quinta-feira, 25 de abril de 2013

Antônio Roberto Fontana declara: "Chico Xavier é a carta viva do Evangelho em nosso tempo".


HOMENAGEM A CHICO XAVIER: ENTREVISTA DE ANTÔNIO ROBERTO FONTANA, AMIGO DO MÉDIUM
Por Fabio Sousa, 18/04/2013
Meu amigo Antônio Roberto Fontana também o é de Chico Xavier. Hoje, ele nos fala sobre sua vivência ao lado do nosso Francisco Cândido e do que o mesmo representa para todos nós.
FONTANA, À ESQUERDA, EM REFEIÇÃO NA CASA DE CHICO XAVIER EM UBERABA
FABIO SOUSA: Amigo Fontana, muito obrigado por aceitar responder à nossa entrevista. Nos anos em que você militou no Espiritismo ao lado de Chico Xavier, que fatos o marcaram a respeito do médium?
ANTÔNIO ROBERTO FONTANA: Os fatos marcantes nos encontros com o querido Chico Xavier foram muitos... Eu, residindo em Belo Horizonte, não era comum visitar Chico em Uberaba. Nas ocasiões em que lá estive, sempre em companhia de D. Neném (Maria Philomena Aluotto Berutto, presidente de nossa União Espírita Mineira) e José Martins Peralva, participávamos das reuniões no Grupo Espírita da Prece, e, em seguida, isso sim, que era maravilhoso, íamos para a residência de Chico, nós e algumas poucas pessoas. Ali, a reunião prosseguia até altas horas, com Chico sempre bem humorado, conversando, contando muitas histórias. Depois dessas reuniões, ao sairmos, Chico nos convidava para o almoço no dia seguinte. Aí era outra festa. Nessas ocasiões, pouquíssimas pessoas participavam desse almoço. E à mesa, lembro-me, o Chico sempre conversando, fazia esclarecimentos sobre pontos de nossa Doutrina Espírita a nós. Em muitas outras ocasiões, eu e meus amigos, Peralva e D. Neném, encontrávamos com Chico em suas visitas à sua cidade, Pedro Leopoldo, em fins de ano e outras visitas esporádicas. Nessas ocasiões, as conversas iam até quase ao amanhecer, e, em outras, durante todo o dia, quando acontecia da visita ser durante o dia.
FABIO SOUSA: Qual o significado de Chico Xavier para a humanidade?
ANTÔNIO ROBERTO FONTANA: Para mim, Chico Xavier significa para a humanidade uma Nova Era. Ele, de fato, é um autêntico representante da Espiritualidade Superior na Terra. É o protótipo do homem do futuro. O seu rastro de luz é para toda a humanidade. Seus ensinos, exemplo de vivência, os livros que deixou, serão para todas as épocas objeto de estudo.


O AMIGO FONTANA BEM AO LADO DO CHICO
FABIO SOUSA: Você já ouviu Chico dizer que ele é Allan Kardec, direta ou indiretamente? Caso sim, como foi?
ANTÔNIO ROBERTO FONTANA: Não. Nunca ouvi nada de Chico sobre esse assunto. Toda vez que alguém tocava nesse assunto com ele, se esquivava e saía de fininho, com as conversas mais desconexas. Mas, pelo que sei, nos últimos tempos, antes de sua desencarnação, ele já não fugia muito desse assunto. Fato interessante é a mensagem “A Volta de Allan Kardec”, recebida pelo médium Antônio Baduy, recebida perante uma multidão na reunião chamada Cometrim, onde, sem dizer o nome, fica claro que se trata de Chico ser a reencarnação do Codificador. Chico, que enviava periodicamente mensagens em uma caixinha a determinados amigos espíritas (muitos amigos, aliás!), colocava nessas caixinhas a mensagem recebida pelo médium Baduy. Para mim, prova que Chico não só concordava com a mensagem, mas também confirmava ser ele o próprio Kardec reencarnado.
FABIO SOUSA: Eu, graças a Deus, sempre tenho um livro de Chico Xavier perto de mim, na cabeceira da minha cama, na escrivaninha, maleta, estante... estou sempre lendo algo psicografado ou a respeito do Chico e isso me faz muito bem. Os livros de Chico Xavier são extremamente profundos!... Qual a importância dos livros de Chico Xavier para a humanidade?
ANTÔNIO ROBERTO FONTANA: Como disse acima, os livros de Chico Xavier representam para a humanidade um manancial para estudo em todos os sentidos, pois mostram a realidade do mundo dos espíritos, a relação que existe entre encarnados e desencarnados, e, ainda mais, os livros atribuídos ao espírito André Luiz trarão para a ciência informações que elucidarão a criação do Universo, ou melhor, Universos, no que diz respeito à matéria, que a Física já começa a estudar com a chamada Física Quântica.
FABIO SOUSA: E a importância da vida de Chico Xavier para as pessoas como um todo?
ANTÔNIO ROBERTO FONTANA: A importância de Chico Xavier para as pessoas como um todo é que ele representa tudo que o ser humano necessita para crescer. Sua importância, conhecendo mesmo um pouco da vida desse ser, é que ele será sempre um roteiro a seguir. Ele é a carta viva do Evangelho em nosso Tempo.
FABIO SOUSA: O que de mais decisivo para a sua vida você aprendeu na convivência com Chico Xavier?
ANTÔNIO ROBERTO FONTANA: Quando ouvi pela primeira vez o nome de Chico Xavier, muito jovem ainda, já senti algo diferente. Estranhamente, mesmo sem saber detalhes de sua vida, senti que precisava conhecer esse homem. O que aprendi com Chico Xavier, e preciso aprender mais, é a convivência com meus semelhantes, com a paciência, amor ao próximo. Enfim, embora conhecendo esse Homem, sei que ainda estou distante dele milhares de anos luz.
FABIO SOUSA: Quanta saudade, não é mesmo?!...
ANTÔNIO ROBERTO FONTANA: E põe saudade nisso! Chico é uma saudade constante! O que nos conforta é que, embora ele esteja em regiões iluminadas, estará olhando para a humanidade. E nessa humanidade nós estaremos unidos.
Fonte: Vinha de Luz

