terça-feira, 25 de junho de 2013

Documentário - Chico Xavier o Médium



Mensagem de Chico Xavier sobre a tragédia de Santa Maria


Mensagem do Espírito Chico Xavier, recebida no dia 30/01/13, no Monte Alverne - Brasília, pela mediunidade de Ariston Teles.
Muito já se falou e/ou escreveu sobre erros e responsabilidades de autoridades,empresários,músicos etc.Neste vídeo, para quem acredita nas possibilidades de mediunidade e reencarnação,algumas possíveis respostas são dadas pelo médium Chico Xavier,como por exemplo "Por que Deus permitiria que tragédias como a de Santa Maria e outras acontecessem?".Nós,seres humanos só analisamos o que vemos e não acredito em um Deus vingativo,mas profundamente sábio e justo.Como Chico Xavier menciona no vídeo,seria necessário ocorrer a devida depuração para o resgate,fica a interrogação:Será que estas pessoas estavam envolvidas em vida anterior agindo nas mortes das câmaras de Auschwitz? Provavelmente nunca saberemos,mas com certeza Deus sabe!

Para quem busca uma resposta para acontecimentos como o incêndio de Santa Maria, há uma mensagem de Emannuel neste sentido:

COMO A DOUTRINA ESPÍRITA ENTENDE "DESENCARNAÇÕES COLETIVAS", pelo Espírito Emmanuel:

-- Sendo Deus a Bondade Infinita, por que permite a morte aflitiva de tantas pessoas enclausuradas e indefesas, como nos casos dos grandes incêndios?

(Pergunta endereçada a Emmanuel por algumas dezenas de pessoas em reunião pública, na noite de 23-2-1972, em Uberaba, Minas.)

RESPOSTA:

Realmente reconhecemos em Deus o Perfeito Amor aliado à Justiça Perfeita. E o Homem, filho de Deus, crescendo em amor, traz consigo a Justiça imanente, convertendo-se, em razão disso, em qualquer situação, no mais severo julgador de si próprio.

Quando retornamos da Terra para o Mundo Espiritual, conscientizados nas responsabilidades próprias, operamos o levantamento dos nossos débitos passados e rogamos os meios precisos a fim de resgatá-los devidamente.
É assim que, muitas vezes, renascemos no Planeta em grupos compromissados para a redenção múltipla.

Invasores ilaqueados pela própria ambição, que esmagávamos coletividades na volúpia do saque, tornamos à Terra com encargos diferentes, mas em regime de encontros marcado para a desencarnação conjunta em acidentes públicos.

Exploradores da comunidade, quando lhe exauríamos as forças em proveito pessoal, pedimos a volta ao corpo denso para facearmos unidos o ápice de epidemias arrasadoras.

Promotores de guerras manejadas para assalto e crueldade pela megalomania do ouro e do poder, em nos fortalecendo para a regeneração, pleiteamos o Plano Físico a fim de sofrermos a morte de partilha, aparentemente imerecida, em acontecimentos de sangue e lágrimas.

Corsários que ateávamos fogo a embarcações e cidades na conquista de presas fáceis, em nos observando no Além com os problemas da culpa, solicitamos o retorno à Terra para a desencarnação coletiva em dolorosos incêndios, inexplicáveis sem a reencarnação.

Criamos a culpa e nós mesmos engenhamos os processos destinados a extinguir-lhe as conseqüências. E a Sabedoria Divina se vale dos nossos esforços e tarefas de resgate e reajuste a fim de induzir-nos a estudos e progressos sempre mais amplos no que diga respeito à nossa própria segurança. É por este motivo que, de todas as calamidades terrestres, o Homem se retira com mais experiência e mais luz no cérebro e no coração, para defender-se e valorizar a vida.

Lamentemos, sem desespero, quantos se fizerem vítimas de desastres que nos confrangem a alma. A dor de todos eles é a nossa dor. Os problemas com que se defrontaram são igualmente nossos. Não nos esqueçamos, porém, de que nunca estamos sem a presença da Misericórdia Divina junto às ocorrências da Divina Justiça, que o sofrimento é invariavelmente reduzido ao mínimo para cada um de nós, que tudo se renova para o bem de todos e que Deus nos concede sempre o melhor.

Mensagem psicografada por Francisco Cândido Xavier, constante do livro Chico Xavier Pede Licença, de Francisco Cândido Xavier e J. Herculano Pires, publicado pelo GEEM -- Grupo Espírita Emmanuel S. C. Editora.

MÉDIUM ZÉ ARAÚJO VISITA O IBPP EM SÃO PAULO


O médium Zé Araújo, que foi pego pelos espíritos Dr. Ian Stevenson, Dr. Hamendras Benerjee e Dr. Hernani Guimarães Andrade para nos trazer mais conhecimentos na área da Ciência Espírita, visitou a Suzuko Hashizume, grande parceira do Dr. Hernani e diretora do IBPP, numa tarde encantadora onde o Dr. Hernani fez questão de participar, em todo momento, conversando normalmente com os participantes como se estivesse encarnado, interferindo nas conversas, dando opiniões e lembrando fatos, de forma encantadora. Gravamos o evento e disponibilizamos aqui para os amigos.

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Chico Xavier é homenageado no Mato Grosso do Sul


A cidade de Três Lagoas, no Mato Grosso do Sul, é a responsável pela primeira homenagem ao médium Francisco Candido Xavier, após sua morte, ocorrida em 30 de junho de 2002. A prefeita daquele município, Márcia Moura, fez o descerramento da placa de denominação da Viela Chico Xavier, localizada na Vila Haro. A homenagem foi realizada na noite do último dia 14.

