sábado, 17 de dezembro de 2011

EMMANUEL - ESPIRITO DE LUZ

Não há dúvida de que o Mundo Espiritual e os seres que nele habitam trabalham para nosso crescimento moral e ético, sempre que possível repassando suas mensagens para a humanidade por meio de inúmeros médiuns. E, sem dúvida, todos fazem seu trabalho de acordo com os planos traçados na espiritualidade superior.

No entanto, sempre existem aqueles que se destacam, seja por suas mensagens, sejam por atingirem o coração das pessoas de uma forma diferenciada. E um desses espíritos iluminados que conseguiu conquistar corações e mentes de forma especial foi Emmanuel.

Por muitos anos, Emmanuel foi uma das principais entidades do mundo espiritual a se comunicar por meio da psicografia de Chico Xavier.

Ele deixou inúmeras mensagens de paz, amor e compreensão, além de estudos profundos a respeito do papel do Espiritismo em nosso mundo, e do papel do ser humano no sentido de transformar nosso planeta num lugar melhor para todos.

O nome de Emmanuel está definitivamente associado ao de Chico Xavier e, certamente, a algumas das mensagens mais importantes, profundas e lindas do Espiritismo. Durante anos, o espírito Emmanuel se manifestou por meio do médium mineiro, que desencarnou em 2002, propiciando informações fundamentais sobre a reencarnação, além de mensagens que ajudaram milhões de pessoas a encontrar seu caminho na vida. Além do que, foi o guia espiritual de Xavier, sempre fornecendo instruções e mensagens reconfortantes, indicando com segurança o rumo que sua vida deveria seguir.

Segundo o próprio Chico Xavier, os contactos com o espírito começaram em 1931. Na época, Chico estava psicografando seu primeiro livro, Parnaso de Além Túmulo. As menções a esse primeiro contacto são contraditórias: uns dizem que o contacto ocorreu quando o médium participava de uma de suas reuniões habituais; outros, que foi quando ele se encontrava nas proximidades de um açude. De qualquer forma, foi um contacto visual muito forte, de modo que Chico chegou a descrever perfeitamente seu semblante. "Via-lhe os traços fisionómicos de homem idoso", escreveu, "sentindo minha alma envolvida na suavidade de sua presença. Mas o que mais me impressionava era que a generosa entidade se fazia visível para mim, dentro de reflexos luminosos que tinham a forma de uma cruz. Às minhas perguntas naturais, respondeu o bondoso guia: descansa! Quando te sentires mais forte, pretendo colaborar igualmente na difusão da filosofia espiritualista. Tenho seguido sempre os teus passos e só hoje me vês, na tua existência de agora, mas os nossos espíritos se encontram unidos pelos laços mais santos da vida, e o sentimento afectivo que me impele para teu coração tem suas raízes na noite profunda dos séculos".

A questão central em torno desse encontro que provocou tantas transformações no Espiritismo, é que Emmanuel perguntou a Chico se ele estava, de fato, disposto a trabalhar mediunicamente, com Jesus. A resposta, afirmativa, fez com que Emmanuel lhe dissesse que, a partir de então, deveria ter em mente que o serviço que se aproximava lhe exigiria uma disciplina fora do comum, e uma dedicação total ao trabalho, ao estudo e um esforço contínuo em direcção ao bem. Certamente, a escolha não foi por acaso, uma vez que Chico Xavier é, certamente, um dos maiores exemplos de dedicação e amor ao próximo na história da medi unidade mundial.

Inicialmente, o próprio Chico não sabia quem era exactamente o espírito com quem estava se comunicando, uma vez que Emmanuel não se identificou, dizendo apenas ter sido - em sua última passagem como encarnado - um padre católico, que desencarnou no Brasil; diz-se que esse era o padre Manoel da Nóbrega. Quando a revelação finalmente lhe foi fornecida, ficamos sabendo que Emmanuel tinha vivido no tempo de Jesus Cristo, quando era conhecido como Publius Lentulus, e sua imagem foi associada à do senador romano Lentulus.

Em 1939, a Federação Espírita Brasileira publicou o livro Há Dois Mil Anos, psicografado por Chico Xavier, e que traz a autobiografia de Publius Lentulus Cornelius. A história subsequente das encarnações de Emmanuel surgiu com a publicação, em 1940, do livro 50 Anos Depois/ também pela FEB.

Na época em que era senador romano, Lentulus era casado com Lívia, com quem teve uma filha chamada Flávia. O romano era totalmente dedicado à sua actuação no Senado, interessando-se apenas pela política. A esposa seguia os costumes mais moderados da sociedade. "Desde os primeiros tempos do Império", escreveu Emmanuel, "a mulher romana havia-se entregado à dissipação e ao luxo excessivo, em detrimento das obrigações santificadoras do lar e da família". Lívia, no entanto, estava entre aquelas que se orgulhavam do padrão das antigas virtudes familiares. Já a filha deles, Flávia, sofria com a lepra, uma doença bastante comum na época e considerada sem cura.

Mas as coisas começaram a mudar quando Lentulus foi mandado para Jerusalém, onde os ensinamentos de Jesus já começavam a se tornar comentados e conhecidos por todos. Quando foi para a cidade de Cafarnaum, atendeu o pedido de sua filha, cuja saúde piorava cada vez mais, e levou-a ao encontro do profeta de Nazaré, que lá se encontrava. O momento do encontro trouxe grande emoção ao senador romano, que chorou e sentiu-se incapaz de falar. Jesus lhe disse: "Depois de longos anos de desvio do bom caminho, pelo sendal dos erros clamorosos, encontras, hoje, um ponto de referência para a regeneração de toda a tua vida".

E disse ainda muito mais, até que Publius sentiu um torpor tomar conta de seu corpo, despertando algum tempo depois. Ao retornar à sua casa, viu que sua filha tinha sido curada. Lívia disse ao marido que, em determinado momento, a pequena Flávia sentiu o contacto de mãos carinhosas em sua fronte e, em seguida, sentou-se em seu leito, com uma nova energia circulando em seu organismo. Ainda assim, Lentulus se recusou a reconhecer em Jesus o autor da cura milagrosa da filha.