O Livro dos Médiuns (Kardec, 1861), Parte 2, Cap.VI – MANIFESTAÇÕES VISUAIS - ENSAIO TEÓRICO SOBRE AS APARIÇÕES



101.
 As manifestações mais comuns de aparições ocorrem durante o sono, pelos sonhos: são as visões.
Resumindo,  elas podem ser: uma visão atual de coisas presentes ou distantes; uma visão retrospectiva do passado; e, em alguns casos excepcionais, um pressentimento do futuro.
Frequentemente são também quadros alegóricos que os Espíritos nos apresentam como úteis advertências ou salutares conselhos, quando são Espíritos bons; ou para nos enganarem e entreterem as nossas paixões, se são Espíritos imperfeitos. A teoria abaixo se aplica aos sonhos, como a todos os outros casos de aparições. (Ver O Livro dos Espíritas, nº 400 e seguintes)
102. As aparições propriamente ditas ocorrem no estado de vigília, no pleno gozo e completa liberdade das faculdades da pessoa. Apresentam-se geralmente com uma forma vaporosa e diáfana, algumas vezes vaga e indecisa. Quase sempre, a princípio, é um clarão esbranquiçado, cujos contornos vão se desenhando aos poucos. De outras vezes as formas são claramente acentuadas, distinguindo-se os menores traços do rosto, a ponto de se poder descrevê-las com precisão. As maneiras, o aspecto, são semelhantes aos do Espírito quando encarnado.
            Podendo tomar todas as aparências, o Espírito se apresenta com aquela que melhor o possa identificar, se for esse o seu desejo. Assim, embora não tenha, como Espírito, nenhum defeito corporal, ele se mostra estropiado, coxo, corcunda, ferido, com cicatrizes, se isso for necessário para identificá-lo. Uma particularidade a notar é que, exceto em circunstâncias especiais, as partes menos precisas da aparição são os membros inferiores, enquanto a cabeça, o tronco, os braços e as mãos aparecem nitidamente. Assim, não os vemos quase nunca andar, mas deslizar como sombras.
            Os Espíritos superiores apresentam uma figura bela, nobre e serena. Os mais inferiores têm algo de feroz e bestial, e algumas vezes ainda trazem os vestígios dos crimes que cometeram ou dos suplícios que sofreram. O problema das vestes e dos objetos acessórios é talvez o mais intrigante.
103. Dissemos que a aparição tem algo de vaporoso. Em alguns casos poderíamos compará-la à imagem refletida num espelho sem aço, que apesar de nítida deixa ver através dela os objetos detrás. É geralmente assim que os médiuns videntes a distinguem. Eles as veem ir e vir, entrar num apartamento ou sair, circular por entre a multidão com ares de quem participa, ao menos os Espíritos vulgares, de tudo o que se faz ao seu redor, de se interessarem por tudo e ouvirem o que diz. São, em uma palavra, a contraparte do mundo corporal.
            É assim esse mundo oculto que nos envolve, no meio do qual vivemos sem o perceber, como vivemos entre as miríades de seres do mundo microscópico.
(Ver adiante, no cap. XIV; Dos Médiuns, o tópico referente aos médiuns videntes.)