Na mesma noite, houve a palestra com o tema “Três Lagoas, a Solidariedade e o Espiritismo”, proferida pelo jornalista Altamirando Carneiro, de São Paulo (SP), no Grupo da Fraternidade Espírita José Grosso e Maria João de Deus, situado na Viela Francisco Cândido Xavier, esquina com a rua Allan Kardec, contando com a presença do jornalista Luiz Corrêa da Silveira Filho e de sua esposa, Elzi Terezinha Garcia Corrêa, coordenadores responsáveis pela instituição.

Participaram também das solenidades: Joenildo de Souza Chaves, desembargador e presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, acompanhado do Coronel PM Carlos Garcia; Adão Alves, vereador conhecido como Adão da Apae; Coronel Moura, oficial reformado do Exército Brasileiro, pai da prefeita; França Cícero, repórter-fotográfico de São Paulo (SP); Cristóvam Bazan e Waldemiro Giacheta, trabalhadores pioneiros da Doutrina Espírita na cidade de Três Lagoas, dentre outros.
História – A antiga rua Amapá, de Três Lagoas, passou a denominar-se Francisco Cândido Xavier por força da Lei Municipal nº 1.804, de 10 de setembro de 2002, proposta e apresentada por Márcia Moura como Projeto de Lei ao Plenário da Câmara, em seu segundo mandato de vereadora, na Legislatura do período de 2001 a 2004.
Chico Xavier, o homem que semeou o amor – A placa que dá denominação a esta viela “presta homenagem a um homem que semeou o amor, a paz e a bondade. Chico Xavier foi uma figura carismática que só falou e fez o bem”, destacou o desembargador Joenildo de Souza Chaves.

“Três Lagoas é uma terra de amor e solidariedade, onde todas as pessoas hoje se dão bem”, observou o jornalista Altamirando Carneiro. Para o vereador Adão, “Temos que procurar anunciar e viver em busca da paz e do amor, a exemplo do que viveu Chico Xavier”. “Se hoje temos uma placa de rua em homenagem a Chico Xavier, é porque tive essa honra e bênção de ser escolhida, como vereadora, para apresentar o Projeto que hoje se transformou em Lei”, observou a prefeita Márcia Moura.

Referindo-se ao Grupo Espírita que tem a denominação em homenagem a Chico Xavier, a prefeita comentou: “Aqui é um lugar de aprendizagem, onde recebemos somente mensagens de fé, paz e amor. Todos temos lições para aprender e exemplos a seguir e Chico Xavier é um mestre do amor para todos nós”.

“Três Lagoas tem essa homenagem a Chico Xavier graças ao empenho e garra do jornalista Luizinho e sua luta em busca de realizar e transformar essa rua no fato pioneiro, no Brasil, com relação ao reconhecimento do trabalho do Chico”, complementou a prefeita.
Fonte: Jornal de Uberaba

sábado, 15 de junho de 2013

Chico Xavier vence e é eleito O Maior Brasileiro de Todos os Tempos



A grande final de O Maior Brasileiro de Todos os tempos aconteceu na noite desta quarta, 3 de outubro, na sede do SBT, em São Paulo. Após encerrada a votação, o jornalista Carlos Nascimento anunciou Chico Xavier como o grande vencedor da competição.

Representado por Saulo Gomes, o ícone espírita obteve 71,4% dos votos do público pela internet e via SMS.

Chico Xavier sempre foi considerado um mensageiro do amor. Um homem sereno e humilde que tocou o espírito de seus seguidores. Com apenas 21 anos, psicografou o primeiro livro. Logo viriam mais publicações, os elogios e as críticas. Durante toda a sua vida, ele teve que lidar com acusações e desconfianças dos descrentes na sua obra. Sua mensagem chegou a milhões de pessoas. Muitos são os relatos de vidas transformadas através das suas palavras.




Biografia

Chico Xavier foi um dos maiores expoentes do espiritismo no Século XX. Da infância pobre ao reconhecimento internacional, ele nunca pensou nele, e sim, no próximo.

Depois de conhecer seu guia espiritual, Chico levou o dom psicográfico às livrarias. Autores falecidos puderam continuar suas obras através do médium. Foram mais de 400 obras psicografadas e publicadas em diversos idiomas, uma vendagem superior a 50 milhões de exemplares.

Chico Xavier nunca ficou com um centavo do dinheiro arrecadado com as vendas. Toda renda, desde o seu primeiro livro, foi destinada a instituições espíritas e a seus trabalhos sociais, que ajudou sempre os mais necessitados.

O médium recebeu dezenas de homenagens de várias cidades. Porém, humildemente achava que esta admiração pertencia à doutrina espírita e não a ele.

Chico também era uma ponte de conforto para milhares de mães que buscavam nele a esperança de contato com os filhos já mortos. Um trabalho que passou a ter notoriedade graças ao seu empenho e disciplina.





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Curiosidades


• Chico Xavier venceu Ayrton Senna na fase semifinal do programa, com 63,8% dos votos.

• Sempre usava óculos escuros porque sofria de um tipo de catarata que não tinha cura.

• Aos 4 anos, Chico Xavier dizia que via espíritos. O pai pensou que o menino estava com o “demônio no corpo”.

• O primeiro livro de Chico Xavier tinha 259 poesias ditadas por 56 poetas mortos, entre eles Olavo Bilac e Castro Alves.

• Durante sua vida, Chico Xavier nunca ganhou dinheiro como médium. Trabalhou como operário e foi até datilógrafo.