Ao final de sua vida, Lentulus se retirou para sua residência em Pompéia, e só então começou a entender plenamente os ensinamentos que Jesus lhe transmitira naquele encontro em Cafarnaum. O ex-senador morreu no ano 79 - quando o Vesúvio entrou em erupção e soterrou Pompeia - e desencarnou com o coração concentrado em Jesus.

BIOGRAFIA DE EMMANUEL

Emmanuel, exatamente assim, com dois "m" se encontra grafado o nome do espírito, no original francês "L'Évangile Selon le Spiritisme", em mensagem datada de Paris, em 1861 e inserida no cap. XI, item 11 da citada obra, intitulada "O Egoísmo".
O nome ficou mais conhecido, entre os espíritas brasileiros, pela psicografia do médium mineiro Francisco Cândido Xavier. Segundo ele, foi no ano de 1931 que, pela primeira vez, numa das reuniões habituais do Centro Espírita, se fez presente o bondoso espírito Emmanuel.

Descreve Chico: "Via-lhe os traços fisionômicos de homem idoso, sentindo minha alma envolvida na suavidade de sua presença, mas o que mais me impressionava era que a generosa entidade se fazia visível para mim, dentro de reflexos luminosos que tinham a forma de uma cruz."

Convidado a se identificar, apresentou alguns traços de suas vidas anteriores, dizendo-se ter sido senador romano, descendente da orgulhosa "gens Cornelia" e, também sacerdote, tendo vivido inclusive no Brasil.

De 24 de outubro de 1938 a 9 de fevereiro de 1939, Emmanuel transmitiu ao médium mineiro as suas impressões, dando-nos a conhecer o orgulhoso patrício romano Públio Lentulus Cornelius, em vida pregressa Públio Lentulus Sura, e que culminou no romance extraordinário: Há Dois Mil Anos.

Públio é o homem orgulhoso, mas também nobre. Roma é o seu mundo e por ele batalha. Não admite a corrupção, mostrando, desde então, o seu caráter íntegro. Intransigente, sofre durante anos a suspeita de ter sido traído pela esposa a quem ama. Para ela, nos anos da mocidade, compusera os mais belos versos: "Alma gêmea da minhalma/ Flor de luz da minha vida/ Sublime estrela caída/ Das belezas da amplidão..." e, mais adiante: "És meu tesouro infinito/ Juro-te eterna aliança/ Porque eu sou tua esperança/ Como és todo o meu amor!"

Tem a oportunidade de se encontrar pessoalmente com Jesus, mas entre a opção de ser servo de Jesus ou servo do mundo, escolhe a segunda.

Não é por outro motivo que escreve, ao início da citada obra mediúnica: "Para mim essas recordações têm sido muito suaves, mas também muito amargas. Suaves pela rememoração das lembranças amigas, mas profundamente dolorosas, considerando o meu coração empedernido, que não soube aproveitar o minuto radioso que soara no relógio da minha vida de Espírita, há dois mil anos."

Desencarnou em Pompéia, no ano de 79, vítima das lavas do vulcão Vesúvio, cego e já voltado aos princípios de Jesus.

Cincoenta anos depois, no ano de 131, ei-lo já de retorno ao palco do mundo. Nascido em Éfeso, de origem judia, foi escravizado por ilustres romanos que o conduziram ao antigo país de seus ascendentes. Nos seus 45 anos presumíveis, Nestório mostra no porte israelita, um orgulho silencioso e inconformado. Apartado do filho, que também fora escravizado, tornaria a encontrá-lo durante uma pregação nas catacumbas onde ele, Nestório, tinha a responsabilidade da palavra. Cristão desde os dias da infância, é preso e, após um período no cárcere, por manter-se fiel a Jesus, é condenado à morte.

Junto com o filho, Ciro, e mais uma vintena de cristãos, num fim de tarde, foi conduzido ao centro da arena do famoso circo romano, situado entre as colinas do Célio e do Aventino, na capital do Império. Atado a um poste por grossas cordas presas por elos de bronze, esquelético, munido somente de uma tanga que lhe cobria a cintura, até os rins, teve o corpo varado por flechas envenenadas. Com os demais, ante o martírio, canta, dirigindo os olhos para o Céu e, no mundo espiritual, é recebido pelo seu amor, Lívia.

Pelo ano 217, peregrina na Terra outra vez. Moço, podemos encontrá-lo nas vestes de Quinto Varro, patrício romano, apaixonado cultor dos ideais de liberdade.

Afervorado a Jesus, sente confranger-lhe a alma a ignorância e a miséria com que as classes privilegiadas de Roma mantinham a multidão.

O pensamento do Cristo, ele sente, paira acima da Terra e, por mais lute a aristocracia romana, Varro não ignora que um mundo novo se formava sobre as ruínas do velho.

Vítima de uma conspiração para matá-lo, durante uma viagem marítima, toma a identidade de um velho pregador de Lyon, de nome Corvino. Transforma-se em Irmão Corvino, o moço, e se torna jardineiro. Condenado à decapitação, tem sua execução sustada após o terceiro golpe, sendo-lhe concedida a morte lenta, no cárcere.

Onze anos após, renasce e toma o nome de Quinto Celso. Desde a meninice, iniciado na arte da leitura, revela-se um prodígio de memória e discernimento.

Francamente cristão, sofreu o martírio no circo, amarrado a um poste untado com substância resinosa ao qual é ateado fogo. Era um adolescente de mais ou menos 14 anos.

Sua derradeira reencarnação se deu a 18 de outubro de 1517 em Sanfins, Entre-Douro-e-Minho, em Portugal, com o nome de Manoel da Nóbrega, ao tempo do reinado de D. Manoel I, o Venturoso.

Inteligência privilegiada, ingressou na Universidade de Salamanca, Espanha, aos 17 anos. Aos 21, está na faculdade de Cânones da Universidade, onde freqüenta as aulas de direito canônico e de filosofia, recebendo a láurea doutoral em 14 de junho de 1541.