            104. O Espírito que deseja ou pode aparecer, reveste algumas  vezes uma forma ainda mais nítida, com todas as aparências de um corpo sólido, a ponto de dar uma ilusão perfeita  e fazer crer que se trata de um ser corpóreo.Em alguns casos, e dentro de certas circunstâncias, a tangibilidade pode tornar-se real, o que quer dizer que podemos tocar, palpar, sentir a resistência e o calor de um corpo vivo, o que não impede a aparição de se esvaecer com a rapidez de um relâmpago. Nesses casos, já não é só pelos olhos que se verifica a presença, mas também pelo tato.
            As aparições tangíveis são as mais raras. Como já acentuamos, por mais extraordinários que sejam semelhantes fenômenos, perdem todo o caráter de maravilhoso quando se conhece a maneira pela qual se produzem e se compreende que, longe de representarem uma derrogação das leis naturais, apresentam apenas uma nova aplicação dessas leis.
            105. O perispírito, por sua própria natureza, é invisível no estado normal.Isso é comum a uma infinidade de fluidos que sabemos existirem e que jamais vimos.
Mas ele pode também, à semelhança de certos fluidos passar por modificações que o tornem visível, seja por uma espécie de condensação ou por uma mudança em suas disposições moleculares, e é então que nos aparece de maneira vaporosa. A condensação pode chegar ao ponto de dar ao perispírito as propriedades de um corpo sólido e tangível, mas que pode instantaneamente voltar ao seu estado etéreo e invisível.
                        Esses diversos estados do perispírito, entretanto, resultam da vontade do Espírito e não de causas físicas e exteriores, como acontece com os gases. O Espírito nos aparece quando deu ao seu perispírito a condição necessária para se tornar visível. Mas a simples vontade não basta para produzir esse efeito, porque a modificação do perispírito se verifica mediante a sua combinação com o fluido específico do médium. Ora, essa combinação nem sempre é possível, e isso explica por que a visibilidade dos Espíritos não é comum.
            Assim, não é suficiente que o Espírito queira aparecer, nem apenas que uma pessoa o queira ver é necessário que os fluidos de ambos possam combinar-se, para o que tem de haver entre eles uma espécie de afinidade. É necessário ainda que a emissão de fluido da pessoa seja abundante para operar a transformação do perispírito, e provavelmente há outras condições que desconhecemos. Por fim, é preciso que o Espírito tenha a permissão de aparecer para aquela pessoa, o que nem sempre lhe é concedido.
  106. Outra propriedade do perispírito é a penetrabilidade, inerente à sua natureza etérea. Nenhuma espécie de matéria lhe serve de obstáculo: ele atravessa a todas, como a luz atravessa os corpos transparentes. Não há pois, meios de impedir a entrada dos espíritos, que vão visitar o prisioneiro em sua cela com a mesma facilidade com que visitam um homem no meio do campo.                    107. As aparições no estado de vigília não são raras nem constituem novidade. Muitas pessoas as tiveram e as tomaram, no primeiro instante, pelo que se convencionou chamar de alucinações. São frequentes, sobretudo, nos casos de morte de pessoas distantes, que vêm visitar parentes e amigos. Muitas vezes não tem um objetivo claro, mas podemos dizer que em geral os Espíritos que assim aparecem são atraídos por simpatia.
            