• Emmanuel, o mentor espiritual de Chico Xavier, já teria vivido como um senador romano, um escravo e até mesmo um padre.

• A estreia do filme Chico Xavier ocorreu no mesmo dia em que o médium completaria 100 anos se estivesse vivo.

• Mesmo com problemas de saúde, como hérnia de disco e angina, Chico Xavier cumpriu sua missão espírita por toda a vida.

• Viajou para os Estados Unidos, em 1965, com intuito de divulgar o espiritismo no exterior.

• Tinha uma única vaidade: usava peruca para esconder sua calvície.

• Chico Xavier psicografou cerca de 10 mil cartas de desencarnados durante toda sua vida.






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Chico Xavier

“Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim.”

A simplicidade desceu à Terra e em 02 de abril de 1910 na cidade mineira de Pedro Leopoldo nascia Francisco de Paula Cândido, nosso querido Chico Xavier. O “Cisco” como ele mesmo costumava se chamar.

Conta uma lenda que no final de março daquele ano, numa várzea próxima a Fazenda Modelo, ocorreu uma inédita aglomeração de garças que se misturando com os lírios da região formaram um todo branco e harmonioso.
Assim contou o poeta e historiador José Issa Filho: “e na manhã deste dia, bem cedo, as garças embranqueceram vários trechos do azul do nosso céu, voando aos bandos, sem a menor pressa, num ritual de graça e leveza, com as penas refletindo a luz do sol e espalhando o suave perfume dos lírios pelo povoado de Pedro Leopoldo”.
Difícil existir uma história de vida mais bela que a de Chico. Nascido em família pobre, perdeu a mãe aos cinco anos de idade e sofreu maus tratos quando teve de ir morar com a madrinha. Voltou a casa do pai que o obrigou a trabalhar muito cedo para ajudar nas despesas do lar. A sua mediunidade logo se manifestou causando-lhe inúmeros problemas, inclusive uma tentativa de internação forçada num abrigo para loucos. Conseguiu evitar a internação, mas foi obrigado abandonar a leitura que tanto gostava e trabalhar numa fábrica de tecidos, o que lhe deixou sequelas pelo resto da vida.
Aos dezessete anos iniciou os estudos do espiritismo e mais tarde fundou o Centro Espírita Luiz Gonzaga, onde psicografou suas primeiras cartas. Em 1931 conheceu o espírito Emanuel que seria seu mentor espiritual, a partir daí tem início uma vida de dedicação e ajuda ao próximo das mais notáveis, tornando-se um dos brasileiros mais amados e admirados do país.
Chico vendeu mais de cinquenta milhões de exemplares dos quase quinhentos livros psicografados e doou toda renda para instituições de caridade. Psicografou mais de dez mil cartas gratuitamente, consolando mães e familiares de desencarnados. Recebeu muitas homenagens sendo inclusive indicado em 1981 para o Prêmio Nobel da Paz.
Já bastante debilitado fisicamente, mas resplandecendo muita luz em seu corpo espiritual, retornou ao Mundo Maior em 30 de junho de 2002, dia em que a seleção brasileira de futebol tornava-se pentacampeã mundial. Escolheu desencarnar neste dia de festas para ninguém ficar triste com sua partida. Coisas do Chico.
A vinda de Chico Xavier à Terra representou muito mais do que já foi dito acima. Ele foi personagem importante no plano divino de aceleração evolutiva da humanidade. Sua principal missão foi difundir e popularizar a doutrina espírita, trazendo a público dois novos e importantes conceitos da Criação: a Reencarnação e o Carma.
É sabido que a evolução espiritual não dar saltos e Deus em sua sabedoria nos envia periodicamente seus filhos mais graduados para nos trazer o conhecimento das verdades divinas. Em 1804 nasceu na França Hippolyte Léon Denizard Rivail, o codificador da doutrina espírita que mais tarde ficou conhecido como Allan Kardec. Chico veio em seguida dar continuidade ao trabalho e divulga-lo para o Brasil e o mundo.
Alguns espíritas não compreendem isso e tentam rivaliza-los, ora diminuindo um e enaltecendo o outro e vice-versa. Outros acreditam serem os dois reencarnação do mesmo espírito, não observando as diferentes personalidades que os individualiza.
Obrigado Chico, seu trabalho deu bons frutos por todo o Brasil e hoje estamos mais bem preparados para assumir nosso papel no mundo de Nação Espiritual do Futuro.
Fonte: Carlos A S Sales

Denominação foi propositura de Lei da prefeita Márcia Moura quando vereadora do PMDB, na Legislatura 2001 a 2004

Esta foi a primeira homenagem oficial que Chico Xavier recebeu após sua morte, em 30 de junho de 2002, em Uberaba (MG)

 
Ricardo Mendes
Prefeita Marcia Moura em visita ao Centro Espírita José Grosso e Maria João de Deus (Foto: Assessoria de Imprensa)
A prefeita Marcia Moura (PMDB) esteve no Centro Espírita José Grosso e Maria João de Deus, na Vila Haro, na noite desta sexta-feira (14), para a solenidade de descerramento da placa de denominação da Viela Francisco Cândido Xavier.
A antiga Rua Amapá passou a denominar-se Viela Francisco Cândido Xavier, por força da Lei Municipal nº 1804, de 10 de setembro de 2002, proposta e apresentada por Marcia Moura como Projeto de Lei ao Plenário da Câmara, quando no segundo mandato de vereadora do PMDB, na Legislatura do período de 2001 a 2004.
Esta foi a primeira homenagem oficial que Chico Xavier recebeu após sua morte, em 30 de junho de 2002, em Uberaba (MG), como destacou o presidente do Centro Espírita José Grosso e Maria José, Luiz Corrêa da Silveira Júnior.
Participaram da solenidade: Desembargador e presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, Joenildo de Souza Chaves, acompanhado do coronel PM Carlos Garcia; vereador Adão José Alves – Adão da Apae (PMDB); coronel Moura (oficial reformado do Exército Brasileiro), pai da prefeita; e o jornalista Altamirando Carneiro, acompanhado do repórter fotográfico, França Cícero, ambos da cidade de Uberaba (MG).