Vindo ao Brasil, foi ele quem estudou e escolheu o local para a fundação da cidade de São Paulo, a 25 de janeiro de 1554. A data escolhida, tida como o dia da Conversão do apóstolo Paulo, pretende-se seja uma homenagem do universitário Manoel da Nóbrega ao universitário Paulo de Tarso.

O historiador paulista Tito Lívio Ferreira, encerra sua obra "Nóbrega e Anchieta em São Paulo de Piratininga" descrevendo: "Padre Manoel da Nóbrega fundara o Colégio do Rio de Janeiro. Dirige-o com o entusiasmo de sempre. Aos 16 de outubro de 1570, visita amigos e principais moradores. Despede-se de todos, porque está, informa, de partida para a sua Pátria. Os amigos estranham-lhe os gestos. Perguntam-lhe para onde vai. Ele aponta para o Céu.

No dia seguinte, já não se levanta. Recebe a Extrema Unção. Na manhã de 18 de outubro de 1570, no próprio dia de seu aniversário, quando completava 53 anos, com 21 anos ininterruptos de serviços ao Brasil, cujos alicerces construiu, morre o fundador de São Paulo.

E as últimas palavras de Manoel da Nóbrega são: 'Eu vos dou graças, meu Deus, Fortaleza minha, Refúgio meu, que marcastes de antemão este dia para a minha morte, e me destes a perseverança na minha religião até esta hora.'

E morreu sem saber que havia sido nomeado, pela segunda vez, Provincial da Companhia de Jesus no Brasil: a terra de sua vida, paixão e morte."

Fonte: Federação Espírita do Paraná - www.feparana.com.br

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

NASCIMENTO E INICIAÇÃO ESPIRITA DE CHICO XAVIER

"Nascido em lar humilde em 2 de Abril de 1910, na cidade de Pedro Leopoldo-MG, foram seus pais João Cândido Xavier, vendedor de bilhetes de loteria, e Maria João de Deus, senhora do lar. Sua infância foi muito difícil, privada dos folguedos e das despreocupações próprias da idade, porque o trabalho tornava-se necessário ao sustento de si e da família.
Quando estava com cinco anos, a mãe de Chico Xavier morreu. O pai impossibilitado de criar os nove filhos, distribuiu-os entre amigos e parentes. Chico foi para a casa da madrinha, Maria Rita de Cássia
Após dois anos morando com a madrinha, com o novo casamento do pai, Chico retorna a seu lar, juntamente com os irmãos, para ser cuidado por sua bondosa madrasta.
Dessa nova união resultaram seis filhos.
As manifestações mediúnicas, presentes em Chico desde os quatro anos, começaram a desabrochar de forma mais evidente. O conflito presente no espírito do infante que, seguindo as tradições familiares, só fervorosamente à Igreja Católica, mas que, por outro lado, vivia situações inusitadas com a aparição constante dos espíritos.
Aos dezassete anos, com o desencarne de sua madrasta Chico Xavier enfrentou novo problema: uma de suas irmãs foi obsidiada por maus espíritos. A Infausta ocorrência, no entanto, iria trazer-lhe o grande benefício de ter conhecido o casal José Hermínio Perácio e Cármen Pena Perácio, espíritas dedicados e estudiosos que aplicaram as terapêuticas espirituais apropriadas e curaram a irmã de Chico.
Vejamos nas próprias palavras de Chico como se deu o fato: "Até 1927, todos nós não admitíamos outras verdades além das proclamadas pelo Catolicismo. Mais eis que uma das minhas irmãs, em Maio do referido ano, foi acometida de terrível obsessão.
A medicina foi impotente para conceder-lhe pequenina melhora sequer. Vários dias consecutivos foram, para nossa casa, horas de amargos padecimentos morais. Foi quando decidimos solicitar o auxílio de um distinto amigo, espírita convicto, o Sr. José Hermínio Perácio, que caridosamente se prontificou a nos ajudar com sua boa vontade e esforço.
Verdadeiro discípulo do Evangelho, ofereceu-nos até sua residência, bem distante da nossa, junto à sua família, onde então, num ambiente totalmente modificado, poderia ela estudar as bases da doutrina espírita, orientando-se quanto aos deveres, desenvolvendo, simultaneamente, suas faculdades mediúnicas.
Aí, sob seus caridosos cuidados e os de sua Exma. esposa, D. Carmem Pena Perácio, médium dotada de raras faculdades, minha irmã auria, para nosso benefício, os ensinamentos sublimes da formosa doutrina dos mensageiros divinos.
Foi nesse ambiente onde imperavam os sentimentos cristãos de dois corações profundamente generosos, como os daqueles confrades a que me referi, que minha mãe, que regressara ao Além em 1915 deixando-nos mergulhados em imorredoura saudade, começou a ditar-nos seus conselhos salutares, por intermédio da esposa do nosso amigo, entrando em pormenores de nossa vida íntima, os quais essa senhora desconhecia. Até a grafia era absolutamente igual à que nossa progenitora usava, quando na Terra.
Sobre esses fatos e provas irrefutáveis solidificamos nossa fé, que se tornou inabalável.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