            109. O perispírito, como se vê, é o princípio de todas as manifestações.Seu conhecimento nos deu a chave de numerosos fenômenos, permitindo um grande avanço à Ciência Espírita e fazendo-a entrar numa nova senda, ao tirar-lhe qualquer resquício de maravilhoso. Nele encontramos, graças aos próprios Espíritos, a explicação da possibilidade de ação do Espírito sobre a matéria, da movimentação dos corpos inertes, dos ruídos e das aparições. Nele encontraremos a explicação de muitos outros fenômenos ainda por examinar, antes de passar ao estudo das comunicações propriamente ditas.                                            
OBS: Trecho extraído e compilado do Livro dos Médiuns.
Necessariamente incompleta e imperfeita é a vista espiritual nos Espíritos encarnados e, por conseguinte, sujeita à aberrações. Tendo por sede a própria alma, o estado desta há de influir nas percepções que aquela vista faculte. Segundo o grau de desenvolvimento, as circunstâncias e o estado moral do indivíduo, pode ela dar, quer durante o sono, quer no estado de vigília:
  • 1° a percepção de certos fatos materiais e reais, como o conhecimento de alguns que ocorram a grande distância, os detalhes descritivos de uma localidade, as causas de uma enfermidade e os remédios convenientes;
  • 2° a percepção de coisas igualmente reais do mundo espiritual, como a presença dos Espíritos;
  • 3° imagens fantásticas criadas pela imaginação, análogas às criações fluídicas do pensamento.
Os sonhos propriamente ditos apresentam os três caracteres das visões acima descritas. Às duas primeiras categorias dessas visões pertencem os sonhos de previsões, pressentimentos e avisos. Na terceira, isto e, nas criações fluídicas do pensamento, é que se pode deparar com a causa de certas imagens fantásticas, que nada têm de real, com relação à vida corpórea, mas que apresentam às vezes, para o Espírito, uma realidade tal, que o corpo lhe sente o contrachoque, havendo casos em que os cabelos embranquecem sob a impressão de um sonho. Podem essas criações ser provocadas: pela exaltação das crenças; por lembranças retrospectivas; por gostos, desejos, paixões, temor, remorsos; pelas preocupações habituais; pelas necessidades do corpo, ou por um embaraço nas funções do organismo; finalmente, por outros Espíritos, com objetivo benévolo ou maléfico, conforme a sua natureza. 
  •  Revue Spirite, Junho de 1866, pág. 172; - setembro de 1866, pág. 284. - O Livro dos Espíritos, Parte 2ª, cap. VIII, nº 400.
    Fonte: Espirit Book - Postado por claudie lopes

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Busco um amigo


Busco um amigo....
Que me diga sempre a verdade,
Que não camufle os meus defeitos,
Que não despreze as minhas lágrimas!
Cuja presença traga alegria,
Cujo silêncio transmita a paz
Cuja escuta inspire confiança,
Cuja lembrança infunda coragem.
Ao qual eu possa dizer: desculpa!
Uma, duas, três vezes...
Que não seja nem mestre, nem discípulo,
mas um companheiro,
com o qual eu possa caminhar rumo ao infinito em qualquer momento.
Um amigo...
Que conserve a sua intimidade sem esconder o seu pranto.
Um amigo....
Que ao amanhecer não me diga bom dia,
mas me abra o seu coração com um amável sorriso!
Um amigo....
Que creia na amizade e a viva como uma audaz conquista de liberdade...
Cuja amizade seja óleo doce, suave e perfumado,
extraído do fruto amargo de uma árvore espinhosa.
Que não se preocupe em dar ou receber, mas que seja capaz de compartilhar.
Simples, sincero, natural...
capaz de chorar, mas sobretudo de sorrir....
Um amigo....
Que seja um reflexo da bondade de Deus.

"A maior caridade que podemos fazer pela Doutrina Espírita é a sua divulgação." Chico Xavier - Emmanuel

Fonte: Mensagem Espirita

Recadinho de Emmanuel


Humildes de Espírito
A humildade é o ingrediente oculto sem o qual o pão da vida amarga invariavelmente na boca.

Amealharás recursos amoedados a mancheias; entretanto, se não te dispões a usá-los, edificando o conforto e a alegria dos outros, na convicção de que todos os bens pertencem a Deus, em breve converter-te-ás em prisioneiro do ouro que amontoaste erguido à feição de teu próprio cárcere.

Receberás precioso mandato de autoridade entre as criaturas terrestres; no entanto, se não procuras a inspiração do Senhor para distribuir os talentos da justa fraternidade, como quem está convencido de que todo o poder é de Deus, transformar-te-ás, pouco a pouco, no empreiteiro inconsciente da crueldade, por favoreceres a própria ilusão, buscando o incenso a ti mesmo na prática da injustiça.

Erguerás teu nome no pedestal da cultura; contudo, se não te inclinas à Sabedoria Divina, acendendo a luz em benefício de todos, como quem não ignora que toda inteligência é de Deus, depressa te arrojarás ao chavascal da mentira, angariando em teu prejuízo a embriaguez da vaidade e a introdução à loucura.

Lembra-te de que a Bondade Celeste colocou a humildade por base de todo o equilíbrio da natureza.

O sábio que honra a ciência ou o direito não prescinde da semente que lhe garante a benção da mesa.

O campo mais belo não dispensa o fio d’água que lhe fecunda as entranhas em dádivas de verdura.

E o próprio Sol, com toda a pompa de seu magnificente esplendor, embora fulcro de criação converteria o mundo em pavoroso deserto não fosse a chuva singela que lhe ambienta no solo a força criadora.