HOMEM QUE SEMEOU O AMOR

A placa que dá a denominação a esta Viela “presta homenagem a um homem que semeou o amor, a paz e a bondade. Chico Xavier foi uma figura carismática que só falou e fez o bem”, destacou o Desembargador Joenildo.
“Três Lagoas é uma Terra de amor e solidariedade, onde todas as pessoas hoje se dão bem”, observou o jornalista Altamirando, convidado para proferir palestra naquela noite.
Para o vereador Adão da Apae, “temos que procurar anunciar e viver em busca da paz e do amor, a exemplo do que viveu Chico Xavier”, disse.
“Se hoje temos uma placa de rua em homenagem a Chico Xavier é porque tive essa honra e bênção de ser escolhida, como vereadora, para apresentar o Projeto que se transformou em Lei”, observou a prefeita Marcia Moura.
Referindo-se ao Centro Espírita que tem a denominação em homenagem aos pais de Chico Xavier, a prefeita comentou: “Aqui é um lugar de aprendizagem, onde recebemos somente mensagens de fé, paz e amor”, disse.
“Todos temos lições para aprender e exemplos a seguir e Chico Xavier é um mestre do amor para todos nós”, completou a prefeita de Três Lagoas.
Fonte: Perfil news

A Natureza é minha Mãe - Chico Xavier

A Natureza é minha Mãe.
O Universo é meu Caminho.
A Eternidade é meu Reino.
A Imortalidade é minha Vida.
A Mente é meu Lar.
O Coração é meu Templo.
A Verdade é meu Culto.
O Amor é minha Lei.
A Forma em si é minha Manifestação.
A Consciência é meu Guia.
A Paz é meu Abrigo.
A Experiência é minha Escola.
O Obstáculo é minha Lição.
A Dificuldade é meu Estímulo.
A Alegria é meu Cântico.
A Dor é meu Aviso.
A Luz é minha Realização.
O Trabalho é minha Bênção.
O Amigo é meu Companheiro.
O Adversário é meu Instrutor.
O Próximo é meu Irmão.
A Luta é minha Oportunidade.
O Passado é minha Advertência.
O Presente é minha Realidade.
O Futuro é minha Promessa.
O Equilíbrio é minha Atitude.
A Ordem é minha Senha.
A Beleza é meu Ideal.
A Perfeição é meu Destino.

Chico Xavier

ANGÚSTIA E PAZ

 
Previne-te contra a angústia.

Esta tristeza molesta, insidiosa, contínua, arrastante a estado perturbador.

Essa insatisfação injustificável, perseverante, penosa, conduz-te a desequilíbrio imprevisível.

Aquela mágoa que conservas, vitalizada pela revolta sem lógica, impele-te a desajuste insano.

Isto que te assoma em forma de melancolia, que aceitas, empurra-te a abismo sem fundo.

Isso que aflora com freqüência, instalando nas tuas paisagens mentais de pressão constante, representa o surgimento de problema grave.

Aquilo que remóis, propiciando-te dor e mal-estar, impele-te a estados infelizes, que te atormentam.

A angústia possui gêneses várias.

Procede de erros que se encontram fixados no ser desde a reencarnação anterior, como matriz que aceita motivos verdadeiros ou não, para dominar quem deveria envidar esforços por aplainar e vencer as impressões negativas e as compulsões torpes.

Realmente não há motivos que justifiquem os estados de angústia. 
A angústia entorpece os centros mentais do discernimento e desarticula os mecanismos nervosos, transformando-se em fator positivo de alienações. 
Afeta o psiquismo, o corpo e a vida, enfermando o espírito.

Rechaça a angústia, pondo sol nas tuas sombras-problemas.

Não passes recibo aos áulicos da melancolia e dispersa com a prece as mancomunações que produzem angústia.

Fomenta a paz, que é o antídoto da angústia.

Exercita a mente nos pensamentos otimistas e cultiva a esperança.

Trabalha com desinteresse, fazendo pelo próximo o que dizes dele não receber.

A paz é fruto que surge em momento próprio, após a germinação e desenvolvimento do bem no coração.

Jamais duvide do amor de Deus.

Fixado aos propósitos de crescimento espiritual, transfere para depois o que não logres agora, agindo com segurança.

Toda angústia dilui-se na água corrente da paz.
pelo Espírito Joanna de Ângelis
Médium: Divaldo Franco
Fonte: Centro Espírita Caminhos de Luz-Pedreira-SP-Brasil


Chico Xavier recebe Bezerra de Menezes

Quando morreu, em 2002, aos 92 anos, havia muito que Chico Xavier fazia parte dos mitos vivos brasileiros. Médium e grande divulgador do espiritismo no Brasil, Xavier morreu envolto numa aura de santidade sustentada por seus inúmeros seguidores. O governador Itamar Franco decretou luto oficial de três dias em Minas Gerais, e o presidente Fernando Henrique Cardoso emitiu nota celebrando a “figura querida e admirada pelo Brasil inteiro”.
Para o menino mineiro de Pedro Leopoldo, que cedo ficou órfão de mãe, foi de fato uma trajetória impressionante. Xavier é ainda hoje, depois de Paulo Coelho e Jorge Amado, o autor brasileiro com o maior número de livros vendidos.
A carta reproduzida nesta página foi escrita de sua cidade natal em 1973 e dirigida a um dentista, de quem agradece a “valiosa cooperação em nossas tarefas”. No último dia do ano, manda-lhe, num cartão florido, uma “mensagem ligeira” de boas festas e aconselha o amigo a tratar sua doença com um médico formado, afastando a hipótese de qualquer intervenção não ortodoxa:
 

