sábado, 20 de abril de 2013

Doutrina Espirita


Desde os primórdios dos tempos indagações, como quem somos?, de onde viemos?, para onde vamos?, o que fazemos aqui?, fazem parte de questionamentos que tentamos desvendar. Para dar respostas, muitos cientistas, filósofos e religiosos se debruçam em estudos que possam esclarecer essas interrogações.
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Há 156 anos, o pedagogo francês Hippolyte-Leon Denizard Rivail, discípulo do educador Johann Pestalozzi, estudou fenômenos “sobrenaturais” conhecidos como mesas girantes e que movimentavam a sociedade no Velho Mundo. Na época, após os saraus realizados nos mais elegantes salões europeus, as mesas eram alvo de curiosidade, pois moviam-se, erguiam-se no ar e respondiam a questões mediante batidas no chão.
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Após intenso estudo, recorrendo a métodos científicos, Hippolyte, que assumiu depois do trabalho de pesquisa o pseudônimo Allan Kardec, apresentava o primeiro livro da codificação espírita, “O Livro dos Espíritos”, editado em 18 de abril de 1857. A doutrina espírita, como define Kardec, é uma ciência que trata da natureza, origem e do destino dos Espíritos, bem como de suas relações com o mundo corporal. Ela está fundamentada em um tríplice aspecto: ciência, filosofia e religião.
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O espiritismo esclarece que todos que habitamos o planeta Terra temos como único propósito: o aperfeiçoamento. Esse melhoramento só se atinge com uma transformação íntima. Como conseguir isso numa jornada de 60, 70, 80 anos? Ora, numa só existência é pedir demais para eliminarmos imperfeições, como egoísmo, orgulho, vaidade e tantas outras mazelas. Como habitar o Céu com tantos defeitos? Vamos então para o Inferno?
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O espiritismo nos mostra que nada mais lógico do que pensar numa nova oportunidade dada por Deus e que também foi lembrada por Jesus, que é renascer novamente. Ou seja, a reencarnação. Para muitos, essa tese é um absurdo. Respeitamos o ponto de vista contrário, mas lembramos que em outros momentos da história da humanidade, muitas questões foram consideradas impossíveis e improváveis, mas o tempo acabou por comprová-las. Contudo, vale estudar, analisar e meditar. Não seria bondade divina a concessão de uma nova chance de voltarmos aqui, neste mundo, e corrigirmos os equívocos de ontem? É por isso que uma das máximas da doutrina Espírita reafirma que é preciso “nascer, morrer, renascer ainda e progredir sempre, tal é a lei”. O codificador lembra que “Fé inabalável só o é a que pode encarar frente a frente a razão, em todas as épocas da humanidade”. E é interessante observarmos, por exemplo, que a reencarnação vem sendo estudada por cientistas, psicólogos e psiquiatras. Aliás, quem tiver interesse assista ao filme “Minha Vida na Outra Vida”, baseados em fatos reais, e que se encontra disponível na internet.
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O rótulo religioso, por si só, não representa uma tranquilidade para a alma. Essa tranquilidade é conquistada com esforço íntimo de melhora. É preciso lembrar o Cristo e viver o que Ele ensinou: “Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo”. Essa proposta é apresentada por Kardec como “fora da caridade não há salvação”. Sigamos sempre o caminho do bem, fazendo para os outros aquilo que gostaríamos que fosse feito para nós.
Fonte: Correio de Uberlândia

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