Não desdenhes de servir, aprendendo com o Mestre Divino, que realizou o seu apostolado de amor entre a manjedoura desconhecida e a cruz da flagelação, e será contado entre aqueles para os quais Ele mesmo pronunciou as inesquecíveis palavras:

"Bem-aventurados os humildes de espírito, porque a eles mais facilmente se descerrarão as portas do Céu."
Emmanuel /Francisco Cândido Xavier
Livro: Plantão de Paz

A CARIDADE SEGUNDO O APÓSTOLO PAULO


Se eu falar as línguas dos homens e dos anjos, e não tiver caridade, sou como o metal que soa, ou como o sino que tine. E se eu tiver o dom de profecia, e conhecer todos os mistérios, e quanto se pode saber; e se tiver toda a fé, até a ponto de transportar montanhas, e não tiver caridade, não sou nada. E se eu distribuir todos os meus bens em o sustento dos pobres, e se entregar o meu corpo para ser queimado, se todavia não tiver caridade, nada disto me aproveita. A caridade é paciente, é benigna; a caridade não é invejosa, não obra temerária nem precipitadamente, não se ensoberbece, não é ambiciosa, não busca os seus próprios interesses, não se irrita, não suspeita mal, não folga com a injustiça, mas folga com a verdade. Tudo tolera, tudo crê, tudo espera, tudo sofre. A caridade nunca jamais há de acabar, ou deixem de ter lugar às profecias, ou cessem as línguas, ou seja abolida a ciência.
Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e a caridade, estas três virtudes; porém a maior delas é a caridade. (Paulo, I Coríntios, XIII: 1-7 e 13).
São Paulo compreendeu tão profundamente esta verdade, que diz:

“Se eu falar as línguas dos anjos; se tiver o dom de profecia, e penetrar todos os mistérios; se tiver toda a fé possível, a ponto de transportar montanhas, mas não tiver caridade, nada sou. Entre essas três virtudes: a fé, a esperança e a caridade, a mais excelente é a caridade”. Coloca, assim, sem equívoco, a caridade acima da própria fé. Porque a caridade está ao alcance de todos, do ignorante e do sábio, do rico e do pobre; e porque independe de toda a crença particular.

E faz mais: define a verdadeira caridade; mostra-a, não somente na beneficência, mas no conjunto de todas as qualidades do coração, na bondade e na benevolência para com o próximo.

Fonte: O Evangelho Segundo o Espiritismo
por ALLAN KARDEC – tradução de José Herculano Pires

Recadinho de Emmanuel



 
Cada Manhã
Cada manhã, volves ao corpo que te suporta a intemperança e recebes a bênção do sol que te convida ao trabalho, a palavra do amigo que te induz à esperança, o apoio constante da Natureza, o reencontro com os desafetos para que aprendas a convertê-los em laços de beleza e harmonia e, sobretudo, a graça de lutar por teu próprio aprimoramento, a fim de que o tempo te erga à vitória do Bem.
Desencorajar leve impulso do Bem é o mesmo que sufocar a semente que, divina e multiplicada, será, no caminho, a base de nosso pão.
Chora, mas constrói o melhor ao teu alcance.
Sofre, mas adianta-te no caminho.
Todos somos parcelas de imensa legião de trabalhadores em nome do Cristo, com o dever de cooperar incessantemente para que a harmonia e a felicidade se ergam na Terra, a benefício de todas as criaturas.
Ainda sim, no contexto geral das atividades, às vezes de sacrifício a que somos chamados, é indispensável compreender que podes e deves conquistar a tua própria paz, e que a tua própria paz depende, exclusivamente, de ti.
Entretanto, existe a âncora que resiste a todas as ventanias da adversidade. Resguardando-te nessa defesa, não há desequilíbrio que te arraste fora do lugar e do dever que te competem.
Apega-te essa âncora e não temas, porque essa amarra bendita ao alcance de todos é, claramente, Jesus Cristo.
Por mais sofras, guarda a fé em Deus e segue adiante, no caminho que a vida te deu a trilhar.
A própria Natureza é um livro de confiança na Providência Divina.
Médium: Francisco Cândido Xavier
Espírito: Emmanuel
Livro: Caminho Iluminado
Fonte: Espirit Book - Postado por Nilza Garcia

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Espiritismo, 156 anos


A doutrina mostra a importância da evolução emocional de todas as criaturas

Somos convidados à reflexões profundas nesta data em que se comemora o marco histórico exordial da Doutrina Espírita, com a publicação de O Livro dos Espíritos na primavera parisiense daquele 18 de abril de 1857.