“Comunico ao bom amigo que o nosso caro amigo Dr. Bezerra de Menezes, nosso benfeitor espiritual de sempre, é de parecer que o prezado amigo, em seu tratamento, deve atender às diretrizes de seu médico de confiança. Se o seu médico indicar o tratamento cirúrgico, e se o estimado amigo concordar em submeter-se à operação, é aconselhável satisfazer a esta medida, mas sempre subordinando o assunto à sua aprovação, porque é através de sua própria intuição que os amigos espirituais se farão sentir, doando-lhe as inspirações que forem necessárias”.

CHICO XAVIER VIVEU E MORREU POBRE

De vez em quando surgem notícias de que Chico Xavier teria arrependimento por não receber dinheiro das obras por ele psicografadas. Em defesa da ilibada reputação moral de Chico Xavier, desencarnado em 30 de junho de 2002, trazemos o depoimento de como o médium mineiro foi visto pelo jornalista Artur da Távola, ex-senador da República, num trecho de sua crônica de 26/5/80, publicada no jornal O Globo:
"A FIGURA DE COMUNICAÇÃO - Além da aura de paz e pacificação que parte dele, há outro elemento poderoso a explicar o fascínio e a durabilidade da impressionante figura de comunicação de Francisco Cândido Xavier: a grande seriedade pessoal do médium, a dedicação integral de sua vida aos que sofrem e o desinteresse material absoluto. A canalização de todo o dinheiro levantado em direitos autorais para as variadíssimas atividades assistenciais espíritas dão a Chico Xavier uma autoridade moral (...) que o coloca entre os grandes líderes religiosos do nosso tempo".
Ora, como Chico Xavier iria se arrepender do que fez durante toda a sua vida, ponto de honra da sua postura perante as obras produzidas pelos espíritos que não lhe pertencia. A vida de Chico desmente qualquer aleivosia aventada desse arrependimento, pois ele nunca se beneficiou da indústria da fé.
Chico Xavier, como se sabe, psicografou mais de 400 livros, totalizando milhões de exem­plares vendidos no Brasil e no exterior, dos quais, jamais auferiu qualquer vantagem finan­ceira. Sempre viveu às cus­tas do seu trabalho como operário balconista e mo­desto funcionário público. As obras por ele psicografadas foram traduzidas para o castelhano, francês, in­glês, grego, japonês, esperanto, tcheco, e transcritas em braille. Todos os direi­tos autorais foram transferidos para instituições bene­ficentes. Ele viveu e morreu pobre.
Gerson Simões Monteiro
Vice-Presidente da FUNTARSO
E-mail: gerson@radioriodejaneiro.am.br

Decálogo do Aperfeiçoamento

1 –Diminua as próprias necessidades e aumente as suas concessões.

2 –Intensifique o seu trabalho e reduza as quotas de tempo inaproveitado.

3 –Eleva as idéias e reprima os impulsos.

4 –Liberte o “homem do presente”, na direção de Jesus e aprisione o “homem do passado” que ainda vive em você.

5 –Vigie os seus gestos, estendendo os gestos alheios.

6 –Persevere no estudo nobre, reconhecendo na vida a escola sagrada de nossa ascensão para Deus.

7-Julgue a você mesmo e desculpe indistintamente.

8 -Fale com humildade, ouvindo com atenção.

9-Medite realizando e ore servindo.

10-Confie no Amor do Eterno e renda culto diário às obrigações em que Ele Mesmo nos situou.

Autor: André Luiz
Psicografia de Chico Xavier. Livro: Ideal Espírita

Paz e luz


Perante os amigos
Autor: André Luiz
Médium: Francisco Cândido Xavier
Quem diz que ama e
não procura compreender e nem auxiliar,
nem amparar e nem servir, não saiu de si mesmo ao encontro do amor em alguém.
A amizade verdadeira não é cega, mas se enxerga defeitos nos
corações amigos, sabe amá-los e
entendê-los mesmo assim.
Teremos vencido o egoísmo em nós quando
nos decidirmos a ajudar os entes amados a realizarem a felicidade própria,
tal qual entendem eles deva ser a felicidade que procuram, sem cogitar de nossa própria felicidade.
Em geral, pensamos que nossos amigos pensam como pensamos, no entanto, precisamos
reconhecer que os pensamentos deles são criações originais deles próprios.
A ventura real da amizade é o bem dos entes queridos.
Assim como espero que os amigos me aceitem como sou, devo, de minha parte, aceitá-los como são.
Toda vez que buscamos desacreditar esse ou aquele amigo, depois de havermos trocado convivência e
intimidade, estaremos desmoralizando a nós mesmos.
Em qualquer dificuldade com as relações afetivas é preciso lembrar que
toda criatura humana é um ser inteligente em transformação incessante, e, por vezes,
a mudança das pessoas que amamos não se verifica na direção de nossas próprias escolhas.
Quanto mais amizade você der, mais amizade receberá.
Se Jesus nos recomendou amar os inimigos,
imaginemos com que imenso amor nos compete amar aqueles que nos oferecem o coração.
Fonte: Espirit Book - Postado por Ubirajara de Araujo Curcino


Recadinhos de Emmanuel

Não duvides

“... O que duvida é semelhante à onda do mar, que é
levada pelo vento e lançada de uma para outra parte.”
– Tiago. (Tiago, 1:6.)