A IGREJA CATÓLICA E A COMUNICAÇÃO COM OS ESPIRITOS

Recentemente foi lançado no mercado cultural um livro mediúnico trazendo as reflexões de um padre depois da morte, atribuído, justamente, ao Espírito Dom Helder Camara, bispo católico, arcebispo emérito de Olinda e Recife, desencarnado no dia 28 de agosto de 1999, em Recife (PE). O livro psicografado pelo médium Carlos Pereira, da Sociedade Espírita Ermance Dufaux, de Belo Horizonte, causou muita surpresa no meio espírita e grande polêmica entre os católicos. O que causou mais espanto entre todos foi a participação de Marcelo Barros, monge beneditino e teólogo, que durante nove anos foi secretário de Dom Helder Câmara, para a relação ecumênica com as igrejas cristãs e as outras religiões.
Marcelo Barros secretariou Dom Helder Câmara no período de 1966 a 1975 e tem 30 livros publicados. Ao prefaciar o livro Novas Utopias, do espírito Dom Helder, reconhecendo a autenticidade do comunicante, pela originalidade de suas idéias e, também, pela linguagem, é como se a Igreja Católica viesse a público reconhecer o erro no qual incorreu muitas vezes, ao negar a veracidade do fenômeno da comunicação entre vivos e mortos, e desse ao livro de Carlos Pereira, toda a fé necessária como o Imprimátur do Vaticano.
É importante destacar, ainda, que os direitos autorais do livro foram divididos em partes iguais, na doação feita pelo médium, à Sociedade Espírita Ermance Dufaux e ao Instituto Dom Helder Câmara, de Recife, o que, aliás, foi aceito pela instituição católica, sem qualquer constrangimento.
No prefácio do livro aparece também o aval do filósofo e teólogo Inácio Strieder e a opinião favorável da historiadora e pesquisadora Jordana Gonçalves Leão, ambos ligados à Igreja Católica. Conforme eles mesmos disseram, essa obra talvez não seja uma produção direcionada aos espíritas, que já convivem com o fenômeno da comunicação, desde a codificação do Espiritismo; mas, para uma grandiosa parcela da população dentro da militância católica, que é chamada a conhecer a verdade espiritual, porque "os tempos são chegados", estes ensinamentos pertencem à natureza e, conseqüentemente, a todos os filhos de Deus.
A verdade espiritual não é propriedade dos espíritas ou de outros que professam estes ensinamentos e, talvez, porque, tenha chegado o momento da Igreja Católica admitir, publicamente, a existência espiritual, a vida depois da morte e a comunicação entre os dois mundos.
Na entrevista com Dom Helder Câmara, realizada pelos editores, o Espírito comunicante respondeu as seguintes perguntas sobre a vida espiritual:
Dom Helder, mesmo na vida espiritual, o senhor se sente um padre?
Não poderia deixar de me sentir padre, porque minha alma, mesmo antes de voltar, já se sentia padre. Ao deixar a existência no corpo físico, continuo como padre porque penso e ajo como padre. Minha convicção à Igreja Católica permanece a mesma, ampliada, é claro, com os ensinamentos que aqui recebo, mas continuo firme junto aos meus irmãos de Clero a contribuir, naquilo que me seja possível, para o bem da humanidade.
Do outro lado da vida o senhor tem alguma facilidade a mais para realizar seu trabalho e exprimir seu pensamento, ou ainda encontra muitas barreiras com o preconceito religioso?
Encontramos muitas barreiras. As pessoas que estão do lado de cá reproduzem o que existe na Terra. Os mesmos agrupamentos que se formam aqui se reproduzem na Terra. Nós temos as mesmas dificuldades de relacionamento, porque os pensamentos continuam firmados, cristalizados em crenças em determinados pontos que não levam a nada. Resistem a ideia de evolução dos conceitos. Mas, a grande diferença é que por estarmos com a vestimenta do espírito, tendo uma consciência mais ampliada das coisas podemos dirigir os nossos pensamentos de outra maneira e assim influenciar aqueles que estão na Terra e que vibram na mesma sintonia.
Como o senhor está auxiliando nossa sociedade na condição de desencarnado?