Enquanto filosofia de vida que encontra suas bases na ciência, a Doutrina dos Espíritos tem nos mostrado a importância da evolução intelecto-emocional de todas as criaturas, oferecendo-nos, para tanto, Jesus como o maior modelo em quem podemos nos inspirar, e guia para nos orientar no rumo da autoiluminação.

Naturalmente, quando as pessoas de bem entram em contato pelo estudo com tais conhecimentos, tem a tendência amorosa de buscar compartilhá-los, na esperança da construção de um mundo de mais paz, solidariedade e união. Em razão disso formou-se o Movimento Espírita como meio organizado de difusão e vivência do Cristianismo dos primeiros séculos da chamada Era Comum.

Como sabemos, ainda trazemos inúmeras carências íntimas e, não raro, e em razão disso, elegemos a ação instintiva em detrimento do sentimento. Desta forma, formado por seres humanos, o Movimento Espírita sempre experimentou provas desafiadoras, somente deslindadas pelo esforço individual de autossuperação, nos facultando concluir ser o amor, como sentimento maior do qual decorrem todas as virtudes, o único recurso capaz e indispensável para que transmutar o egoísmo e a vaidade, filha do orgulho, a fim de que o Espiritismo alcance seu fim colimado, contribuindo eficazmente para o progresso da humanidade.
Jesus nos adverte não ser possível servir a dois senhores, ou a Deus e a Mamon. Ora, se o Pai e Suas Leis estão em nossa consciência, todas as vezes que agimos em desacordo com Suas orientações estaremos servindo a outras forças, mas não a Deus. Cabe a pergunta: se nossa omissão em relação à atitude do bem já configura a própria prática do mal, e se o mal é a ausência do bem, quando afrontamos nossa consciência, ou tentamos enganá-la (como se isso fosse possível), estamos a serviço do que, ou de quem? De que lado queremos estar? A que senhor queremos servir?

Por mais que vivamos numa sociedade viciada em diversos sentidos, culturalmente acostumada a praticas perniciosas, como cristãos, de quaisquer filosofias ou religiões, somos convocados pela nossa consciência – Deus – a assumirmo-nos como tal, deixando de repetir os “costumes do mundo” para melhorarmos o mundo, assumindo Jesus como verdadeiro guia e modelo, ao invés de transformá-lo em mero símbolo comercial e, muitas vezes, num mágico para pessoas que não querem se esforçar por se realizarem sua transformação moral e aguardam algo especial que lhes salvará de fora para dentro.

O Movimento Espírita, desde as primeiras viagens de Allan Kardec pelo interior da França em 1862, deve perseverar, portanto, no sentido de sugerir à humanidade, pelo exemplo de seus trabalhadores, a fazer mais do as aparências, quebrando paradigmas em benefício do progresso social, que é inevitável, mas depende das pessoas.

Ainda que exista uma onda energética de pessimismo devidamente organizada pelas sombras, é inegável a evolução, senão vejamos: no passado mais distante era normal escravizarem-se pessoas sob a absurda justificativa de que habitantes da África foram amaldiçoados por Deus, como se Ele não fosse Nosso Pai, a causa primária de todas as coisas, fato que muito alegrava os fazendeiros da época, que não precisavam pagar pelo trabalho-exploração; mas até bem pouco tempo atrás, no Brasil, os empregados domésticos não tinham direitos como se não fossem trabalhadores normais, fato que, atualmente, vem causando revolta por muitas pessoas, de modo similar ao que ocorreu em 1888.

No passado mais remoto, pessoas eram assassinadas nas fogueiras por serem consideras bruxos e hereges pelo fato de ousarem manifestar seu pensamento, de orar diretamente a Deus e na sua língua de origem (em vez do latim), de buscar a prática do Evangelho sem mistificações e invenções desassociadas de seu real sentido; porém, até poucos anos atrás, centros espíritas eram queimados em cidades do interior de Mato Grosso, como em Araputanga, por exemplo, somente pelo fato de seus estudantes e frequentadores buscarem praticar a caridade e o amor, fato que trouxe ainda mais força, coragem e fé para os mesmos.

Jesus é o maior exemplo de quebra de paradigmas sociais. Certa vez, interrompido em seu mister de levar a Boa Nova, redarguiu “quem é minha mãe e quem são meus irmãos?”, nos demonstrando que fazemos parte da mesma família universal e espiritual. E assim também cada obreiro do Movimento Espírita é chamado a fazer. É bem verdade que todas as vezes que cada pessoa busque mudanças para melhor, encontrará obstáculos, tais como os adversários internos, representados pelas paixões, pelos costumes equivocados, etc. Ademais, pessoas acomodadas em relação à vida espiritual lhes ridicularizarão, agredirão e se afastarão.

