sábado, 15 de junho de 2013

CHICO XAVIER VIVEU E MORREU POBRE

De vez em quando surgem notícias de que Chico Xavier teria arrependimento por não receber dinheiro das obras por ele psicografadas. Em defesa da ilibada reputação moral de Chico Xavier, desencarnado em 30 de junho de 2002, trazemos o depoimento de como o médium mineiro foi visto pelo jornalista Artur da Távola, ex-senador da República, num trecho de sua crônica de 26/5/80, publicada no jornal O Globo:
"A FIGURA DE COMUNICAÇÃO - Além da aura de paz e pacificação que parte dele, há outro elemento poderoso a explicar o fascínio e a durabilidade da impressionante figura de comunicação de Francisco Cândido Xavier: a grande seriedade pessoal do médium, a dedicação integral de sua vida aos que sofrem e o desinteresse material absoluto. A canalização de todo o dinheiro levantado em direitos autorais para as variadíssimas atividades assistenciais espíritas dão a Chico Xavier uma autoridade moral (...) que o coloca entre os grandes líderes religiosos do nosso tempo".
Ora, como Chico Xavier iria se arrepender do que fez durante toda a sua vida, ponto de honra da sua postura perante as obras produzidas pelos espíritos que não lhe pertencia. A vida de Chico desmente qualquer aleivosia aventada desse arrependimento, pois ele nunca se beneficiou da indústria da fé.
Chico Xavier, como se sabe, psicografou mais de 400 livros, totalizando milhões de exem­plares vendidos no Brasil e no exterior, dos quais, jamais auferiu qualquer vantagem finan­ceira. Sempre viveu às cus­tas do seu trabalho como operário balconista e mo­desto funcionário público. As obras por ele psicografadas foram traduzidas para o castelhano, francês, in­glês, grego, japonês, esperanto, tcheco, e transcritas em braille. Todos os direi­tos autorais foram transferidos para instituições bene­ficentes. Ele viveu e morreu pobre.
Gerson Simões Monteiro
Vice-Presidente da FUNTARSO
E-mail: gerson@radioriodejaneiro.am.br

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