Em teus atos de fé e esperança, não permitas que a dúvida se
interponha, como sombra, entre a tua necessidade e o poder do
Senhor.
A força coagulante de teus pensamentos, nas realizações que
empreendes, procede de ti mesmo, das entranhas de tua alma,
porque somente aquele que confia consegue perseverar no levantamento
dos degraus que o conduzirão à altura que deseja atingir.
A dúvida, no plano externo, pode auxiliar a experimentação,
nesse ou naquele setor do progresso material, mas a hesitação no
mundo íntimo é o dissolvente de nossas melhores energias.
Quem duvida de si próprio, perturba o auxílio divino em si
mesmo.

Emmanuel/Chico Xavier

Fonte: Espirit Book - Postado por Nilza Garcia 

VINTE MODOS

Modos com que nós, espíritas, perturbamos a marcha do Espiritismo:
- Esquecer a reforma íntima.
- Desprezar os deveres profissionais.
- Ausentar-se das obras de caridade.
- Negar-se ao estudo.
- Faltar aos compromissos sem justo motivo.
- Rogar privilégios.
- Escapar deliberadamente dos sofredores para não prestar-lhes pequeninos serviços.
- Colocar os princípios espíritas à disposição de fachadas sociais.
- Especular com a Doutrina em matéria política.
- Sacrificar a família aos trabalhos da fé.
- Açambarcar muitas obrigações, recusando distribuir a tarefa com os demais companheiros ou não abraçar incumbência alguma, isolando-se na preguiça.
- Afligir-se pela conquista de aplausos.
- Julgar-se indispensável.
- Fugir ao exame imparcial e sereno das questões que concernem à clareza do Espiritismo, acima dos interesses e das pessoas.
- Abdicar do raciocínio, deixando-se manobrar por movimentos ou criaturas que tenham sutilmente ensombrar a área do esclarecimento espírita com preconceitos e ilusões.
- Ferir os outros com palavras agressivas ou deixar de auxiliá-los com palavras equilibradas no momento preciso.
- Guardar melindres.
- Olvidar o encargo natural de cooperar respeitosamente com os dirigentes das instituições doutrinárias.
- Lisonjear médiuns e tarefeiros da causa espírita.
- Largar aos outros responsabilidade que nos competem.
ANDRÉ LUIZ