Todavia, o esforço por agir de acordo com a consciência sempre vale a pena, porquanto a satisfação de oferecer a outra face, a face essencial, é imediato, e mesmo aqueles que optarem por se apartarem, logo mais adiante procuram a pessoa de bem nos momentos mais difíceis para receberem a luz que podemos ofertar.

É trabalhoso, com certeza, mas para alcançar nosso propósito existencial é preciso caminhar, e Jesus foi claro ao dizer que Ele é o Caminho da Verdade da Vida. Agir com autenticidade consciencial é fazer que nosso sim seja “sim” e nosso não seja “não”, sempre, onde quer que nos encontremos. Sem aguardar reconhecimentos e aplausos, mas no labor individual de crescimento com Jesus, do modo como tantos já testemunharam, seja nos primeiros séculos da Era Cristã, seja nestes 156 anos do advento da Doutrina Espírita, o Movimento Espírita, formado por pessoas vigilantes e amorosas, tem muito a contribuir com a transformação interior de cada um de nós, alterando, por conseguinte, a arquitetura espiritual do planeta regenerado.

NESTOR F. FIDELIS é diretor de Atendimento Espiritual da Federação Espírita do Estado de Mato Grosso

sábado, 20 de abril de 2013

Doutrina Espirita


Desde os primórdios dos tempos indagações, como quem somos?, de onde viemos?, para onde vamos?, o que fazemos aqui?, fazem parte de questionamentos que tentamos desvendar. Para dar respostas, muitos cientistas, filósofos e religiosos se debruçam em estudos que possam esclarecer essas interrogações.
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Há 156 anos, o pedagogo francês Hippolyte-Leon Denizard Rivail, discípulo do educador Johann Pestalozzi, estudou fenômenos “sobrenaturais” conhecidos como mesas girantes e que movimentavam a sociedade no Velho Mundo. Na época, após os saraus realizados nos mais elegantes salões europeus, as mesas eram alvo de curiosidade, pois moviam-se, erguiam-se no ar e respondiam a questões mediante batidas no chão.
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Após intenso estudo, recorrendo a métodos científicos, Hippolyte, que assumiu depois do trabalho de pesquisa o pseudônimo Allan Kardec, apresentava o primeiro livro da codificação espírita, “O Livro dos Espíritos”, editado em 18 de abril de 1857. A doutrina espírita, como define Kardec, é uma ciência que trata da natureza, origem e do destino dos Espíritos, bem como de suas relações com o mundo corporal. Ela está fundamentada em um tríplice aspecto: ciência, filosofia e religião.
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O espiritismo esclarece que todos que habitamos o planeta Terra temos como único propósito: o aperfeiçoamento. Esse melhoramento só se atinge com uma transformação íntima. Como conseguir isso numa jornada de 60, 70, 80 anos? Ora, numa só existência é pedir demais para eliminarmos imperfeições, como egoísmo, orgulho, vaidade e tantas outras mazelas. Como habitar o Céu com tantos defeitos? Vamos então para o Inferno?
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O espiritismo nos mostra que nada mais lógico do que pensar numa nova oportunidade dada por Deus e que também foi lembrada por Jesus, que é renascer novamente. Ou seja, a reencarnação. Para muitos, essa tese é um absurdo. Respeitamos o ponto de vista contrário, mas lembramos que em outros momentos da história da humanidade, muitas questões foram consideradas impossíveis e improváveis, mas o tempo acabou por comprová-las. Contudo, vale estudar, analisar e meditar. Não seria bondade divina a concessão de uma nova chance de voltarmos aqui, neste mundo, e corrigirmos os equívocos de ontem? É por isso que uma das máximas da doutrina Espírita reafirma que é preciso “nascer, morrer, renascer ainda e progredir sempre, tal é a lei”. O codificador lembra que “Fé inabalável só o é a que pode encarar frente a frente a razão, em todas as épocas da humanidade”. E é interessante observarmos, por exemplo, que a reencarnação vem sendo estudada por cientistas, psicólogos e psiquiatras. Aliás, quem tiver interesse assista ao filme “Minha Vida na Outra Vida”, baseados em fatos reais, e que se encontra disponível na internet.
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O rótulo religioso, por si só, não representa uma tranquilidade para a alma. Essa tranquilidade é conquistada com esforço íntimo de melhora. É preciso lembrar o Cristo e viver o que Ele ensinou: “Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo”. Essa proposta é apresentada por Kardec como “fora da caridade não há salvação”. Sigamos sempre o caminho do bem, fazendo para os outros aquilo que gostaríamos que fosse feito para nós.
Fonte: Correio de Uberlândia

Beneficiado


Podes ajudar a ti mesmo, beneficiando aos outros, não deixando que participe, a exigência, do benefício. "Se és sábio, para ti mesmo o és". Diz o provérbio, porém, podes distribuir a tua sabedoria, fazendo que por ela alguém possa receber a luz do entendimento. Fica sabendo que toda sabedoria vem de DEUS... Todos!... Mas, todos, sem exceção, somos herdeiros do Senhor.

