sábado, 15 de junho de 2013

Chico Xavier recebe Bezerra de Menezes

Quando morreu, em 2002, aos 92 anos, havia muito que Chico Xavier fazia parte dos mitos vivos brasileiros. Médium e grande divulgador do espiritismo no Brasil, Xavier morreu envolto numa aura de santidade sustentada por seus inúmeros seguidores. O governador Itamar Franco decretou luto oficial de três dias em Minas Gerais, e o presidente Fernando Henrique Cardoso emitiu nota celebrando a “figura querida e admirada pelo Brasil inteiro”.
Para o menino mineiro de Pedro Leopoldo, que cedo ficou órfão de mãe, foi de fato uma trajetória impressionante. Xavier é ainda hoje, depois de Paulo Coelho e Jorge Amado, o autor brasileiro com o maior número de livros vendidos.
A carta reproduzida nesta página foi escrita de sua cidade natal em 1973 e dirigida a um dentista, de quem agradece a “valiosa cooperação em nossas tarefas”. No último dia do ano, manda-lhe, num cartão florido, uma “mensagem ligeira” de boas festas e aconselha o amigo a tratar sua doença com um médico formado, afastando a hipótese de qualquer intervenção não ortodoxa:
 

“Comunico ao bom amigo que o nosso caro amigo Dr. Bezerra de Menezes, nosso benfeitor espiritual de sempre, é de parecer que o prezado amigo, em seu tratamento, deve atender às diretrizes de seu médico de confiança. Se o seu médico indicar o tratamento cirúrgico, e se o estimado amigo concordar em submeter-se à operação, é aconselhável satisfazer a esta medida, mas sempre subordinando o assunto à sua aprovação, porque é através de sua própria intuição que os amigos espirituais se farão sentir, doando-lhe as inspirações que forem necessárias”.

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