Do mesmo jeito. Nós temos as mesmas preocupações com aqueles que passam fome, que estão nos hospitais, que são injustiçados pelo sistema que subtrai liberdades, enriquece a poucos e colocam na pobreza e na miséria muitos; todos aqueles desvalidos pela sorte. Nós juntamos a todos que pensam semelhantemente a nós, em tarefas enobrecedoras, tentando colaborar para o melhoramento da humanidade.
Como é sua rotina de trabalho?
A minha rotina de trabalho é, mais ou menos, a mesma.. Levanto-me, porque aqui também se descansa um pouco, e vamos desenvolver atividades para as quais nos colocamos à disposição. Há grupos que trabalham e que são organizados para o meio católico, para aqueles que precisam de alguma colaboração. Dividimo-nos em grupos e me enquadro em algumas atividades que faço com muito prazer.
Qual foi a sua maior tristeza depois de desencarnado? E qual foi a sua maior alegria?
Eu já tinha a convicção de que estaria no seio do Senhor e que não deixaria de existir. Poder reencontrar os amigos, os parentes, aqueles aos quais devotamos o máximo de nosso apreço e consideração e continuar a trabalhar, é uma grande alegria. A alegria do trabalho para o Nosso Senhor Jesus Cristo.
O senhor, depois de desencarnado, tem estado com freqüência nos Centros Espíritas?
Não. Os lugares mais comuns que visito no plano físico são os hospitais; as casas de saúde; são lugares onde o sofrimento humano se faz presente. Naturalmente vou à igreja, a conventos, a seminários, reencontro com amigos, principalmente em sonhos, mas minha permanência mais freqüente não é na casa espírita.
O senhor já era reencarnacionista antes de morrer?
Nunca fui reencarnacionista, diga-se de passagem. Não tenho sobre este ponto um trabalho mais desenvolvido porque esse é um assunto delicado, tanto é que o pontuei bem pouco no livro. O que posso dizer é que Deus age conforme a sua sabedoria sobre as nossas vidas e que o nosso grande objetivo é buscarmos a felicidade mediante a prática do amor. Se for preciso voltar a ter novas experiências, isso será um processo natural.
Qual é o seu objetivo em escrever mediunicamente?
Mudar, ou pelo menos contribuir para mudar, a visão que as pessoas têm da vida, para que elas percebam que continuamos a existir e que essa nova visão possa mudar profundamente a nossa maneira de viver.
Qual foi a sensação com a experiência da escrita mediúnica?
Minha tentativa de adaptação a essa nova forma de escrever foi muito interessante, porque, de início, não sabia exatamente como me adaptar ao médium para poder escrever. É necessário que haja uma aproximação muito grande entre o pensamento que nós temos com o pensamento do médium. É esse o grande de todos nós porque o médium precisa expressar aquilo que estamos intuindo a ele. No início foi difícil, mas aos poucos começamos a criar uma mesma forma de expressão e de pensamento, aí as coisas melhoraram. Outros (médiuns) pelos quais tento me comunicar enfrentam problemas semelhantes.
Foi uma surpresa saber que poderia se comunicar pela escrita mediúnica?
Não. Porque eu já sabia que muitas pessoas portadoras da mediunidade faziam isso. Eu apenas não me especializei, não procurei mais detalhes, deixei isso para depois, quando houvesse tempo e oportunidade.
Imaginamos que haja outros padres que também queiram escrever mediunicamente, relatarem suas impressões da vida espiritual. Por que Dom Helder é quem está escrevendo?
Porque eu pedi. Via-me com a necessidade de expressar aos meus irmãos da Terra que a vida continua e que não paramos simplesmente quando nos colocam dentro de um caixão e nos dizem "acabou-se". Eu já pensava que continuaria a existir, sabia que haveria algo depois da vida física. Falei isso muitas vezes. Então, senti a necessidade de me expressar por um médium quando estivesse em condições e me fossem dadas as possibilidades. É isto que eu estou fazendo.
Outros padres, então, querem escrever mediunicamente em nosso País?
Sim. E não poucos. São muitos aqueles que querem usar a pena mediúnica para poder expressar a sobrevivência após a vida física. Não o fazem por puro preconceito de serem ridicularizados, de não serem aceitos, e resguardam as suas sensibilidades espirituais para não serem colocados numa situação de desconforto. Muitos padres, cardeais até, sentem a proteção espiritual nas suas reflexões, nas suas prédicas, que acreditam ser o Espírito Santo, que na verdade são os irmãos que têm com eles algum tipo de apreço e colaboram nas suas atividades..
Como o senhor se sentiu em interação com o médium Carlos Pereira?
Muito à vontade, pois havia afinidade, e porque ele se colocou à disposição para o trabalho. No princípio foi difícil juntar-me a ele por conta de seus interesses e de seu trabalho. Quando acertamos a forma de atuar, foi muito fácil, até porque, num outro momento, ele começou a pesquisar sobre a minha última vida física. Então ficou mais fácil transmitir-lhe as informações que fizeram o livro.
O senhor acredita que a Igreja Católica irá aceitar suas palavras pela mediunidade?
Não tenho esta pretensão. Sabemos que tudo vai evoluir e que um dia, inevitavelmente, todos aceitarão a imortalidade com naturalidade, mas é demais imaginar que um livro possa revolucionar o pensamento da nossa Igreja. Acho que teremos críticas, veementes até, mas outros mais sensíveis admitirão as comunicações. Este é o nosso propósito.
É verdade que o senhor já tinha alguns pensamentos espíritas quando na vida física?
Eu não diria espírita; diria espiritualista, pois a nossa Igreja, por si só, já prega a sobrevivência após a morte. Logo, fazermos contato com o plano físico depois da morte seria uma conseqüência natural. Pensamentos espíritas não eram, porque não sou espírita. Sem nenhum tipo de constrangimento em ter negado alguns pensamentos espíritas, digo que cheguei a ter, de vez em quando, experiências íntimas espirituais.
Igreja - Há as mesmas hierarquias no mundo espiritual?
Não exatamente, mas nós reconhecemos os nossos irmãos que tiveram responsabilidades maiores e que notoriamente tem um grau evolutivo moral muito grande. Seres do lado de cá se reconhecem rapidamente pela sua hombridade, pela sua lucidez, pela sua moralidade. Não quero dizer que na Terra isto não ocorra, mas do lado de cá da vida isto é tudo mais transparente; nós captamos a realidade com mais intensidade. Autoridade aqui não se faz somente com um cargo transitório que se teve na vida terrena, mas, sobretudo, pelo avanço moral.
Qual seu pensamento sobre o papado na atualidade?
Muito controverso esse assunto. Estar na cadeira de Pedro, representando o pensamento maior de Nosso Senhor Jesus Cristo, é uma responsabilidade enorme para qualquer ser humano. Então fica muito fácil, para nós que estamos de fora, atribuirmos para quem está ali sentado, algum tipo de consideração. Não é fácil. Quem está ali tem inúmeras responsabilidades, não apenas materiais, mas descobri que as espirituais ainda em maior grau. Eu posso ter uma visão ideológica de como poderia ser a organização da Igreja; defendi isso durante minha vida. Mas tenho que admitir, embora acredite nesta visão ideal da Santa Igreja, que as transformações pelas quais devemos passar merecem cuidado, porque não podemos dar sobressaltos na evolução. Queira Deus que o atual Papa Ratzinger (Bento XVI) possa ter a lucidez necessária para poder conduzir a Igreja ao destino que ela merece.
O senhor teria alguma sugestão a fazer para que a Igreja cumpra seu papel?
Não preciso dizer mais nada. O que disse em vida física, reforço. Quero apenas dizer que quando estamos do lado de cá da vida, possuímos uma visão mais ampliada das coisas. Determinados posicionamentos que tomamos, podem não estar em seu melhor momento de implantação, principalmente por uma conjuntura de fatores que daqui percebemos. Isto não quer dizer que não devamos ter como referência os nossos principais ideais e, sempre que possível, colocá-los em prática.
Espíritas no futuro?
Não tenho a menor dúvida. Não pertencem estes ensinamentos a nossa Igreja, ou de outros que professam estes ensinamentos espirituais. Portanto, mais cedo ou mais tarde, a nossa Igreja terá que admitir a existência espiritual, a vida depois da morte, a comunicação entre os dois mundos e todos os outros princípios que naturalmente decorrem da vida espiritual.
Quais são os nomes mais conhecidos da Igreja que estão cooperando com o progresso do Brasil no mundo espiritual?
Enumerá-los seria uma injustiça, pois há base em todas as localidades. Então, dizer um nome ou outro seria uma referência pontual porque há muitos, que são poucos conhecidos, mas que desenvolvem do lado de cá da vida um trabalho fenomenal e nós nos engajamos nestas iniciativas de amor ao próximo.
Que mensagem o senhor daria especificamente aos católicos agora, depois da morte?
Que amem, amem muito, porque somente através do amor vai ser possível trazer um pouco mais de tranqüilidade à alma. Se nós não tentarmos amar do fundo dos nossos corações, tudo se transformará numa angústia profunda. O amor, conforme nos ensinou o Nosso Senhor Jesus Cristo, é a grande mola salvadora da humanidade.
Que mensagem o senhor deixaria para nós, espíritas?
Que amem também, porque não há divisão entre espíritas e católicos ou qualquer outra crença no seio do Senhor. Não há. Essa divisão é feita por nós, não pelo Criador. São aceitáveis porque demonstram diferenças de pontos de vista, no entanto, a convergência é única, aqui simbolizada pela prática do amor, pois devemos unir os nossos esforços.
Que mensagem o senhor deixaria para os religiosos de uma maneira geral?
Que amem. Não há outra mensagem senão a mensagem do amor. Ela é a única e principal mensagem que se pode deixar