Não deves alimentar o orgulho e a vaidade, por saberes mais um pouco que os outros. inteligências amigas te ajudaram a colher as experiências de que desfrutas. Faze o mesmo, porque antes de dares já recebestes, da Sabedoria Divina.

O maior beneficiado pelas tuas virtudes és tu mesmo.

Esquece o revide das ofensas, por terem o mesmo sabor da vingança.

A vingança é o caldo da maldade, e a excrescência do ódio.

Ajuda a quem te ofende, com o perdão. Ampara quem te apedreja, com a tolerância; auxilia quem te fere, com a oração; e sê benevolente para com todos os maldizentes, pois nesse clima de paz, meu filho, tu serás, para todos eles, um pai de bondade e amor. E jamais perderás por isso.

Nunca exijas dos que foram beneficiados por ti. Qualquer espécie de paga, gratidão forçada, é consciência oprimida.

Nunca fiques ressentido porque se esqueceram de mencionar o teu nome dentre as Almas generosas. Nomes em placas não são garantia de elevação.

Sente-te igual a todos, porque tu somente és, o que és.

Se admiras os sábios, não ouças os bajuladores. Eles jogam flores em tua cabeça e espinhos nos caminhos por onde passas.

Todo benfeitor goza daquilo que dá. Todos os mamíferos sentem emoções indizíveis ao sustentar seus filhos. O leite da mãe tem algo que os outros alimentos não possuem: o amor, ou os rudimentos do amor... E os beneficiados irradiam contentamento, por serem atingidos por essa força divina, que acompanha a dádiva.

Sê tu um dos felizes na vida, fazendo alguém feliz.

Procura sentir prazer naquilo que podes dar.

Desperta as tuas emoções mais nobres nos centros da tua vida, desatando a força da esperança nos corações que puderes atingir, pelo teu carinho, pela tua paciência, pela tua caridade e pelo teu amor.

E nunca serás sombra, por fazeres a vontade do Sol da Vida.

Pelo Espírito: CARLOS
Psicografia: JOÃO NUNES MAIA
Do livro: TUAS MÃOS

Ante os tempos novos 2_01 Bloco B - Homenagem à Chico Xavier




Publicado às 11/04/2013
Chico Xavier recebeu o título Maior Brasileiro de Todos os Tempos, neste programa vamos relembrar sua vida e sua obra.

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Os três crivos...


Autor: Espírito: Irmão X
Médium: Francisco Cândido Xavier.
extraído do livro "Aulas da Vida"
Certa feita,
um homem esbaforido achegou-se a Sócrates e sussurrou-lhe aos ouvidos:
- Escuta, na condição de teu amigo,
tenho alguma coisa muito grave para dizer-te, em particular...
- Espera!... ajuntou o sábio prudente.
Já passaste o que me vais dizer pelos três crivos?
- Três crivos?!
– perguntou o visitante, espantado.
- Sim, meu caro amigo, três crivos. Observemos se tua confidência passou por eles.
O primeiro, é o crivo da verdade.
Guardas absoluta certeza, quanto àquilo que pretendes comunicar?
- Bem, ponderou o interlocutor, assegurar mesmo,
não posso... Mas ouvi dizer e... então...
- Exato. Decerto peneIras-te o assunto pelo segundo crivo,
o da bondade.
Ainda que não seja real o que julgas saber, será pelo menos bom o que me queres contar?
Hesitando, o homem replicou:
- Isso não!... Muito pelo contrário...
- Ah! – tornou o sábio –
então recorramos ao terceiro crivo: o da utilidade,
e notemos o proveito do que tanto te aflige.
- Útil?!... –
aduziu o visitante ainda agitado.
Útil não é...
- Bem – rematou o filósofo num sorriso,
- se o que tens a confiar não é verdadeiro, nem bom e nem útil, esqueçamos o problema
e não te preocupes com ele,
já que nada valem casos sem edificações para nós...
Reflexão:


Aí está, meu amigo, a lição de Sócrates, em questões de maledicência...


Paz e Luz!


Bira