quinta-feira, 13 de junho de 2013

.Biografia de ANDRÉ LUIZ


"Quero trabalhar e conhecer a satisfação dos cooperadores anônimos da felicidade alheia. Procurarei a prodigiosa luz da fraternidade através do serviço às criaturas, olvidando o próprio nome que deixo para trás por amor a Deus e a elas. Revisto-me transitoriamente de outra personagem para melhor ensinar e amparar. Sou André Luiz."
O ano de 1944 marca a estréia de André Luiz no mercado editorial espírita brasileiro, revolucionando, de certo modo, a concepção geral acerca da vida pós-túmulo. "Nosso Lar" descreve as atividades de uma cidade espiritual próxima à Terra, e transforma-se em objeto de estudo, discussão e deslumbramento nos círculos espíritas do país.
Portas até então cerradas se abrem de par em par, revelando vida e trabalho, continuidade e justiça onde imperavam dúvidas e suposições.
Todos querem saber mais sobre o autor.
André Luiz não é o seu verdadeiro nome.
Dele sabe-se apenas que foi médico sanitarista, no século iniciante, e que exerceu sua profissão no Rio de Janeiro, Brasil. Segundo suas próprias palavras, optou pelo anonimato, quando da decisão de enviar notícias do além-túmulo, por compreender que "a existência humana apresenta grande maioria de vasos frágeis, que não podem conter ainda toda a verdade".
Declara Emmanuel, no prefácio de "Nosso Lar", que ele, "por trazer valiosas impressões aos companheiros do mundo, necessitou despojar-se de todas as convenções, inclusive a do próprio nome, para não ferir corações amados, envolvidos ainda nos velhos mantos da ilusão."
Imensa curiosidade cerca a personalidade do benfeitor e aventam-se hipóteses, sem que se chegue à sua real identidade.
André Luiz, no entanto, fiel ao desejo de servir sem láureas, e atento ao compromisso com a verdade, prossegue derramando bênçãos em forma de livros, sem curvar-se à curiosidade geral.
Importa o que tem a dizer, de espírito à espírito.
A vaidade do nome ou sagrações passadas já não encontram eco em seu coração lúcido e enobrecido.
André Luiz foi, positivamente, dentre todos os Benfeitores que escreveram aos encarnados o que manteve fidelidade maior aos postulados espíritas, notadamente à Allan Kardec. O seu trabalho, no que concerne à forma e ao fundo, notabiliza-se em tudo pelo respeito e lealdade mantidos, ao longo do tempo, ao Codificador e à Codificação.
Por mais de quatro décadas, André Luiz trabalhou ativamente junto a Seara Espírita, lhe exornando a excelência e clarificando caminhos.
Chico Xavier, o médium que serviu de "ponte", hoje desencarnado, não pode mais oferecer mão segura à transmissão de seus ensinamentos luminosos.
Não sabemos se André Luiz retornará pela mão de outro médium.
Deste modo, resta apenas, aos espíritas e admiradores, o estudo de sua obra magnífica, calando interrogações para ater-se às lições ministradas, de mente despojada e coração agradecido.
Como ele, certamente, aguarda seja feito. (©Lori Marli dos Santos - Instituto André Luiz. Todos os direitos autorais reservados conforme Lei 9.610, de 19.02.98)
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O HOMEM - André Luiz traça de si mesmo um perfil comum, previsível, sem nuances ou grandezas espirituais. Logo nas primeiras páginas de "Nosso Lar", diz, referindo-se à sua personalidade de então: "Filho de pais talvez excessivamente generosos, conquistara meus títulos universitários sem maior sacrifício, compartilhara os vícios da mocidade do meu tempo, organizara o lar, conseguira filhos, perseguira situações estáveis que garantissem a tranqüilidade econômica do meu grupo familiar, mas, examinando atentamente a mim mesmo, algo me fazia experimentar a noção do tempo perdido, com a silenciosa acusação da consciência. Habitara a Terra, gozara-lhe os bens, colhera as bênçãos da vida, mas não lhe retribuíra ceitil do débito enorme. Tivera pais, cuja generosidade e sacrifícios por mim nunca avaliei; esposa e filhos que prendera, ferozmente, nas teias rijas do egoísmo destruidor. Possuí um lar que fechei a todos os que palmilhavam o deserto da angústia. Deliciara-me com os júbilos da família, esquecido de estender essa bênção divina à imensa família humana, surdo a comezinhos deveres de fraternidade."
O APRENDIZ - É possível acompanhar esta personalidade em André Luiz por quase todo primeiro volume da série "Nosso Lar". No Umbral, irrita-se com a pecha de suicida e tenta reunir forças para esmurrar os agressores, sem sucesso; já em Nosso Lar, ainda frágil, ofende-se com as verdades que o médico espiritual lhe declara, analisando seu desencarne prematuro; recuperado, quer trabalhar, ansiando pelo velho cargo de médico, sem cogitar de suas reais possibilidades no campo da medicina espiritual; junto à mãezinha, queixa-se choroso de suas dores e dificuldades, infantilizando-se; nas Câmeras de Retificação, como homem comum e de passado vicioso, é levado a encarar, face a face, a mulher que infelicitou um dia, na juventude distante; fiel e apegado egoisticamente à esposa deixada na Terra, se abstrai de partilhar momentos de lazer e amizade com o elemento feminino, deixando de acompanhar Lísias e demais amigas ao Campo da Música.
É só a pouco e pouco que André se conscientiza de sua nova posição e responsabilidades. Chora com freqüência, ouvindo verdades que não toleraria na Terra, ali orgulhoso e arrogante; aprende humildade a duros golpes; observa, ouve, pergunta, medita...
Assim o vemos crescendo com as dificuldades e superando desafios, no intuito sincero de se aprimorar. Auxilia Elisa, a jovem infelicitada, serve aos doentes das Câmaras de Retificação com redobrado carinho, sendo-lhes, não o médico, mas o irmão dedicado e vigilante; aceita as recomendações de Genésio e de sua mãe, vigiando pensamentos e sentimentos inferiores, para aprender a calar queixas e mágoas improcedentes; e, finalmente, buscando a integração perfeita com o clima harmonioso e elevado de Nosso Lar, através do trabalho e da renovação íntima, recebe a ansiada autorização para retornar ao lar terrestre, o qual não mais pudera visitar.
O NOVO HOMEM - Sentindo-se qual criança, na companhia dos Mentores que lhe patrocinaram o regresso à casa, não contém em si a alegria e o júbilo de retornar aos seus. Adentra a antiga morada, estranhando a decoração e dando por falta de detalhes, como um gracioso retrato da família que adornava a entrada, embelezando-a singularmente. Ainda assim, feliz e exultante, corre ao encontro de Zélia, sua amada esposa, gritando-lhe sua saudade e seu amor, mas ela não o ouve. Desapontado, abraça-se à ela, mas em vão: Zélia parece completamente indiferente ao seu carinho e ao seu abraço.