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

VEREADORES INSTITUEM A "SEMANA CHICO XAVIER" EM UBERABA

A “Semana Chico Xavier” será comemorada anualmente, próximo ao dia 30 de junho, data em que o médium Francisco Cândido Xavier faleceu, em Uberaba. O autor da matéria, o vereador Marcelo Machado Borges – Borjão – reforçou que essa iniciativa tem os seguintes objetivos: promoção de seminários, palestras, encontros, e divulgação das obras e dos ensinamentos de Chico Xavier. A reunião ordinária contou com a presença do filho do Chico Xavier, Eurípedes Higino, e da vice-presidente da Aliança Municipal Espírita, Sônia Maria Barsa dos Santos. O presidente Dutra ressaltou que era com muito orgulho que colocava em votação essa iniciativa, porque o médium escolheu Uberaba para viver durante 43 anos e também para ser enterrado. “Vou enviar um requerimento solicitando permissão para retirar foto da casa e dos objetos do Chico Xavier e pedir fotografias para que possamos colocar no acervo da história de Uberaba”, contou.
O líder do prefeito, Cleber Humberto de Sousa Ramos (PMDB), disse que era muito difícil falar dele, inclusive porque se lembrava daquelas filas intermináveis em prol das famílias carentes e de sua infância humilde. “Além de alimentar a alma, Chico Xavier também oferecia alimentos para pessoas carentes. O meu sonho é, futuramente, ver um bairro na nossa cidade com o nome do médium”, revelou.
O vereador Jorge Ferreira cantou uma música de Roberto Carlos em alusão à Chico Xavier e ressaltou que se sentia muito feliz em estar presente no Legislativo para estar votando a favor desse projeto. “Eu nunca pensei que um dia faria algo para Chico Xavier, porque ele era uma pessoa muito iluminada”, contou. O vereador Chiquinho da Zoonoses reforçou que Chico Xavier era um mito, inclusive porque é reconhecido internacionalmente. “Ele tinha tudo e vivia na humildade. Era transparente e fazia muio bem para o povo, não só de Uberaba, mas de todo o país”, completou.
A vice-presidente de Alianças Municipal, Sônia Maria Barsa dos Santos, disse que Chico Xavier encarnou na Terra para cumprir uma missão extraordinária de nos mostrar a vivência do Evangelho de Jesus. “Nós todos do mundo ocidental somos cristãos e precisamos levantar a mesma bandeira de paz, amor ao próximo e solidariedade. Aprendemos com o amado Chico que as dificuldades podem ser sanadas se compreendermos o evangelho. A verdade está lá, basta a criatura por o seu sentimento e a capacidade de interpretar. Todos nós podemos amar, exercer a caridade e a paz. Chico era cristão e respeitava profundamente todos as religiões. As pessoas vinham lhe visitar, bispos, padres, irmãos budistas, evangélicos e de todas as crenças”, finaliza. (LR)
Fonte: Jornal Uberaba - 13.12.11

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

JESUS CRISTO NÃO ERA ESSÊNCIO

Por muitas vezes se tem ouvido que Jesus Cristo era essênio. Os essênios eram uma seita judaica que viveu na época de Cristo, viviam isolados nas montanhas, não se envolviam na vida do povo comum. Provavelmente por isso nem são citados nos evangelhos.
Devido a algumas coincidências e ensinamentos em comum muita gente insiste em dizer que Jesus era um adepto desta facção. Para investigar isso fiz uma breve pesquisa que mostro abaixo. Por ela concluo que os ensinamentos, o modo de vida, e todo o ministério de Jesus era muito diferente do que ensinavam os essênios e portanto, muito provavelmente, Jesus não era essênio.

Porque Jesus não era essênio:

1. Os essênios eram monásticos, ascéticos e puritanos. Jesus comia carne, provavelmente bebia vinho (ou não era contrário que se bebesse), e se associava a prostitutas, publicanos e pecadores em geral.

2. Os essênios eram abertos apenas a homens adultos. Jesus aceitava em seu ministério também mulheres e crianças.

3. Os essênios rejeitavam todas as outras formas de judaísmo e não adoravam em templos ou sinagogas. Jesus ensinou seus discípulos que eles podiam ouvir os ensinamentos dos fariseus desde que não fossem hipócritas como eles, e freqüentemente ministrava e adorava no templo e nas sinagogas.

4. Os essênios eram tão aplicados na observância de costumes que se recusavam até a usar o banheiro aos sábados. Jesus Cristo se opunha a esse tipo de costume, chamando inclusive a atenção dos fariseus, curou no sábado, permitia que os discípulos colhessem grãos pra comer nos sábados.

5. Os essênios viviam reclusos enquanto Jesus andava por toda a parte e falava com todas as pessoas. Os essênios só eram aceitos após um árduo e longo processo de iniciação em que precisavam demonstrar piedade. Jesus aceitava qualquer pessoa que quisesse seguí-Lo e os chamava de discípulos.

