredito mais do que há duas décadas, uma conquista para quem era um cético absoluto.
Fonte: zero hora

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