Então, ouvindo-a conversar com alguém, descobre-lhe o segundo casamento: "Mas doutor, salve-o, por caridade! Peço-lhe! Oh, não suportaria uma segunda viuvez."
André Luiz descreve assim sua decepção e seu sofrimento: "Um corisco não me fulminaria com tamanha violência. Outro homem se apossara de meu lar. A esposa me esquecera. A casa não mais me pertencia. Valia a pena ter esperado tanto para colher semelhantes desilusões?"
E prossegue, recordando os duros momentos de sua volta ao lar terreno: "Corri ao meu quarto, verificando que outro mobiliário existia na alcova espaçosa. No leito estava um homem de idade madura, evidenciando melindroso estado de saúde... De pronto, tive ímpetos de odiar o intruso com todas as forças, mas já não era eu o mesmo homem de outros tempos... Assentei-me decepcionado e acabrunhado, vendo Zélia entrar no aposento e dele sair, acariciando o enfermo com a ternura que me coubera noutros tempos... Minha casa pareceu-me, então, um patrimônio que os ladrões e os vermes haviam transformado. Nem haveres, nem títulos, nem afetos! Somente uma filha ali estava de sentinela ao meu velho e sincero amor."
À tardinha do dia seguinte, André recebe a visita de Clarêncio, que, percebendo seu abatimento, lhe diz: "Compreendo suas mágoas e rejubilo-me pela ótima oportunidade deste testemunho... Apenas não posso esquecer que aquela recomendação de Jesus para que amemos a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos, opera sempre, quando seguida, verdadeiros milagres de felicidade e compreensão, em nossos caminhos."
André pondera o alcance das palavras de Clarêncio e, sentindo-se realmente renovado, um outro homem, a quem o Senhor havia chamado aos ensinamentos do amor, da fraternidade e do perdão, reflete com mais serenidade: "Afinal de contas, por que condenar o procedimento de Zélia? E se fosse eu o viúvo na Terra? Teria, acaso, suportado a prolongada solidão? Não teria recorrido a mil pretextos para justificar novo consórcio? E o pobre enfermo? Por que odiá-lo? Não era também meu irmão na Casa de Nosso Pai? Precisava era, pois, lutar contra o egoísmo feroz..."
De imediato, procura auxiliar a Ernesto, o novo esposo de Zélia, mas sente-se enfraquecido, debilitado, compreendendo então o valor do amor e da amizade, alimentos confortadores absorvidos em Nosso Lar.
Em prece, clama o auxílio de Narcisa, sua grande amiga das Câmaras de Retificação. Juntos dirigem-se à Natureza exuberante, dali retirando os elementos curativos à enfermidade do doente.
Recuperado o enfermo, e restituindo a alegria à antiga morada, André Luiz retorna a Nosso Lar, sentindo-se jubiloso e renovado. Mas ao chegar, imensa surpresa o aguarda: Clarêncio, em companhia de dezenas de amigos, vêm ao seu encontro, saudando-o, generosos e acolhedores. O bondoso velhinho se adianta,e, estendendo-lhe a mão, diz, comovido:
"Até hoje, André, você era meu pupilo na cidade; mas, doravante, em nome da Governadoria, declaro-o cidadão de Nosso Lar."
O MENSAGEIRO - Imensa transformação opera-se no íntimo de André. "Compelido a destruir meus castelos de exclusivismo injusto, senti que outro amor se instalava em minhalma", diz. Volta a freqüentar o ninho doméstico, não mais como senhor, mas como alguém "que ama o trabalho da oficina que a vida lhe designou"; auxilia a Zélia, o quanto está em suas forças, ampara os filhos e evita encarar o segundo marido como o intruso que lhe roubou o amor da companheira do mundo.
Alegre esperança se lhe desenha no espírito, mas sente-se vazio, de alguma forma, entediado. Compreendendo-lhe a transformação, diz-lhe Narcisa: "André, meu amigo, você vem fazendo a renovação mental. Em tais períodos, extremas dificuldades espirituais nos assaltam o coração... Sei que você experimenta intraduzível alegria ao contato da harmonia universal, após o abandono de suas criações caprichosas, mas reconheço que, ao lado das rosas de júbilo, defrontando os novos caminhos que se descerram para sua esperança, há espinhos de tédio nas margens das velhas estradas inferiores que você vai deixando para trás. Seu coração é uma taça iluminada aos raios do alvorecer divino, mas vazia dos sentimentos do mundo que a encheram por séculos consecutivos."
"Não poderia, eu mesmo, formular tão exata definição do meu estado espiritual", comove-se André Luiz. E conhecendo-o bem, seu temperamento agitado, Narcisa sugere, com felicidade: "Creio deve você aproveitar os novos cursos de serviço, instalados no Ministério da Comunicação. Muitos companheiros nossos habilitaram-se a prestar concurso na Terra, nos campos visíveis e invisíveis ao homem, acompanhados, todos eles, por nobres instrutores. Poderia você conhecer experiências novas, aprender muito e cooperar com excelente ação individual. Por que não tenta?"
André sente-se então dominado por esperanças diferentes, relativamente às suas tarefas, conforme afirma. Levado por Tobias até a residência de Aniceto, entidade que se ligaria fundamente à sua vida espiritual, mantêm com ele fraterno diálogo, cientificando-se do trabalho e das novas responsabilidades porvindouras.
André aceita, jubiloso, a nova e fascinante etapa existencial. E diz: "Misteriosa alegria dominava-me todo, sublimada esperança iluminava-me os sentimentos. Aquele desejo ardente de colaborar em benefício dos outros, que Narcisa me acendera no íntimo, parecia encher, agora, a taça vazia do meu coração.
Trabalharia sim. Conheceria a satisfação dos cooperadores anônimos da felicidade alheia. Procuraria a prodigiosa luz da fraternidade, através do serviço às criaturas."
E olvidando o próprio nome, que deixa para trás por amor à Deus e as criaturas, reveste-se transitoriamente de outra personagem, para melhor ensinar e amparar.
Surge André Luiz.
SUA OBRA: NOSSO LAR, OS MENSAGEIROS, MISSIONÁRIOS DA LUZ, OBREIROS DA VIDA ETERNA, NO MUNDO MAIOR, AÇÃO E REAÇÃO, LIBERTAÇÃO, ENTRE A TERRA E O CÉU, NOS DOMÍNIOS DA MEDIUNIDADE, MECANISMOS DA MEDIUNIDADE, EVOLUÇÃO EM DOIS MUNDOS, CONDUTA ESPÍRITA, SEXO E DESTINO, DESOBSESSÃO, E A VIDA CONTINUA, AGENDA CRISTÃ, SOL NAS ALMAS, SINAL VERDE, ENDEREÇOS DE PAZ, OPINIÃO ESPÍRITA, ESTUDE E VIVA (estes dois últimos com Emmanuel).
Muitos outros livros ainda compõem este acervo, além de centenas de mensagens distribuídas nos inúmeros livros de Chico Xavier.

BIOGRAFIA EXCLUSIVA DO SITE ESPÍRITA ANDRÉ LUIZ
Fonte: espirit Book - Postado por NEUZA MARIA R. BISCHOFF