6. Os essênios rejeitavam ser ungidos com óleo, Jesus permitiu que Maria Madalena o fizesse.

7. Os essênios baseavam a sua vida em viver pela moral, ética e a lei. Jesus enfatizava o viver pela fé.

8. Os essênios se organizavam numa hierarquia rígida. Jesus Cristo ensinou que o maior deve servir o menor, que os primeiros seriam últimos, que os últimos seriam primeiros.

9. Os essênios tinham um conceito muito elevado sobre si mesmos. Acreditavam que eram os únicos certos e que qualquer outro eram apóstatas e hereges. Jesus sempre primou pela mansidão e humildade a ponto de apesar de ser, não se considerou ser igual a Deus.

10. Tal qual os fariseus, os essênios desprezavam as pessoas comuns justamente por não considerá-las suficientemente piedosas e justas. E era justamente estas pessoas o alvo dos três anos de ministério de Cristo.

Concluindo:

Se Jesus fosse essênio com certeza seria expulso da ordem logo no primeiro milagre quando, participando de uma festa com gente “impura”, transformou água em vinho.

Creio que os pontos de conflito entre Jesus e os essênios pesam muito mais que os que supostamente coincidem, porque os que coincidem podem ser coincidência ou no melhor dos casos influência, os que contrastam demonstram o que Jesus realmente ensinava e fazia, se eram incompatíveis então não dá pra dizer que são a mesma coisa.

ESSÊNCIOS - QUEM FORAM E COMO VIVIAM

Os Essênios eram religiosos do Judaísmo, ascetas (Asceta é uma pessoa que vive e pratica uma religião, devoção e penitência contemplativa completa, praticando a castidade e privações dos desejos humanos). Este era o nome de uma ordem religiosa, que praticava os preceitos do antigo testamento In-totum, existentes no tempo de Cristo e que não reconhecia este filho de Deus, composta por mais de 4.000 homens, muito respeitada e reconhecida pelos sumos sacerdotes de Israel pelo seu exemplo de vida religiosa e respeito a Deus.
Eram as pessoas mais estudadas e sábias da época, sabiam de tudo e eram consultadas por pessoas de todas as classes e até de Reis. Eram os melhores mestres da religião.

Daí foi que surgiu as comunidades, imitadas pelos cristãos mais tarde e também de onde os Católicos Romanos se inspiraram para a criação das Ordens Religiosas fechadas, como existem até o dia de hoje; também de onde surgiu o modelo para os Mosteiros católicos e Budistas.

Dedicavam-se a uma vida ascética, viviam e trabalhavam em silencio, compartindo tudo, não existia entre eles propriedade privada. Tudo isto, com o intuito de observar religiosamente a lei cerimonial; formaram colônias onde viviam como irmãos, em várias cidades da Judéia, todas interligadas sob os mesmos princípios, havendo intercambio entre os monges sob orientação de um Abade (Sumo Sacerdote) um ancião que funcionava como diretor espiritual e conselheiro, não existiam chefes entre eles, tudo era decidido de comum acordo em assembleias.

Os Essênios são citados até hoje na cultura israelita como o maior modelo de religiosidade que já existiu desde que há conhecimento. Ninguém entendeu os desígnios mais que eles, eram considerados santos pelo povo de Israel, só deixaram de existir a partir do momento que os Judeus foram deixando a vida religiosa e tiveram que abandonar a Terra Santa para emigrar para as outras nações onde não eram aceites. Se o povo de Israel não fosse condenado ao Exílio, os Essênios existiriam provavelmente até hoje.

Alem da Judéia, os Essênios formaram colónias (Mosteiros) no deserto de Engadi. Cada uma destas colônias possuía a sua própria Sinagoga, consistindo num largo salão que servia igualmente para as refeições em conjunto e para as assembleias e para guardar os objectos indispensáveis para o culto.

Eram pessoas mais limpas higienicamente da época. Os Judeus comuns, não tinham o costume de tomar banho, apenas lavar-se, também não tinham muita noção de higiene e para que servia isto. No entanto estes tinham sistema de banhos em água corrente, o qual então se banhavam.

As colónias eram construídas de uma forma, que os Judeus de hoje dizem que conheciam o que mais tarde se chamou de engenharia. Qualquer pessoa que desejasse fazer parte da Ordem tinha que passar um tempo na colônia inicialmente como visitante, depois de um ano, saia para o mundo de novo, e voltava depois de um ano de novo, se continuava com a mesma vocação e desejo de ainda entrar, obrigava-se a abrir mão de tudo que possuía, dinheiro, mulher, filhos e pais, enfim família em geral.

Fazia votos de pobreza e castidade total e não tinha mais volta, se saia da comunidade, era desprezado no mundo Judeu, a não ser com aqueles que não eram crentes. Os Rabinos de hoje, dizem que os Essênios foram Mensageiros de Deus; para nos ensinar in-loco a vida religiosa.

Liam a lei de Moisés dia e Noite, e esforçavam-se se regular por ela nos menores pontos. Dormiam no chão, adoptavam hábitos muito simples no vestuário, (dissem que as roupas que Cristo usou era igual aos Essêncios - Dito). Comiam só o necessário, introduziam o Jejum. Não pregavam o dinheiro, a não ser o abade que administrava a comunidade. Passavam o dia cultivando as hortas e aplicando-se a várias industrias na fabricação de doces e alimentos que eram vendidos para o sustento do grupo.

Não precisavam de muito dinheiro, produzindo com suas próprias mãos o que era necessário para viver. Autores judeus modernos, afirmam, que o erro dos Evangelhos que contaram a vida de Cristo, foi o fato de Mateus, Marcos, Lucas e João, não mencionar no Novo Testamento, que Cristo visitou varias vezes e passou no meio deles.(o que eles pensam ser um erro).

Em viagem missionária achavam sempre abrigo e alimento gratuito com seus irmãos de outras comunidades (Colônias), o mesmo com famílias estranhas que os respeitavam e gostavam de se aproximar para aprender com pessoas tão sábias e tão boas.

Condenavam a escravidão; pregavam que era incompatível com a Lei de Deus e não reconheciam distensões entre os homens, senão entre os puros e impuros. Aprovavam o casamento com uma só mulher, mas obstinavam-se dela, excepto numa colónia que entre dezenas adoptou o casamento.

Comparando com os cristãos de hoje, seria algo assim como; padres e pastores, os padres são celibatários e os pastores não. Foi numa colónia de cem pessoas do deserto, que adoptou o casamento sem deixar de praticar os princípios das outras, no que concerne religiosidade.

Observavam inexcedível moralidade, não mentiam, não odiavam ninguém, prometiam honrar a Deus, ser justos para com todos os homens, não fazer mal a ninguém, odiar o mal, promover o bem, ser fiéis uns aos outros, e principalmente para as autoridades.

Sobretudo amar a verdade, desmascarar os mentirosos, guardar as mãos contra os furtos e conservar a consciência livre de negócios ilícitos. Praticavam a caridade e a hospitalidade, especialmente com peregrinos e viajantes, que chegavam à noite e não tinham lugar para dormir e comer. Qualquer um era recebido sem fazer perguntas e serviam comida com muito amor e até lhe davam dinheiro para viagem.

Segundo os historiadores e pesquisadores da religião, os Essênios surgiram cerca de 150 a.C. no tempo de Jesus os Essênios moravam em comunidades, muito bem organizadas e muito limpas, de forma monástica, igual aos mosteiros religiosos de hoje, preferiam vilas pobres por toda a Palestina, perto do mar Morto. Provavelmente, o nome deriva da raiz duma palavra hebraica cuja significação é Piedoso.

Por abstinência estrita e pelo asseio, os Essênios esforçavam-se por atingir a absoluta pureza religiosa. Eram os únicos Judeus que não tomavam vinho. Tinham as refeições costumeiras como festas sacrificatórias com muitas privações.

Martinho Lutero era um admirador dos Essênios, enquanto padre católico, não tinha pregação (Homilia) que não mencionava, como referencia os Essênios. Seus dias eram preenchidos com orações, exercícios espirituais, ilustrações de trabalho agrícola que ninguém sabia fazer na época; foram os primeiros agrônomos da história do Novo Testamento, com artes mecânicas, inventaram ferramentas, usadas até hoje.

Eram marceneiros perfeitos, dominavam a arte da ferragem. Enfim praticavam a comunidade do bem e reprovavam o casamento, salvo uma comunidade dissidente, que não suportou a castidade.

As Ordens Católicas como: Beneditinos; Carmelitas; Cistercienses; Trapistas Franciscanos; entre outros, ainda hoje seguem o modelo dos Essênios e suas regras.

Esta seita não foi mencionada no Novo Testamento, até a época do Mestre e Apóstolo Paulo. Exercia influencia sobre a vida nacional e foi fonte de sabedoria e modelo de sacrifício e dedicação a Deus; pois, ninguém em toda história, praticou tão perfeitamente a moralidade e bondade.

Na época de Cristo, nenhum Judeu era sábio como os Essênios. Os Essênios falavam perfeitamente o Hebraico, o Aramaico e o grego, as línguas mais importantes da época.

Para ser um monge Essênio, tinha que ter muita convicção para seguir tal regra.

O desprendimento da vida secular tinha que ser total; tinha que ser um anacoreta (Pessoa que vive na solidão) embora em comunidade. Tinham uma vida Insulada (pessoa que vive separada ou afastada). Mesmo assim eles estavam à disposição de qualquer pessoa que os procurasse, para orientação espiritual, ou saber sobre alguma solução de problema.

Seu isolamento era dentro da comunidade, viviam em silencio, falavam somente o necessário, e tiravam o tempo livro para estudar os livros sagrados como também de ciência e literatura e escrever livros. Foram os povos mais cultos do começo da Palestina, sua cultura se aproximou do começo do cristianismo, como viver em comunidade.

Os Essênios, enquanto viveram, segundo consta nunca combateram Jesus Cristo, embora não se sabe se aceitaram o Messias prometido.

Os Kibutz de Israel de hoje; foram inspirados nos Essênios.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

RESSENTIMENTO É SINAL DE PERIGO

Habitue-se a considerar o ressentimento por sinal de perigo que se deve claramente evitar.

Se a razão para a queixa é algum problema doméstico, anote em silêncio a maneira pela qual poderá você cooperar na rearmonização do grupo familiar e auxilie para que o ponto nevrálgico seja extinto.

Ante uma criatura de quem recebeu ou esteja recebendo ofensa ou dificuldade, medite no valor de que essa mesma pessoa se reveste para os outros e esqueça qualquer motivo de mágoa que lhe tenha chegado ao coração.

Nos desajustes de opinião ou comportamento, admita nos outros a mesma liberdade de pensar que a vida lhe implantou na cabeça.

Aquilo que muitas vezes tomamos por indiferença ou desconsideração naqueles que nos cercam é cansaço ou doença neles e não hostilidade contra nós.

Fracassos, de qualquer modo, são sempre convites a que partamos para tarefas novas e melhores, compelindo-nos a sair da insegurança.

Dedicações incompreendidas são cursos de burilamento íntimo em que podemos aprender a amar sem o culto do egoísmo no qual “sermos amados” costuma ser a nossa preocupação.

Perdoe quaisquer golpes com que a vida esteja ministrando aulas de experiência e recorde que você está no rio de bênçãos em que Deus lhe situou a bênção da vida.

O trabalho, especialmente quando se expresse por serviço aos outros, é o preservativo que nunca falha contra qualquer perigo no campo do espírito.

Ressentimento é sempre indução à enfermidade e desequilíbrio; diante de problemas e obstáculos com que sejamos defrontados, nos caminhos do tempo, recorramos à prece e a oração nos renovará por dentro, transfigurando a sombra em presença de luz.

Do cap. 39 do livro Respostas da Vida, de André Luiz, obra psicografada pelo médium Francisco Cândido Xavier